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O Banco Central do Brasil vai impor padrões às corretoras que prestam serviços de criptomoedas

PorHannah CollymoreHannah Collymore
2 minutos de leitura ·
O Banco Central do Brasil vai impor padrões às corretoras que prestam serviços de criptomoedas
  • O Banco Central do Brasil reclassificou os provedores de serviços de criptomoedas como instituições do Tipo 3, seguindo o mesmo enquadramento regulatório das corretoras de valores mobiliários. 
  • A medida impõe novas exigências para a manutenção de reservas de capital, implementação de sistemas de gestão de riscos e divulgação de informações financeiras. 
  • Executivos do setor preveem consolidação, visto que plataformas menores têm dificuldades para absorver os custos de conformidade.

 

O Banco Central do Brasil recentemente submeteu os provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs) às mesmas regras das corretoras de valores mobiliários tradicionais. 

A partir de 1º de janeiro de 2027, as plataformas de criptomoedas que operam no país sul-americano deverão atender a padrões de capital, gestão de riscos e transparência semelhantes aos das instituições financeiras tradicionais. 

Quais são os novos requisitos para provedores de serviços de ativos virtuais no Brasil? 

O Banco Central do Brasil reclassificou os provedores de serviços de criptomoedas como instituições do Tipo 3 (Resolução nº 580/2026), submetendo-os às mesmas regras das corretoras de valores mobiliários tradicionais, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2027. 

Uma vez em vigor, as empresas de criptomoedas serão obrigadas a manter reservas de capital, implementar sistemas de gestão de risco e divulgar informações financeiras nos mesmos termos que os intermediários financeiros tradicionais. 

Até 30 de junho de 2028, espera-se que todas as empresas de criptomoedas sejam alocadas ao Segmento 4 (S4) do sistema de supervisão do banco central, independentemente do seu porte. O S4 possui regras de conformidade mais rigorosas do que o segmento S5, mais simples e destinado a instituições financeiras menores. O banco central afirmou que a atividade com criptomoedas é “incompatível” com o segmento S5, de nível inferior.

O Banco Central vem construindo esse marco regulatório desde que a Lei 14.478/2022 lhe conferiu autoridade sobre ativos virtuais. Umdentconfirmou esse mandato e, em novembro de 2025, o Banco Central publicou as Resoluções 519, 520 e 521, que estabeleceram exigências de capital entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões (aproximadamente US$ 2 milhões a US$ 7 milhões) para empresas de criptomoedas. Essas normas também incluíram protocolos de combate à lavagem de dinheiro e exigências de segregação de ativos. 

Em fevereiro de 2026, o Conselho Monetário Nacional estendeu os requisitos de sigilo bancário às plataformas de criptomoedas, e o banco central acrescentou, em maio, que as plataformas devem ter auditoriasdent obrigatórias conduzidas por profissionais registrados na Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM). 

Isso prejudicará as plataformas de criptomoedas menores? 

Executivos do setor, como Carlos Russo, CEO da Bloquo e coordenador da Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken), esperam que as empresas do setor comecem a se consolidar assim que as plataformas menores perceberem a dificuldade de absorver os custos de conformidade.

Um executivo do setor, que preferiu não ser identificado , teria dito que a equivalência entre plataformas de criptomoedas e corretoras "não parece fazer muito sentido em termos de 'mesmo risco, mesma regulamentação'". No entanto, o executivo observou que a data de entrada em vigor em 2027 pelo menos dá às empresas tempo para se prepararem. 

O setor espera que o banco central publique uma norma complementar detalhando os fatores de risco específicos para o segmento de criptomoedas. Este tema já passou por um processo de consulta pública, e o banco central levou em consideração o feedback do público sobre normas anteriores, como a permissão de carteiras de autocustódia e a autorização para que bancos operem no mercado de criptomoedas. 

Cryptopolitan informou que o Brasil processou aproximadamente US$ 318 bilhões em transações com criptomoedas entre meados de 2024 e meados de 2025, tornando-se um dos maiores mercados de criptomoedas do mundo. O Banco Central do Brasil afirmou que sua medida está em consonância com as melhores práticas internacionais para a regulamentação de ativos virtuais.

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Perguntas frequentes

O que a Resolução 580/2026 do Brasil exige das empresas de criptomoedas?

De acordo com o banco central, a resolução classifica os provedores de serviços de ativos virtuais como instituições do Tipo 3, sujeitando-os aos mesmos requisitos de capital, regras de gestão de risco e obrigações de divulgação de informações aplicáveis ​​às corretoras e distribuidoras de valores mobiliários.

Quando as novas regras entram em vigor?

Os requisitosdentcomeçam em 1º de janeiro de 2027, com uma transição gradual que colocará todas as empresas de criptomoedas no Segmento 4 da estrutura de supervisão do banco central até 30 de junho de 2028.

Como isso se encaixa na regulamentação mais ampla de criptomoedas no Brasil?

A Resolução 580/2026 baseia-se no quadro legal de criptoativos de 2022 e dá seguimento a uma série de medidas introduzidas desde o final de 2025, incluindo requisitos de capital de 2 milhões a 7 milhões de dólares, protocolos de combate ao branqueamento de capitais, regras de segregação de ativos e auditoriasdent obrigatórias por profissionais registados na CVM.

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Hannah Collymore

Hannah Collymore

Hannah é escritora e editora com quase uma década de experiência em redação para blogs e cobertura de eventos no universo das criptomoedas. No Cryptopolitan, Hannah contribui para a página de notícias, reportando e analisando os últimos desenvolvimentos em DeFi, RWA, regulamentação de criptomoedas, IA e tecnologias de ponta. Ela se formou em Administração de Empresas pela Universidade Arcadia.

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