O comércio entre China e Rússia atinge o pico em meio à ameaça de tarifas de Trump sobre o petróleo russo

• O comércio entre a China e a Rússia atingiu o nível mais alto em um ano em julho.
• O aumento ocorre em meio a ameaças dos EUA sobre as compras de petróleo russo.
• Pequim defende as importações de petróleo da Rússia como legais e razoáveis.
O comércio entre a China e a Rússia atingiu seu ponto mais alto este ano em julho, encerrando um período de declínio no primeiro semestre de 2025 que o manteve abaixo dos níveis do ano passado.
Os dados alfandegários chineses surgem após odent dos EUA, Donald Trump, ter insinuado a imposição de novas tarifas sobre a China, semelhantes às taxas de 25% que aplicou à Índia pela compra de petróleo russo. Ambos os países sinalizaram que não têm intenção de interromper as importações de energia da Rússia.
O comércio sino-russo atinge o nível mais alto em um ano após um início lento
O comércio bilateral entre a República Popular da China e a Federação Russa atingiu seu recorde no mês passado, anunciou a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC). O valor totalizou US$ 19,14 bilhões, um aumento de 8,7% em relação a junho, segundo os dados.
O aumento repentino ocorre após resultados mais fracos nos primeiros sete meses até julho, quando o comércio caiu 8,1% em relação ao mesmo período de 2024, para US$ 125,8 bilhões. De acordo com os dados citados pela imprensa chinesa e pela mídia russa, os números de julho também apresentaram queda anual de 2,8%.
As importações da China provenientes da Rússia totalizaram US$ 10,1 bilhões no mês passado, um aumento de 4,02% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações chinesas para o país caíram 8,91%, para US$ 9,1 bilhões, conforme apontado em um artigo do South China Morning Post (SCMP).
As exportações da China totalizaram US$ 56,23 bilhões no final de julho, representando uma queda de 8,5%. Ao mesmo tempo, as importações de produtos russos pela China caíram 7,7%, para US$ 69,57 bilhões, informou a agência de notícias oficial russa TASS, destacando:
“O superávit comercial da Rússia entre janeiro e julho atingiu US$ 13,34 bilhões, valor aproximadamente igual ao registrado no mesmo período de 2024.”
As exportações chinesas em julho aumentaram 9,6%, atingindo US$ 9,08 bilhões, e as importações subiram 7,8%, chegando a US$ 10,05 bilhões, detalhou também a TASS.
O comércio entre Pequim e Moscou tem crescido nos últimos anos. Aumentou 26,3% em 2023, atingindo US$ 240,11 bilhões, e estabeleceu um novo recorde em 2024, quando o intercâmbio bilateral ultrapassou US$ 244 bilhões em valor.
A China Defia Rússia e defende suas importações de petróleo
Os dados mais recentes da alfândega chinesa foram divulgados depois que o presidentedent Trump indicou que a China poderia ser a próxima a enfrentar tarifas adicionais dos EUA, semelhantes às tarifas punitivas de 25% que ele impôs à Índia pela compra de petróleo da Rússia.
Após autoridades indianas defios alertas de Trump, prometendo continuar importando petróleo russo, o governo chinês fez praticamente o mesmo na sexta-feira. Em comunicado à Bloomberg, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou:
“É legítimo e legal que a China mantenha uma cooperação normal nas áreas econômica, comercial e energética com todos os países do mundo, incluindo a Rússia. Continuaremos a adotar medidas razoáveis de segurança energética, de acordo com nossos interesses nacionais.”
Petróleo bruto, gás natural e carvão representam a maior parte das exportações russas para a República Popular da China, seguidos por outros combustíveis e matérias-primas como minério de cobre e madeira. A China exporta para a Rússia uma gama mais ampla de produtos, desde carros, smartphones e máquinas industriais até brinquedos e roupas.
No ano passado, a Rússia enviou um volume recorde de 108,5 milhões de toneladas de petróleo bruto para a China, o que representa quase um quinto do total das compras de petróleo de Pequim, de acordo com dados chineses.
O SCMP destacou que as entregas de petróleo russo caíram em julho em relação ao mês anterior, não atingindo 4 milhões de toneladas. Segundo o jornal, esse número é do Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia, já que a alfândega chinesa ainda não divulgou seus dados oficiais sobre o comércio de petróleo em 20 de agosto.
Segundo estimativas ucranianas, a Rússia exportou 32 milhões de toneladas para a China entre janeiro e julho deste ano, o que representa 4 milhões de toneladas a menos do que as quantidades entregues durante os primeiros sete meses do ano passado.
Não se limite a ler notícias sobre criptomoedas. Compreenda-as. Assine nossa newsletter. É grátis.
Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

















