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Fabricantes chineses e coreanos de smartphones vão pré-instalar o aplicativo de mensagens russo Max

PorLubomir TassevLubomir Tassev Tempo de leitura: 3 minutos
Fabricantes chineses e coreanos de smartphones vão pré-instalar o aplicativo de mensagens russo Max
  • Segundo relatos, alguns fabricantes de celulares prometeram pré-instalar o aplicativo russo Max.
  • As principais marcas de smartphones ainda não confirmaram oficialmente a inclusão do aplicativo de mensagens.
  • A Rússia está promovendo sua plataforma estatal em detrimento de aplicativos estrangeiros populares.

Fabricantes da China e da Coreia do Sul estão "fazendo todos os esforços" para instalar o Max, o "mensageiro nacional" da Rússia, em seus smartphones antes do prazo final de setembro, disseram fontes à mídia russa.

O aplicativo, apoiado pelo Estado e que Moscou quer ver em todos os dispositivos móveis vendidos no país, gerou preocupações sobre uma possível vigilância por parte das autoridades russas, em meio a alegações de que ele coleta dados pessoais sensíveis.

Segundo relatos, Samsung e Xiaomi estão prontas para adicionar o sistema Max aos seus celulares na Rússia

Algumas das principais marcas mundiais do mercado detronainda não confirmaram oficialmente a presença do Max em seus dispositivos quando forem vendidos na Rússia, mas já concordaram com isso, revelou a agência de notícias oficial russa TASS, citando representantes do setor.

A Samsung, da Coreia do Sul, está preparada para pré-instalar o aplicativo de mensagens russo em smartphones e tablets oferecidos na Federação Russa, disseram as fontes.

Grandes fabricantes chineses, incluindo Xiaomi, Honor, Huawei, Tecno e Infinix, também "prometeram fazer todos os esforços para garantir que isso seja feito".

O relatório surge após o governo russo anunciar que o Max virá pré-instalado em todos os dispositivos vendidos no país.

O aplicativo descrito por autoridades russas como o "mensageiro nacional" será adicionado à lista de aplicativos obrigatórios da Rússia a partir de 1º de setembro de 2025.

O Max está substituindo o VK Messenger, que estava na lista desde 2023. O Max também é desenvolvido pela popular rede social russa VK, anteriormente conhecida como Vkontakte.

Uma das fontes citadas pela TASS detalhou duas opções possíveis que estão sendo consideradas pelos fabricantes para a integração do aplicativo. Isso pode ser feito "por meio de atualizações de software" ou solicitando aos usuários que instalem o mensageiro assim que inserirem um cartão SIM russo em seus dispositivos.

Tanto a gigante sul-coreana quanto as empresas chinesas ainda não apresentaram documentação oficial confirmando que o Max virá pré-instalado, observou a agência de notícias.

A Samsung se recusou a comentar o assunto, assim como as principais operadoras de telecomunicações russas MTS, Beeline e MegaFon, que vendem seus aparelhos no país.

A Rússia impõe o Max em detrimento do Telegram e do WhatsApp

Max é, na verdade, uma plataforma completa de serviços digitais que inclui o aplicativo de mensagens de mesmo nome. Este último oferece diversos recursos de comunicação, como chats, chamadas de áudio e vídeo, mensagens de voz, transferência de arquivos e dinheiro.

No final de junho, odent russo Vladimir Putin sancionou uma lei para criar um aplicativo de mensagens russo semelhante a aplicativos oferecidos por provedores estrangeiros, como Telegram, WhatsApp e Vibe, que ao longo dos anos ganharam significativa popularidade entre os usuários russos.

O Ministro do Desenvolvimento Digital da Rússia, Maksut Shadayev, revelou anteriormente que o novo serviço será baseado na plataforma Max do VK. O serviço de rede social foi cofundado por Pavel Durov, fundador do Telegram, há quase duas décadas.

Durov, que também era CEO do VK, vendeu sua participação e deixou a Rússia em 2014, alegando que a empresa havia sido tomada por aliados de Putin. Ele já havia rejeitado pedidos para censurar contas do VK de manifestantes russos e ucranianos.

O empreendedor de tecnologia nascido na Rússia entrou em conflito com as autoridades policiais de Moscou por se recusar a compartilhar o acesso à correspondência de usuários do Telegram supostamente suspeitos de crimes e atividades terroristas.

Em meados de julho, a mídia russa afirmou que o Telegram estava abrindo um escritório na Rússia para cumprir as exigências da chamada "lei de pouso". Durov negou essa informação, assim como relatos anteriores que sugeriam que seu aplicativo de mensagens estaria deixando o mercado russo.

Em junho, o parlamentar russo Anton Gorelkin acusou o Telegram de descumprimento da legislação, chamando-o de "uma entidade que preocupa o Estado" e acrescentando que a Rússia havia decidido competir com ele lançando um "mensageiro nacional"

Na última quinta-feira, o governo russo anunciou que o Max virá pré-instalado em todos os celulares na Rússia, conforme noticiado pelo Cryptopolitan. Críticos manifestaram preocupação de que Moscou possa usá-lo como ferramenta de vigilância.

O WhatsApp da Meta já havia reclamado que a Rússia está reprimindo a comunicação criptografada, tentando bloquear chamadas em sua plataforma.

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