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A Amazon enfrenta dificuldades para cumprir o prazo de entrega do satélite e busca uma prorrogação de dois anos

PorHania HumayunHania Humayun
Tempo de leitura: 2 minutos
  • A Amazon quer que a FCC adie o prazo para o lançamento de satélites de julho de 2026 para julho de 2028
  • Escassez de foguetes e atrasos na fabricação dificultam o lançamento de 1.600 satélites
  • Mais de 150 satélites foram lançados desde abril, competindo com os 9.000 satélites da Starlink

A gigante do varejo solicitou aos órgãos reguladores federais mais tempo para tirar do papel seu projeto de internet via satélite, alegando problemas para garantir lançamentos de foguetes suficientes para cumprir o prazo iminente.

A Amazon informou à Comissão Federal de Comunicações (FCC) na sexta-feira que precisa de uma prorrogação para implantar aproximadamente 1.600 satélites até o prazo final de julho de 2026. A empresa quer que os reguladores adiem esse prazo por dois anos, para julho de 2028.

Escassez de foguetes e problemas de fabricação são apontados como causas

O pedido surge no momento em que a Amazon se prepara para lançar seu serviço de internet via satélite, agora chamado Amazon Leo. A rede tem como objetivo fornecer conexões de internet a partir do espaço, e a empresa destinou pelo menos US$ 10 bilhões para sua construção.

A denúncia alega que o progresso da Amazon tem sido prejudicado por desafios incontroláveis. A empresa aludiu à escassez de foguetes utilizáveis ​​em um futuro próximo, combinada com problemas em instalações de fabricação, falhas em lançamentos de novos veículos e espaço restrito em locais de lançamento.

A Amazon informou aos órgãos reguladores que consegue construir satélites muito mais rapidamente do que as empresas de lançamento conseguem enviá-los para a órbita.

A empresa planejava originalmente implantar 3.236 satélites em órbita baixa da Terra. As normas federais exigem que a Amazon coloque aproximadamente metade deles em órbita até o prazo original.

A Amazon anunciou sua constelação de satélites pela primeira vez em 2019. A rede foi projetada para fornecer internet rápida com atrasos mínimos para residências, empresas e agências governamentais por meio de dispositivos receptores de formato quadrado.

Para colocar seus satélites no espaço, a Amazon reservou mais de 100 lançamentos. As compras recentes incluem 10 voos adicionais com a SpaceX, empresa dirigida por Elon Musk, além de outros 12 lançamentos com a Blue Origin, a empresa espacial fundada por Jeff Bezos, o fundador da Amazon.

Embora seus parceiros de lançamento tenham alcançado marcos importantes com seus foguetes no último ano, a Amazon afirmou que os cronogramas de desenvolvimento desses veículos mais recentes levaram mais tempo do que o esperado, causando atrasos na implantação.

Progressos alcançados à medida que a concorrência se intensifica

Desde abril, a Amazon já enviou mais de 150 satélites para a órbita. A empresa prevê que terá cerca de 700 satélites no espaço até 30 de julho, o que a tornaria a segunda maior rede de satélites em operação. Outros 32 satélites têm lançamento previsto parade fevereiroa bordo de um foguete da Arianespace, uma empresa francesa de lançamentos.

O Amazon Leo competirá principalmente com o Starlink da SpaceX, que atualmente opera mais de 9.000 satélites e atende cerca de 9 milhões de clientes. Outro concorrente, o OneWeb, é operado pela francesa Eutelsat e possui mais de 600 satélites em órbita.

Em novembro passado, a Amazon lançou uma versão de teste limitada do Leo para clientes empresariais selecionados, antes do lançamento público completo.

Em sua petição, a Amazon alertou que rejeitar a prorrogação contrariaria os próprios objetivos da FCC de expandir o uso do espectro e incentivar a rápida implantação de novos serviços. A empresa observou que os órgãos reguladores já aprovaram prorrogações de prazo semelhantes para outras operadoras no passado.

A Amazon informou à FCC que está implantando satélites ativamente e pronta para oferecer aos americanos uma nova opção de serviço competitiva. Conceder mais tempo permitiria que esse trabalho continuasse, enquanto a aplicação rigorosa do prazo atual poderia atrasar ou interromper completamente o lançamento.

Em última análise, a decisão da comissão determinará a rapidez com que a Amazon poderá desafiar oficialmente o atual domínio de mercado da Starlink.

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