O fundador do Softbank, Masayoshi Son, aposta o futuro da empresa japonesa na IA

- O presidente do SoftBank prevê o surgimento de máquinas mais inteligentes que os humanos dentro de uma década.
- Os investimentos da empresa japonesa abrangem desde o design de chips até plataformas em nuvem e ferramentas com inteligência artificial.
- Os reveses anteriores do Vision Fund continuam a influenciar a estratégia de investimento de Son.
O fundador do SoftBank, Masayoshi Son, fez grandes apostas em IA e agora insiste que o futuro da gigante japonesa, em apenas 10 anos, também dependerá da superinteligência artificial.
Para Son, suas apostas em superinteligência artificial – IA capaz de superar o pensamento humano – não são surpreendentes, dado seu enorme apetite por riscos, que também lhe rendeu enormes recompensas.
SoftBank expande sua atuação, passando de computadores cerebrais para apostas globais em IA
Em 2000, ele investiu US$ 20 milhões em uma startup chinesa então pouco conhecida chamada Alibaba. A participação se transformou em um dos investimentos em tecnologia mais lucrativos de todos os tempos, gerando bilhões para o SoftBank. Agora, Son quer repetir a façanha, só que desta vez, seu foco está na inteligência artificial.
Segundo ex-colegas, esse fascínio não é um capricho recente. Alok Sama, que atuou como diretor financeiro do SoftBank, lembra-se de um jantar em que Son falou, de forma calma, porém intensa, sobre a “singularidade”, o momento em que as máquinas superam seus criadores em inteligência. “Ele já pensava nisso muito antes da maioria das pessoas”, recorda Sama.
A investida da SoftBank na inteligência artificial tem sido implacável. Em 2016, a empresa comprou a designer britânica de chips Arm por US$ 32 bilhões, uma aquisição que alguns consideraram arriscada na época. Hoje, a Arm vale mais de quatro vezes esse valor, e sua tecnologia está presente em smartphones no mundo todo. Cada vez mais, ela também alimenta data centers de IA construídos por empresas como a Nvidia.
Son não vai parar por aí. Este ano, o SoftBank concordou em adquirir a fabricante de chips americana Ampere Computing por US$ 6,5 bilhões e confirmou planos de investir até US$ 32,7 bilhões na OpenAI, criadora do ChatGPT.
Os analistas descrevem a estratégia como abrangendo "toda a cadeia" — desde chips fundamentais até plataformas em nuvem, robótica e aplicações baseadas em IA nas áreas de saúde, educação e empresas.
Seu entusiasmo remonta a mais de uma década. Em 2010, ele apresentou a "Visão para os Próximos 30 Anos" do SoftBank, que incluía discussões sobre "computadores cerebrais" capazes de aprender e se adaptar sem programação humana.
Logo depois vieram os robôs. O robô humanoide Pepper, lançado em 2014, supostamente conseguia ler emoções, embora o projeto tenha sido posteriormente encerrado após um sucesso comercial limitado.
Para Son, a lição não era abandonar o conceito, mas olhar mais para o futuro.
A empresa embarca numa corrida incerta
Há cerca de oito anos, Son criou o Vision Fund e angariou 100 mil milhões de dólares para financiar os seus ambiciosos investimentos em tecnologia.
Entre as primeiras apostas estavam Uber, Didi e WeWork, empreendimentos que prometiam escalabilidade, mas que enfrentaram dificuldades com a rentabilidade. Os prejuízos, principalmente em empresas de tecnologia chinesas, abalaram a confiança dos investidores.
Fontes internas afirmam que alguns desses negócios estavam ligados à convicção inicial de Son de que os veículos autônomos liderariam a primeira onda da IA. A tecnologia, no entanto, amadureceu mais lentamente do que o esperado. A Uber vendeu sua unidade de veículos autônomos e concentrou-se em outras áreas.
Em 2022, após perdas recordes com o Vision Fund, o SoftBank recuou. Essa postura defensiva significou perder oportunidades iniciais com líderes emergentes em IA.
Ainda assim, o Vision Fund possui hoje um portfólio rico em empresas impulsionadas por IA, e Son acredita que a estratégia de longo prazo permanece intacta.
O mercado em geral estava turbulento, com a pandemia, a inflação e o aumento das taxas de juros afetando as avaliações. Mas o SoftBank vê a IA como estando em sua fase inicial — um ciclo que pode durar décadas.
Conforme noticiado pelo Cryptopolitan no início deste mês, o SoftBank também adquiriu a fábrica da Foxconn em Ohio por US$ 375 milhões para impulsionar o data center de IA Stargate.
A corrida por uma IA cada vez mais capaz é intensa, com empresas americanas e chinesas competindo pela liderança. Surpresas ainda acontecem – a empresa chinesa DeepSeek abalou os mercados este ano ao produzir um modelo de raciocínio a um custo menor do que o de seus concorrentes americanos, desafiando as suposições sobre quem controla o setor.
Analistas alertam que a fase inicial do setor significa que os líderes de hoje podem não dominar o mercado amanhã. "Outros concorrentes ainda podem surgir do nada", afirma Dan Baker, da Morningstar.
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