A economia japonesa tropeça com a queda na produção industrial e o Banco do Japão reduzindo a compra de títulos

- A produção industrial do Japão caiu 1,2% em agosto e as vendas no varejo recuaram 1,1%, encerrando 42 meses de crescimento.
- O Banco do Japão reduzirá as compras mensais de títulos de longo prazo para 345 bilhões de ienes a partir de outubro.
- As perdas com títulos japoneses com vencimento superior a 10 anos atingiram 9% este ano devido à inflação e à menor demanda.
A economia japonesa enfraqueceu acentuadamente em agosto, com queda tanto na produção industrial quanto no consumo, criando novos riscos para os formuladores de políticas.
Dados governamentais divulgados na terça-feira pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria mostraram que a produção industrial caiu 1,2% em relação a julho, pior do que a queda de 0,8% prevista pelos economistas. As vendas no varejo recuaram 1,1% em comparação com o ano anterior, a primeira queda anual em 42 meses.
Essa notícia surgiu mesmo depois de Tóquio ter garantido um acordo tarifário com Washington que reduziu as taxas sobre produtos japoneses. Analistas alertaram que os novos termos comerciais ainda poderiam afetar a produção e a economia global, tornando o Banco do Japão mais cauteloso em relação ao aumento das taxas de juros.
Os fabricantes emitiram sinais contraditórios sobre os próximos meses. O ministério informou que as empresas previram uma recuperação de 4,1% em setembro e um aumento de 1,2% em outubro. As autoridades mantiveram sua avaliação de que a produção industrial está "oscilando". Um porta-voz do METI afirmou: "A postura cautelosa em relação ao planejamento da produção permanece profundamente enraizada"
Os setores de máquinas elétricas e equipamentos de informação e comunicação, incluindo computadores portáteis, registraram queda de 5,7% em relação a julho, após um aumento na demanda no mês anterior. Já os produtos de metal fabricados caíram 7,8%, demonstrando uma fragilidade generalizada nas fábricas.
A fragilidade do setor industrial e a recuperação do mercado de veículos remodelam as perspectivas do Japão
Embora a maioria dos setores tenha apresentado queda, a produção de veículos automotores registrou um aumento de 2,5% em relação a julho, devido à melhora na demanda externa e à redução da escassez de peças.
Os automóveis são um setor de exportação fundamental para o Japão, e a recuperação ofereceu algum suporte à produção geral, embora não tenha sido suficiente para compensar as quedas em outros setores. O novo acordo comercial anunciado no final de julho reduziu as tarifas para uma base de 15% sobre quase todas as importações japonesas para os EUA, ante uma taxa de 27,5% sobre automóveis e uma ameaça de 25% sobre a maioria dos outros produtos.
Essa medida visava proteger os exportadores, mas ainda não reverteu a queda na atividade industrial. Os dados chegaram em um momento delicado para a política monetária. O Banco do Japão anunciou, no mesmo dia, que reduzirá as compras de títulos de longo prazo a partir de outubro.
O banco central comprará ¥345 bilhões (cerca de US$ 2,3 bilhões) em títulos com vencimento entre 10 e 25 anos a cada mês no próximo trimestre, uma redução em relação aos ¥405 bilhões comprados entre julho e setembro. As compras de títulos com vencimento superior a 25 anos permanecerão em ¥150 bilhões.
As perdas em títulos japoneses com vencimento superior a 10 anos aumentaram este ano, caindo 9%, mais que o dobro da queda observada em todos os prazos de vencimento. A dívida de longo prazo foi duramente afetada pela inflação persistente, pela demanda reduzida das seguradoras de vida e pela turbulência política que pode levar a gastos fiscais adicionais. Apesar da mudança na política monetária, a reação do mercado foi moderada, com os contratos futuros de títulos do governo de 10 anos praticamente estáveis na noite de terça-feira.
O Banco do Japão (BOJ) informou que suas compras mensais em todos os vencimentos cairão para ¥3,3 trilhões de outubro a dezembro, ante ¥3,705 trilhões no trimestre atual. O banco planeja continuar reduzindo as compras em ¥400 bilhões a cada trimestre até atingir ¥2,9 trilhões em março de 2026.
O governador Kazuo Ueda afirmou no início deste mês que o banco central continuará a aumentar as taxas de juros "se a economia e os preços se comportarem de acordo com a previsão", mas acrescentou que gostaria de obter mais dados para avaliar como as tarifas americanas poderiam afetar a economia japonesa, que depende fortemente do comércio exterior.
Dados separados mostraram que as vendas no varejo caíram, já que os consumidores reduziram a compra de automóveis, evidenciando a fragilidade dos gastos das famílias. A previsão mediana era de um aumento de 1,0% em agosto, mas o número ficou negativo. Isso enfraqueceu o lado do consumo da economia, ao mesmo tempo em que as fábricas também estão desacelerando.
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