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Durov nega notícias de que o Telegram esteja abrindo um escritório na Rússia

PorLubomir TassevLubomir Tassev
Tempo de leitura: 3 minutos
Durov nega notícias de que o Telegram esteja abrindo um escritório na Rússia
  • Pavel Durov rejeita as alegações de que o Telegram esteja criando uma filial russa.
  • O mensageiro está, segundo informações, em processo de registro junto à Roskomnadzor.
  • O órgão regulador de mídia da Rússia se recusou a comentar sobre o registro do Telegram em seu site.

O empresário russo do ramo tecnológico Pavel Durov e outras fontes rejeitaram as notícias veiculadas pela mídia de que o Telegram estaria abrindo uma filial na Rússia.

As reações surgiram após a publicação de diversos artigos pela mídia russa relacionados a um registro do popular aplicativo de mensagens no site da Roskomnadzor, órgão regulador de telecomunicações da Rússia.

O Telegram estaria estabelecendo presença na Rússia

O Telegram planeja criar um escritório de representação na Rússia, segundo noticiaram veículos de imprensa locais, incluindo a TASS agência de notícias Hi-Tech Mail afirmou ter divulgado a notícia em primeira mão na quinta-feira, que posteriormente foi repercutida por outras publicações.

Segundo informações, a empresa pretende cumprir a chamada "lei de pouso" da Rússia e já atendeu a dois de seus requisitos: abrir uma conta online junto à Roskomnadzor, órgão de censura de mídia da Rússia, e preencher um formuláriotronde feedback.

Os relatórios faziam referência a um registro no site da Roskomnadzor, ou Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa.

De acordo com a entrada, a empresa registrada nas Ilhas Virgens Britânicas ainda precisa cumprir outra obrigação prevista na referida legislação: “criar uma filial, abrir um escritório de representação ou constituir uma pessoa jurídica russa”.

Durov nega notícias de que o Telegram esteja abrindo um escritório na Rússia
Captura de tela do registro do Telegram no site da Roskomnadzor. Fonte: Hi-Tech Mail

A lei “Sobre as atividades de pessoas estrangeiras na rede de informação e telecomunicações Internet no território da Federação Russa”, frequentemente referida simplesmente como “lei de desembarque”, foi aprovada em 1º de julho de 2021 e entrou em vigor em 1º de janeiro do ano seguinte.

Entre outros requisitos, a lei também obriga as empresas estrangeiras a instalarem um contador de tráfego em suas plataformas, escolhendo entre uma lista de contadores aprovados pela Roskomnadzor, e a restringirem o acesso a informações consideradas em violação às normas russas.

Não está claro quando exatamente o Telegram iniciou o processo, observou o Hi-Tech Mail, acrescentando que a Roskomnadzor se recusou a comentar o assunto.

A edição russa da Forbes lembrou que o aplicativo de mensagens foi adicionado a uma lista de empresas estrangeiras de internet que operam na Rússia em novembro de 2021, ao lado de outras marcas globais conhecidas, como TikTok, Twitter (agora X) e Apple.

A "lei de aterrissagem" exige que plataformas online com mais de 500.000 usuários diários estabeleçam uma entidade jurídica autorizada na Rússia. O não cumprimento dessa obrigação pode resultar em diversas penalidades, que variam desde a proibição de publicidade e recebimento de pagamentos até o bloqueio de acesso.

Os pedidos de comentários da revista, tanto ao órgão regulador quanto ao aplicativo de mensagens, também permaneceram sem resposta, deixando as notícias de que o Telegram estaria abrindo um escritório na Rússia sem uma confirmação ou negação oficial.

'100%' – Durov rejeita notícias de que o Telegram estaria se registrando na Rússia

Na quinta-feira, o fundador do Telegram, nascido na Rússia, publicou apenas "100%" em seu canal no Telegram como resposta a uma postagem anterior, do início de julho, na qual descrevia a notícia sobre a saída do aplicativo do mercado russo como parte de uma "campanha direcionada para desacreditar o Telegram", insinuando que se tratava de uma notícia falsa.

O breve comentário de Pavel Durov, de 40 anos, foi interpretado tanto por russos quanto estrangeiros que publicam em língua russa como uma negação das últimas notícias de que sua empresa estaria em processo de registro na Rússia.

A informação inicial também foi rejeitada pelo ex-porta-voz de Durov, Georgy Lobushkin, que citou sua própria fonte e escreveu em seu canal no Telegram:

“Não existem tais planos e não podem existir por várias razões.”

Em entrevista concedida em junho, na qual discutia as difíceis relações com governos após sua prisão na França, Durov deixou claro que não tinha negócios na Rússia nem com a administração do governo do presidentedent Putin.

No mês passado, o parlamentar Anton Gorelkin observou que o Telegram ainda não cumpriu a "lei de aterrissagem", afirmando ser "uma entidade que preocupa o Estado", que, por sua vez, decidiu competir com a plataforma lançando um "mensageiro nacional", destacou a Forbes.

Putin sancionou uma lei para estabelecer um serviço semelhante no final de junho. De acordo com uma declaração anterior do Ministro do Desenvolvimento Digital da Rússia, Maksut Shadayev, o novo serviço será baseado na plataforma Max, desenvolvida pela popular rede social russa VK. Anteriormente conhecida como Vkontakte, a VK também foi cofundada por Durov há quase duas décadas.

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