Após a disputa da Nvidia pelo mercado de chips na China, Musk nega que a Tesla seja a próxima a sair do mercado

- Elon Musk classificou a reportagem do WSJ sobre uma possível separação entre a Tesla e a China como "notícia falsa absurda"
- Xangai é responsável por 52% das entregas globais da Tesla e pertence integralmente a Musk, o que torna qualquer divisão complicada, mesmo com a queda nas vendas em meio a uma guerra de preços com a BYD e a Xiaomi.
- O rumor está ligado à especulação sobre uma reestruturação entre a Tesla e a SpaceX, destinada a amenizar conflitos decorrentes dostracde defesa da SpaceX em meio às crescentes tensões entre os EUA e a China.
Elon Musk desmentiu uma reportagem do Wall Street Journal (WSJ) que afirmava que a Tesla (NASDAQ: TSLA) estaria considerando a venda, cisão ou fechamento de suas operações na China em função de uma possível fusão com a SpaceX, classificando-a como "notícia falsa absurda" em sua conta no Facebook na sexta-feira.
A recusa surge num momento em que empresas de tecnologia americanas, da Nvidia à Tesla, enfrentam questionamentos renovados sobre o quão profundamente podem se manter estabelecidas na segunda maior economia do mundo.
A Nvidia (NASDAQ: NVDA) passou anos defendendo seu acesso a compradores chineses antes que as regras de exportação de Washington a impedissem, e seu CEO esteve na capital dos EUA esta semana para apresentar seus argumentos.
Agora, Musk está desmentindo os rumores de que sua montadora será a próxima gigante americana a buscar o fim do mercado.
O que a visita da Nvidia a Washington demonstra?
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, passou a semana reunindo-se com legisladores e funcionários do governo em Washington. Segundo informações, ele se encontrou com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, na terça-feira, 28 de julho.
Os controles de exportação dos EUA já impedem a entrada dos processadores mais avançados da Nvidia na China, e a viagem ocorreu depois que altos funcionários do governo Trump acusaram a startup de Pequim Moonshot AI de treinar seu modelo Kimi K3 em chips da Nvidia sujeitos a controle de exportação e que passaram pela Tailândia.
Com a administração sinalizando que pode em breve proibir modelos de IA estrangeiros de código aberto, especialmente os da China, Huang fez sua primeira postagem no X em 24 de julho, compartilhando uma carta destacando por que os modelos abertos são importantes.
Poucos dias depois, Huang teve uma reunião com o governo Trump, uma reunião que, segundo um porta-voz da Nvidia, foi para discutir o plano da empresa de produzir US$ 500 bilhões em tecnologia americana ao longo de quatro anos e a liderança dos EUA em IA.
O que o WSJ realmente noticiou sobre a Tesla?
Citandodentfontes não identificadas, o Wall Street Journal que os consultores da Tesla discutiram a separação da filial chinesa da montadora de seus negócios globais, com opções que variam desde a venda até o fechamento completo da Gigafábrica de Xangai.
Segundo relatos, alguns executivos foram avisados para se prepararem para uma possível demissão.
Musk reagiu poucas horas após a publicação da reportagem. "Isso nunca sequer foi mencionado em nenhuma discussão", escreveu ele. "Notícia absurdamente falsa. As pessoas devem presumir que as notícias são falsas até que se prove o contrário."
Por que desfazer o relaxamento das atividades em Xangai não seria simples
Xangai é a maior fábrica da Tesla, e estima-se que tenha produzido 52% dos veículos que a empresa entregou em todo o mundo em 2025. Além disso, a China é o segundo maior mercado da Tesla, depois dos EUA, e qualquer venda precisaria da aprovação dos órgãos reguladores chineses para ser concretizada.
A posição da empresa nesse mercado tem se deteriorado, já que as vendas têm caído em meio a uma guerra de preços e à pressão de outras fabricantes de veículos elétricos, lideradas pela BYD. A Xiaomi, nesta semana, anunciou um preço 23% menor para seus novos SUVs SkyNomad em comparação com o Model Y L da Tesla, fabricado em Xangai.
Musk manteve a propriedade integral da fábrica de Xangai, um acordo que a maioria dos concorrentes estrangeiros nunca conseguiu, pois foram forçados a formar joint ventures com parceiros nacionais.
Será que a recente fusão com a SpaceX está por trás dos rumores de divisão da Tesla?
Musk detém aproximadamente 20% das ações com direito a voto da Tesla e o controle total da SpaceX. O Wall Street Journal noticiou que ele queria reestruturar a Tesla para atenuar os conflitos relacionados ao status da SpaceX como uma importantetracda área de defesa dos EUA, uma questão delicada agravada pelas tensões entre EUA e China.
A Tesla também estaria se preparando para um possível conflito com Taiwan, com o objetivo de estar pronta para uma separação até 2027. O dinheiro envolvido não é pouco: as ações da Tesla caíram cerca de 29% este ano, deixando a empresa avaliada em pouco menos de US$ 1 trilhão, enquanto a SpaceX, avaliada em cerca de US$ 1,5 trilhão, caiu aproximadamente um terço desde sua abertura de capital em junho.
As mentes mais brilhantes do mundo das criptomoedas já leem nossa newsletter. Quer participar? Junte-se a elas.
Perguntas frequentes
Elon Musk confirmou que a Tesla está deixando a China?
Não. Musk chamou a reportagem do Wall Street Journal de "notícia falsa absurda" sobre o X e disse que a ideia "nunca sequer foi mencionada em uma discussão"
Por que a Tesla consideraria separar suas operações na China?
O jornal informou que a medida visava amenizar conflitos relacionados a uma possível fusão com a SpaceX, uma importantetracda área de defesa dos EUA, em meio às tensões entre EUA e China, com a Tesla supostamente buscando estar pronta para a separação até 2027.
Qual a importância da China para a Tesla?
A China é o segundo maior mercado da Tesla, e sua Gigafábrica de Xangai produziu 52% dos veículos que a empresa entregou globalmente em 2025.

Hannah Collymore
Hannah é escritora e editora com quase uma década de experiência em redação para blogs e cobertura de eventos no universo das criptomoedas. No Cryptopolitan, Hannah contribui para a página de notícias, reportando e analisando os últimos desenvolvimentos em DeFi, RWA, regulamentação de criptomoedas, IA e tecnologias de ponta. Ela se formou em Administração de Empresas pela Universidade Arcadia.
















