A Meta minimizou os riscos para as crianças e enganou o público, alegam documentos judiciais.

- Um novo documento judicial acusa a Meta de expor adolescentes e enganar o público.
- Os demandantes alegam que a Meta não fez o suficiente para proteger os adolescentes em todas as suas plataformas.
- A petição inicial dos demandantes pinta um quadro desconfortável da organização interna da Meta.
Um novo documento judicial revelou que o tráfico sexual era difícil de denunciar e amplamente tolerado nas plataformas Meta. De acordo com o documento, que foi divulgado na sexta-feira, o processo faz parte de uma ação judicial mais ampla movida contra quatro empresas de redes sociais.
Na petição inicial, a chefe de segurança e bem-estar do Instagram, Vaishnavi Jayakumar, testemunhou que, quando ingressou na Meta em 2020, soube que a empresa tinha uma política de 17 advertências para contas que praticavam tráfico de pessoas para fins sexuais. Isso significava que os usuários podiam incorrer nessa infração 16 vezes, e a empresa só suspenderia a conta na 17ª ocorrência. "Em qualquer parâmetro do setor, [era] um limite de advertência muito, muito alto", acrescentou.
Meta é acusada de minimizar os riscos para as crianças e de enganar o público.
As alegações contra a Meta decorrem de um documento apresentado em um litígio multidistrital semdent. Mais de 1.800 demandantes, incluindo crianças, pais, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais, uniram-se na ação judicial. O processo alega que as empresas controladoras do TikTok, Snapchat e YouTube "perseguiram implacavelmente uma estratégia de crescimento a qualquer custo, ignorando de forma imprudente o impacto de seus produtos na saúde mental e física das crianças".
De acordo com a petição inicial apresentada pelos demandantes no Distrito Norte da Califórnia, a Meta supostamente tinha conhecimento de graves danos em sua plataforma e adotou um padrão de engano para minimizar os riscos para usuários jovens. As plataformas alegam que documentos internos da empresa podem corroborar os depoimentos. Além disso, os demandantes afirmaram que a Meta sabia que milhões de adultos estavam contatando menores em suas plataformas.
Os autores da ação também alegaram que a Meta tinha conhecimento de que seus produtos agravavam os problemas de saúde mental em adolescentes e que conteúdo relacionado a distúrbios alimentares, suicídio e abuso sexual infantil era frequentemente detectado, mas raramente removido. O documento também observou que a empresa não divulgou esses danos ao público ou ao Congresso, e se recusou a implementar medidas de segurança para proteger os jovens usuários da exposição a esses conteúdos.
“A Meta criou produtos e plataformas de mídia social que, segundo ela, são viciantes para crianças, e sabe que esses vícios levam a uma série de problemas graves de saúde mental”, afirma Previn Warren, um dos advogados principais dos demandantes no caso. “Assim como no caso do tabaco, esta é uma situação em que existem produtos perigosos que foram comercializados para crianças”, acrescenta Warren. “Eles fizeram isso mesmo assim, porque mais uso significava mais lucros para a empresa.”
O texto resumido pinta um quadro negativo de sua estrutura interna.
inicialmente divulgados pela TIME, baseiam-se em depoimentos sob juramento de executivos atuais e antigos da Meta, comunicações internas e materiais de pesquisa e apresentação da empresa obtidos durante o processo de descoberta de provas. Incluem diversas citações e especialistas, extraídos de milhares de páginas de depoimentos e documentos internos da empresa. A TIME não teve acesso aos depoimentos ou às pesquisas citados na ação na época, pois estavam sob sigilo.
No entanto, o documento ainda pinta um quadro negativo da pesquisa interna da empresa e das deliberações sobre questões que afetam suas plataformas desde pelo menos 2017. Os autores da ação judicial observaram que, desde 2017, a Meta vem atraindo usuários jovens, mesmo que sua pesquisa interna sugira que seus produtos de mídia social possam ser viciantes e perigosos para crianças. De acordo com o documento, funcionários da Meta propuseram maneiras de reduzir esses danos, mas frequentemente eram bloqueados pelos executivos.
Entretanto, nos anos que se seguiram à abertura do processo, a Meta implementou novos recursos de segurança projetados para solucionar alguns dos problemas descritos pelos autores da ação. No ano passado, a empresa lançou sua Conta para Adolescentes do Instagram, que define a conta do usuário como privada por padrão, desde que ele tenha entre 13 e 18 anos. Além disso, limita conteúdo sensível, desativa as notificações à noite e bloqueia comunicações de adultos não conectados.
Se você está lendo isto, já está um passo à frente. Continue assim assinando nossa newsletter.
Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.
Owotunse Adebayo
Adebayo é um escritor com quatro anos de experiência no universo das criptomoedas. Ele se formou na Universidade de Lagos, onde estudou Planejamento Urbano e Regional. Adebayo trabalhou na Tokenhell e na CryptoTicker, escrevendo notícias sobre criptomoedas e fintechs. Atualmente, ele é colaborador do Cryptopolitan.
CURSO
- Quais criptomoedas podem te fazer ganhar dinheiro?
- Como aumentar a segurança da sua carteira digital (e quais realmente valem a pena usar)
- Estratégias de investimento pouco conhecidas que os profissionais utilizam
- Como começar a investir em criptomoedas (quais corretoras usar, as melhores criptomoedas para comprar etc.)














