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A China retaliou os EUA com uma série de tarifas e processou Trump novamente na OMC

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
A China retaliou os EUA com uma série de tarifas e processou Trump novamente na OMC
  • A China impôs novas tarifas e restrições comerciais aos EUA depois que Washington aumentou em 10% todas as importações chinesas.

  • Pequim incluiu 10 empresas americanas em sua lista negra, proibindo-as de exportar, importar ou investir na China, incluindo a empresa de biotecnologia Illumina e a fabricante de drones Skydio.

  • A China processou os EUA na OMC, argumentando que as novas tarifas violam as regras do comércio global e prejudicam a cooperação econômica.

A China acaba de retaliar os EUA com uma rodada massiva de tarifas, proibições de exportação e ações legais na Organização Mundial do Comércio (OMC), intensificando uma guerra comercial já brutal entre as duas maiores economias do mundo.

O Ministério do Comércio da China confirmou a decisão na terça-feira, após a decisão de Washington de impor uma nova tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas sob a administração Trump.

O Ministério das Finanças da China implementou tarifas de 15% sobre frango, trigo, milho e algodão dos EUA. Uma tarifa separada de 10% agora se aplica a sorgo, soja, carne suína, carne bovina, frutos do mar, frutas, verduras e laticínios americanos. Essas novas tarifas entrarão em vigor em 10 de março, afetando uma ampla gama de exportações agrícolas dos EUA.

Entretanto, o Ministério do Comércio da China adicionou 15 empresas americanas a uma lista de controle de exportação, impedindo-as de receber bens chineses de dupla utilização — materiais que podem ser usados ​​tanto para fins militares quanto civis.

China exclui empresas americanas de setores-chave

As autoridades chinesas também incluíram 10 empresas americanas em uma lista negra, classificando-as como "entidades não confiáveis". De acordo com o Ministério do Comércio, essas empresas estão agora proibidas de exportar, importar ou investir na China.

Um dos maiores nomes dessa lista é a Illumina, uma empresa de biotecnologia especializada em sequenciamento genético. O governo chinês afirmou que proibirá a Illumina de exportar sequenciadores genéticos para a China, alegando retaliação à primeira rodada de tarifas imposta por Trump em fevereiro.

Empresas de tecnologia também foram afetadas. A fabricante americana de drones Skydio e a empresa de inteligência artificial Shield AI, apoiada pela Andreessen Horowitz, tiveram seu acesso a importantes exportações chinesas bloqueado. Sem acesso a materiais de dupla utilização fabricados na China, ambas as empresas podem enfrentar sérias interrupções em suas cadeias de suprimentos.

A estratégia de guerra comercial da Casa Branca também está começando a isolar empresas americanas de importantes mercados globais. Enquanto Washington alega que as tarifas são necessárias para combater o papel da China no comércio de fentanil, Pequim deixa claro que cada movimento será recebido com uma resposta igual, senão mais dura.

China arrasta os EUA para a OMC devido ao aumento das tarifas

Além disso, o Ministério do Comércio confirmou que Pequim apresentou uma queixa formal à OMC, alegando que os EUA violaram as regras do comércio internacional ao aumentarem unilateralmente as tarifas.

“A China apresentou uma queixa contra os EUA no âmbito do mecanismo de resolução de disputas da OMC em relação ao mais recente aumento das tarifas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos”, anunciou o ministério, segundo a agência TASS.

“As medidas tarifárias unilaterais dos EUA violam gravemente as regras da OMC e prejudicam a base da cooperação comercial e econômica entre a China e os EUA”, afirmou o Ministério do Comércio da China.

A China já utilizou o processo de resolução de disputas da OMC anteriormente e, em fevereiro, Pequim respondeu a uma rodada anterior de tarifas impondo novas taxas sobre determinados produtos americanos, restringindo as exportações de minerais importantes e lançando uma investigação antitruste contra o Google.

A China retaliou os EUA com uma série de tarifas e processou Trump novamente na OMC.
Fórum Público da OMC 2010. Foto tirada em 16 de setembro de 2010. Foto: OMC/Jay Louvion.

A liderança chinesa se prepara para turbulências econômicas

Enquanto a defesa econômica da China domina as manchetes, os principais líderes políticos de Pequim se reúnem para traçar o futuro econômico do país. Na terça-feira, milhares de delegados se encontraram na capital para as "Duas Sessões", o evento político mais importante do ano na China, segundo reportagem da CNBC.

A Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC), um órgão consultivo composto por funcionários do partido, líderes empresariais e especialistas jurídicos, iniciou sua reunião às 15h, horário local, no Grande Salão do Povo, em Pequim. A Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão legislativo máximo da China, se reunirá oficialmente na quarta-feira.

No centro das discussões está o próximo relatório de trabalho do governo do primeiro-ministro Li Qiang, onde se espera que ele anuncie a meta de crescimento econômico da China em torno de 5%.

O defitambém deverá subir para 4% do PIB, ante 3% no ano passado, à medida que Pequim busca estabilizar a economia em meio à guerra comercial em curso, segundo o relatório.

O evento "Duas Sessões", com duração de uma semana, será encerrado em 10 de março, seguido por uma coletiva de imprensa do Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi. Espera-se que a coletiva esclareça a direção da política externa da China, particularmente como Pequim planeja continuar a contra-atacar os Estados Unidos.

Entretanto, a inflação continua sendo uma grande preocupação, com a China prestes a revisar sua meta anual de inflação ao consumidor para cerca de 2% — a menor em mais de duas décadas. 

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