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Wall Street espera que a Rússia encontre uma maneira de contornar as sanções de Trump

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
Wall Street espera que a Rússia encontre uma maneira de contornar as sanções de Trump
  • Wall Street acredita que a Rússia encontrará maneiras de contornar as sanções petrolíferas de Trump.
  • A Índia e a China estão reduzindo as compras de petróleo russo e voltando-se para o Oriente Médio.
  • Espera-se que Moscou copie as táticas do Irã, utilizando frotas clandestinas e tracfalsos.

Wall Street não se deixa enganar. Os investidores acreditam que a Rússia vai superar as novas sanções petrolíferas de Trump da mesma forma que o Irã fez: lentamente, mas com bastante eficácia.

As sanções impostas à Rosneft e à Lukoil são graves. Mas, no comércio de petróleo, nada fica bloqueado por muito tempo. Moscou tem soluções alternativas e muita paciência.

Esta semana, o petróleo Brent subiu quase 5 dólares, atingindo 66 dólares por barril, depois que Washington anunciou sanções contra dois dos maiores produtores da Rússia, um choque para os fluxos globais.

Essas duas empresas enviam barris diretamente para a Índia e a China, os principais compradores de Moscou. Em teoria, isso deveria abalar os preços do petróleo a longo prazo. Na realidade, provavelmente não vai. Os investidores já estão se adaptando.

A Índia reduz drasticamente as importações de barris de petróleo russos, enquanto a China se adapta discretamente

A diferença de preço entre os contratos futuros de Brent e os swaps de Dubai, conhecida como Brent/Dubai EFS, diminuiu rapidamente. Tom Reed, da Argus Media, afirmou que isso demonstra que o petróleo bruto ácido do Oriente Médio não é mais barato em comparação com o petróleo do Atlântico.

Isso geralmente sinaliza uma mudança na demanda. A China e a Índia estão discretamente deixando petróleo da Rússia, país sancionado, e passando a importar barris dos países do Golfo.

Mas a mudança é desigual. As refinarias da Índia já estão reagindo. Em julho, elas compravam 1,7 milhão de barris de petróleo bruto russo por dia.

Em outubro, esse número caiu para 1,57 milhão de barris por dia, segundo dados da Kpler. Essa queda pode aumentar. Trump já havia imposto à Índia uma tarifa de 25% sobre suas importações americanas em agosto, devido aos seus laços petrolíferos com a Rússia. Mesmo assim, Nova Déli continuou comprando. Mas agora, são sanções, não apenas tarifas. O jogo mudou.

A Reliance Industries, uma das maiores compradoras de petróleo bruto da Rosneft, afirmou estar "recalibrando" suas compras. A empresa não está sozinha. Qualquer empresa que faça negócios com a Rosneft ou a Lukoil corre o risco de ser adicionada à Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas do Departamento do Tesouro dos EUA. Essa lista negra impede que as empresas acessem o sistema financeiro global. Sem dinheiro, sem negócios. Isso é um problema.

A resposta da China é mais complexa. Suas refinarias estatais estão recuando. Mas as privadas, as chamadas refinarias "de bule de chá" em Shandong, ainda podem assumir o risco. São as mesmas que compram barris de petróleo iraniano mesmo sob sanções.

Qual o problema? O governo deles impõe cotas anuais de importação, e a maioria delas já está esgotada este ano. Portanto, não espere que eles absorvam o petróleo extra da Rússia tão cedo.

Frotas clandestinas crescem à medida que Moscou copia a estratégia do Irã

Apesar de todas as discussões sobre sanções, o fluxo global de petróleo não diminuiu. Claire Jungman, da Vortexa, afirmou que as exportações de petróleo da Rússia atingiram um recorde histórico no mês passado. As exportações do Irã também alcançaram seu nível mais alto desde 2018, mesmo após ter sido alvo de mais de uma dezena de sanções americanas neste ano.

O motivo? Táticas de evasão. O Irã construiu um sistema que funciona: transferências de navio para navio, transponders falsos, portos secretos. E está crescendo. A frota clandestina que transporta petróleo sujeito a sanções quadruplicou nos últimos três anos. Espera-se que a Rússia faça o mesmo.

Claro, o Irã precisa vender com desconto. Mas ainda assim está exportando. E a Rússia provavelmente também. Só levará meses para construir as novas redes. Nova logística. Novos intermediários. Novas bandeiras nos navios. Moscou vai mascarar a origem dos barris e manter o fluxo; só que mais lento, mais difícil e mais caro.

Entretanto, há uma reviravolta estratégica. Pequim tem comprado mais petróleo do que precisa durante todo o ano. As estimativas da Rystad Energy mostram que seus estoques estão apenas 60% cheios. Isso significa que ainda há espaço para estocar. Como essas novas sanções americanas não abrangem o petróleo transportado por oleoduto, os 800 mil barris diários que a China importa da Rússia por oleoduto não serão interrompidos. Mas o risco político levará Pequim a estocar ainda mais.

Essas sanções não reduzirão a oferta global de petróleo. Elas apenas a aumentarão. Putin receberá menos cash. A China ficará mais cautelosa. E Washington obterá uma pequena vitória: pressionar a Rússia sem aumentar os preços da gasolina em seu próprio território.

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