A maior ameaça ao dólar americano é, na verdade, a própria América

- Os países do BRICS estão encontrando maneiras de comercializar sem o dólar americano porque estão cansados de serem controlados pelas regras financeiras dos Estados Unidos.
- A Índia está promovendo a rupia no comércio internacional após anos lidando com sanções dos EUA que bloquearam as importações de petróleo de países como Venezuela e Irã.
- Trump ameaçou os BRICS com tarifas caso criassem uma nova moeda, mas países como Nigéria e África do Sul basicamente mandaram ele se danar.
Donald Trump adora uma briga, especialmente quando acha que está protegendo algo "poderoso". Sua batalha mais recente? Exigir que os países do BRICS prometam nunca criar uma moeda que possa rivalizar com o dólar americano.
Desta vez, o aviso incluía uma tarifa de 100%. O grupo BRICS, originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandiu-se e agora inclui Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Egito. Alguns membros se mobilizaram para acalmar a situação.
A África do Sul negou publicamente qualquer plano para uma moeda comum. O ministro das Relações Exteriores da Índia, em seguida, insistiu que os países do BRICS não tinham a intenção de enfraquecer o dólar. Mas esse drama aponta claramente para algo mais profundo: o do dólar enfrenta uma ameaça real — e o inimigo é interno.
O BRICS não está destruindo o dólar — está se protegendo
A verdade é que os países do BRICS não estão tramando uma grande derrubada do dólar. O que eles sempre disseram querer é independência financeira. O comércio entre essas nações é complexo, e depender do dólar as expõe ao poder dos EUA.
A África do Sul explicou que o grupo só pretende negociar em suas próprias moedas, o que descreveram como uma forma de "redução de riscos". O caso da Índia mostra por que isso é importante. Há anos, o país enfrenta dificuldades devido às sanções dos EUA. A Índia parou de importar petróleo da Venezuela por determinação de Washington.
Em seguida, voltou-se para o Irã, apenas para sofrer as mesmas restrições. Agora, com a Rússia, a Índia se vê enredada em mais uma teia de controles dos EUA. Até mesmo as vozes mais pró-Ocidente em Nova Déli reconhecem a necessidade de sistemas de pagamento fora da supervisão dos EUA.
Mas eis a questão: negociar sem dólares é um pesadelo. Digamos que a Índia compre petróleo da Rússia usando rúpias. O que a Rússia faria com todo esse cash? Gastaria em produtos indianos? Claro, mas se não houver equilíbrio na balança comercial, a Rússia acaba com uma pilha de rúpias que não pode usar. Esse é o problema.
Apesar desses obstáculos, os países do BRICS estão determinados a reduzir a dependência do dólar. Eles não estão tentando destruir a economia americana, como explicou o presidente russodent Putin no passado. Estão apenas construindo sistemas que lhes deem mais controle. Países como os Emirados Árabes Unidos vêm trabalhando em alternativas há anos, atuando como intermediários entre blocos rivais.
É preciso parar com os excessos dos Estados Unidos
Quase mensalmente, mais empresas e países se veem sujeitos a sanções. Bens de dupla utilização, instituições financeiras, setores inteiros da indústria — nada está fora dos limites. Quando os mercados enfrentam restrições, sempre há alguém que intervém para manter o fluxo comercial.
Até mesmo organizações alinhadas ao Ocidente estão explorando maneiras de contornar o dólar. O Banco de Compensações Internacionais, controlado por bancos centrais do mundo todo, iniciou um projeto para transferir dinheiro para fora do sistema do dólar.
Não durou muito. Os governos ocidentais pressionaram o BIS para que encerrasse o projeto. Mas o simples fato de terem tentado já diz muito.
O dólar nem sempre enfrentou esse tipo de reação negativa. Costumava ser visto como um bem público global — neutro, estável e confiável. Os países negociavam, investiam e convertiam o dólar livremente. Em troca, os EUA recebiam o “privilégio exorbitante” de imprimir a moeda de reserva mundial.
Isso permitiu que os Estados Unidos acumulassem defique afundariam qualquer outra nação. Mas as coisas mudaram desde então. O problema é o excesso de poder americano. De sanções intermináveis à do Federal Reserve , os EUA continuam usando o dólar como arma política.
Cada vez que isso acontece, a confiança se deteriora. E a confiança é o verdadeiro alicerce da dominância do dólar. Trump, é claro, não vê as coisas dessa forma. Sua solução,dent, tem sido ameaças, como de costume.
Nigéria desafia Trump
Entretanto, a Nigéria aderiu como país parceiro em outubro e descartou publicamente as ameaças de Trump como meras bravatas. "A Nigéria é uma nação soberana que pode decidir suas alianças", afirmaram.
O "Gigante Africano" continuará a pressionar por representação global, incluindo a adesão ao G20 e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Acrescentaram que "Trump ameaçou muitos países, não apenas os BRICS. Ele ameaçou o Canadá e a China, portanto, a Nigéria não deve permitir que nenhum país dite as regras para ela. Será mais vantajoso para a Nigéria ser membro dos BRICS."
Claramente, os Estados Unidos não são tão assustadores quanto costumavam ser. Alguns economistas já haviam alertado para essa possibilidade caso Trump continuasse com sua agressividade. Eles previram que ele acabaria pressionando os do BRICS a lançarem uma nova moeda por despeito, muito antes do esperado.
Na nossa opinião, o futuro do dólar americano está nas mãos de quem o criou. Iniciar uma briga com Putin e os BRICS, quando ele próprio disse que não tinha mais interesse em destronar o dólar depois da vitória de Trump, provavelmente não foi a melhor ideia. Mas, enfim, esse é o Trump.
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