Trump absolve a China da responsabilidade pelo petróleo russo enquanto reprime a Índia

- Trump impôs uma tarifa de 25% à Índia pela compra de petróleo russo, mas poupou a China.
- Ele disse que poderia considerar punir a China dentro de duas ou três semanas.
- As exportações da Rússia caíram 5,9% no primeiro semestre de 2025 devido aos baixos preços do petróleo.
Odent dos EUA, Donald Trump, falando de Washington na sexta-feira, disse que não vê necessidade de impor tarifas à China neste momento por continuar comprando petróleo russo, apesar de já ter feito exatamente isso com a Índia poucos dias antes.
A decisão surge na sequência do fracasso da cúpula entre Trump e odent russo Vladimir Putin no Alasca, onde não se chegou a um acordo para suspender ou pôr fim à guerra da Rússia na Ucrânia.
A Índia foi duramente atingida por Trump na semana passada, com a imposição de uma tarifa de 25% sobre suas exportações para os EUA. O motivo? A Índia continuou importando petróleo russo. Mas, quando questionado durante uma entrevista com o apresentador da Fox News, Sean Hannity, se Pequim enfrentaria a mesma punição, Trump desconversou.
“Por causa do que aconteceu hoje, acho que não preciso pensar nisso”, disse, referindo-se ao resultado da cúpula. “Talvez eu tenha que pensar nisso daqui a duas ou três semanas, mas não precisamos pensar nisso agora.”
A Índia é punida enquanto a China permanece intocável
A forte medida contra a Índia evidencia a pressão desigual exercida pela Casa Branca. Apesar de a Índia e a China serem os dois maiores compradores de petróleo russo, apenas um deles está sendo penalizado.
O governo tem feito repetidas ameaças de atingir as nações que ajudam a financiar a guerra de Moscou por meio da compra de energia, mas até agora, apenas a Índia sentiu o impacto.
Xi Jinping,dentda China, está atualmente negociando um acordo comercial com Trump que poderia reduzir as tensões entre as duas potências econômicas. Esse acordo poderia diminuir as tarifas e apaziguar anos de disputas comerciais acirradas. Mas a decisão de Trump de adiar medidas contra a China, mesmo alertando sobre possíveis ações futuras, demonstra que ele não está disposto a arriscar o fracasso dessas negociações, pelo menos não por enquanto.
Nos bastidores, a economia de Pequim já mostra sinais de fragilidade. Se Trump cumprir suas repetidas ameaças de sanções e penalidades comerciais relacionadas à Rússia, Xi terá um problema ainda maior para resolver. Mas, por ora, os acordos energéticos da China com a Rússia permanecem intactos e as tarifas estão suspensas.
Os lucros do petróleo da Rússia despencam com a redução das exportações
Enquanto Trump hesita, os números das exportações russas estão em queda livre. Segundo o Banco da Rússia, as exportações caíram 8% em junho em comparação com o ano anterior. Isso ocorreu após uma queda de quase 10% em maio. No segundo trimestre, as exportações caíram 5,9% em relação ao ano anterior, igualando o declínio observado no primeiro trimestre do ano.
O problema não é apenas o volume, mas também o preço. O petróleo russo, que tinha uma média superior a US$ 70 por barril no início do ano, caiu para uma média de apenas US$ 56 por barril no segundo trimestre. O banco central agora prevê que o preço cairá ainda mais, estimando uma média de US$ 55 por barril para o restante de 2025. Isso representa uma queda em relação à previsão anterior de US$ 60.
O aumento da oferta da OPEP+ e a queda na demanda global estão agravando a situação. Com a saturação do mercado, espera-se que os preços caiam novamente. Enquanto isso, as sanções da União Europeia, que incluíram a redução do teto de preço do petróleo russo de US$ 60 para US$ 47,60 por barril, tiveram pouco efeito.
O petróleo bruto russo continua circulando pelo sistema, apenas vendido a preços mais baixos. Nem mesmo as ameaças de Trump de mais tarifas e sanções secundárias causaram grandes interrupções no fluxo de petróleo russo.
A diferença de preço entre o petróleo bruto de referência russo e a taxa global é agora a menor desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia.
No primeiro semestre de 2025, as exportações da Rússia totalizaram US$ 196,1 bilhões, uma queda de 5,9% em relação ao ano anterior. As importações permaneceram estáveis em US$ 138,7 bilhões.
Mas o superávit em conta corrente do país, que mede o que a Rússia ganha no exterior menos o que gasta, caiu. Atualmente está em US$ 25 bilhões, bem abaixo dos US$ 42,1 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Essa queda está ligada a resultados comerciais mais fracos e ao crescente defino setor de serviços.
Em outros mercados, houve reações. O petróleo Brent caiu 1,5%, fechando a US$ 66,85 por barril, enquanto o petróleo bruto dos EUA recuou 1,8%, para US$ 62,80. O ouro apresentou pouca variação, com o preço à vista subindo 0,09%, para US$ 3.338,65 a onça, e os contratos futuros de ouro nos EUA fechando estáveis a US$ 3.382,60.
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