A Mitsubishi agora planeja um aumento muito maior nas vendas de veículos elétricos em toda a Europa, logo após registrar um aumento surpreendente na produção para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2026.
Na quarta-feira, a montadora japonesa confirmou um aumento de 6,3% na produção global, para 76.688 veículos, ante 72.118 no primeiro trimestre de 2025.
A produção da Mitsubishi no Japão aumentou 16%, atingindo 45.336 unidades, enquanto as fábricas fora do Japão registraram uma queda de mais de 5%, fechando com 31.352 unidades.
Ao mesmo tempo, as vendas domésticas da Mitsubishi (incluindo modelos importados) caíram 7%, para 9.285 unidades em dezembro. Mas as exportações dispararam, subindo 25% para 27.589 veículos, graças a um aumento expressivo de 83% nos embarques para a América do Norte, onde foram exportadas 14.208 unidades.
A Mitsubishi amplia sua estratégia de veículos elétricos com o novo SUV Eclipse Cross para a Europa
A empresa confirmou que a Mitsubishi Motors Europe BV começará a produzir o novo veículo elétrico a bateria (BEV) Eclipse Cross antes do final de 2025.
Este modelo será produzido na fábrica ElectriCity Douai do Grupo Renault, na França, em conformidade com o acordo OEM entre as duas montadoras. Essa parceria dá sequência a colaborações anteriores no SUV compacto ASX, no hatchback Colt e no híbrido Grandis.
O novo Eclipse Cross é totalmente elétrico, construído sobre a plataforma CMF-EV e projetado com uma autonomia de cerca de 600 quilômetros. Ele será comercializado com recursos integrados do Google e o que a Mitsubishi descreve como a mais recente tecnologia de segurança.
O SUV apresenta o design frontal Dynamic Shield, já conhecido da empresa. Takao Kato, CEO da Mitsubishi, afirmou: “Após o lançamento do Outlander híbrido plug-in e do Grandis híbrido, a chegada do novo Eclipse Cross representa um passo crucial em nossa estratégia de eletrificação na Europa.”
Kato acrescentou ainda que a empresa considera isso parte de sua missão rumo à neutralidade de carbono e está focada em expandir sua linha de veículos elétricos para atender à demanda em toda a Europa. Ele afirmou que a Mitsubishi continuará oferecendo diferentes tipos de veículos elétricos para atender às necessidades em constante mudança dos clientes em cada mercado.
A produção global anual caiu, enquanto as exportações para a América do Norte aumentaram acentuadamente
Embora dezembro tenha apresentadotron, os números do ano completo da empresa contaram uma história diferente. Em 2025, a Mitsubishi produziu 883.828 veículos globalmente, uma queda de 6,4% em relação às 944.708 unidades do ano anterior.
A produção doméstica caiu 2,1%, para 471.467 unidades, e a produção no exterior recuou ainda mais, 11%, para 412.361 unidades. As vendas no Japão caíram 1,3% no ano, para 117.896 unidades, e as exportações totais recuaram 2,9%, para 227.760 unidades.
A empresa aposta que os próximos lançamentos de veículos elétricos na Europa ajudarão a reverter a situação. Mas não é só a Mitsubishi que está nas manchetes.
O gigante bancário MUFG afirmou já ter atingido 86% de sua previsão de lucro anual de 2,1 trilhões de ienes, sem planos de revisar a meta. Seus concorrentes menores, Sumitomo Mitsui Financial Group e Mizuho Financial Group, registraram crescimento de lucro de 12% e 14%, respectivamente. No entanto, Takayuki Hara, diretor financeiro do MUFG, alertou que possíveis mudanças nas políticas após as próximas eleições gerais no Japão podem impactar suas perspectivas.
Voltando à Mitsubishi, os resultados do segundo trimestre do ano fiscal de 2025 mostraram uma queda no fluxo cash operacional subjacente, de ¥527,3 bilhões para ¥446,3 bilhões. O lucro líquido também diminuiu para ¥355,8 bilhões, contra ¥618,1 bilhões no primeiro trimestre de 2025, devido às condições mais fracas do mercado de carvão australiano e à ausência de ganhos significativos com reciclagem de capital, como no período anterior.
Ainda assim, ambos os números estavam em traccom o plano anual. A recompra de ações no valor de ¥1 trilhão também continuou avançando, com ¥578,2 bilhões já recomprados até 30 de setembro.

