As ações globais, Bitcoin, o petróleo e os metais preciosos subiram na quinta-feira, enquanto os investidores se preparavam para a importante cúpula de sexta-feira entre odent dos EUA, Donald Trump, e odent da Rússia, Vladimir Putin.
Os dois líderes devem se encontrar pessoalmente no Alasca, com o objetivo de discutir o que seria necessário para pôr fim à guerra na Ucrânia, que se arrasta desde a invasão russa no início de 2022.
Embora as ações europeias em geral tenham apresentado alta no dia, as ações do setor de defesa na região sofreram um baque. Os investidores se desfizeram de empresas ligadas à economia de guerra, temendo que até mesmo a sugestão de uma paz pudesse esfriar os gastos.
O índice Stoxx Europe Aerospace and Defense despencou por três sessões consecutivas após o anúncio do encontro entre Trump e Putin. Mas, na quinta-feira, começou a subir novamente, registrando alta de 1,3%, embora ainda bem abaixo das máximas anteriores.
O valor aumentou 52% no acumulado do ano, impulsionado pelos enormes orçamentos militares dos países da OTAN que tentam conter a agressão russa.
Apesar desse recuo, os analistas não esperam grandes mudanças. Mesmo que nada de concreto aconteça no Alasca, os governos não estão prestes a cancelartracou interromper o aumento da produção.
Bitcoin permanecetron, com o Japão superando as previsões e a China desacelerando
Enquanto os mercados tradicionais oscilavam, Bitcoin também encontrava dificuldades para se manter firme. A maior criptomoeda do mundo era negociada firmemente acima de US$ 120.000, após ter atingido brevemente uma nova máxima histórica de US$ 123.637 há menos de 48 horas.
Enquanto isso, na Ásia, as bolsas apresentaram resultados mistos. No Japão, o índice Nikkei 225 fechou em alta recorde após o PIB do país crescer 0,3% no segundo trimestre, superando as expectativas. A alta ocorreu apesar da pressão das tarifas americanas e mostrou que a economia ainda tem fôlego. Esse pequeno ganho foi suficiente para impulsionar o índice a um novo recorde.
A China, no entanto, trouxe mais motivos para cautela. O crescimento do país estagnou em julho. As vendas no varejo aumentaram 3,7% em comparação com o ano passado, mas ficaram muito aquém dos 4,6% previstos por analistas consultados pela Reuters. Também representaram uma desaceleração em relação ao ganho de 4,8% registrado em junho.
Além disso, a produção industrial cresceu 5,7%, o menor índice desde novembro do ano passado e abaixo dos 5,9% esperados por muitos. Pequim continua apertando o cerco sobre as indústrias com excesso de oferta, mas a demanda interna ainda não se recuperou.
Esse fraco desempenho também afetou os futuros de Hong Kong. Os futuros do Índice Hang Seng caíram para 25.316, indicando uma abertura fraca após o fechamento de quinta-feira em 25.519,32.
Wall Street registra leve alta, com o petróleo e os metais apresentando movimentos cautelosos
Os mercados americanos permaneceram em sua maioria tranquilos, mas não inativos. O S&P 500 estabeleceu um pequeno novo recorde na noite de quinta-feira. O Dow Jones e o Nasdaq Composite recuaram ligeiramente, mas os investidores não pareceram abalados. Os futuros contaram a verdadeira história. No início da sexta-feira, os futuros do Dow Jones haviam subido 244 pontos (0,76%), os futuros do S&P 500 avançaram 0,24% e os futuros do Nasdaq 100 subiram 0,07%.
Algumas grandes empresas se destacaram. A UnitedHealth teve uma alta de mais de 10% depois que a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, e a Scion Asset Management, de Michael Burry, revelaram ter adquirido participações na empresa. A Intel também subiu mais de 4%, após uma reportagem da Bloomberg afirmar que o governo Trump está estudando um plano para comprar uma parte da fabricante de chips.
Os preços do petróleo mantiveram-se estáveis, mostrando sinais de força, mas sem romper para cima. O petróleo Brent subiu 16 centavos, para US$ 67,00 por barril, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA teve um leve aumento de 14 centavos, para US$ 64,10.
No mercado de metais, a situação era diferente. Os preços do ouro caminhavam para uma semana difícil, com queda de 1,8% até o momento. Dados de inflação nos EUA, acima do esperado, frustraram as esperanças de que o Federal Reserve pudesse cortar as taxas de juros em 50 pontos-base em sua próxima reunião, em setembro. O ouro à vista subiu apenas 0,1%, para US$ 3.339 por onça, no início da sexta-feira. Os contratos futuros para dezembro permaneceram estáveis em US$ 3.384.
Outros metais seguiram a tendência do ouro, com quedas, mas sem despencar. A prata à vista recuou 0,2%, para US$ 37,91 a onça. A platina caiu 0,2%, fechando a US$ 1.354,94, e o paládio perdeu 0,3%, encerrando o dia a US$ 1.142,51.

