A Invesco divulgou seus resultados do terceiro trimestre na terça-feira, mostrando que seus ativos sob gestão subiram para US$ 2,1 trilhões, um aumento de 6,2% em relação ao trimestre anterior.
A empresa registrou entradas líquidas de longo prazo de US$ 28,9 bilhões durante o período, impulsionadas pela demanda por ETFs e produtos de índice, crescimento nas joint ventures na China e na Índia, Renda Fixa Fundamental e Mercados Privados.
As ações subiram 3% após a divulgação dos resultados. A Invesco registrou uma margem operacional de 16,5% e uma margem operacional ajustada de 34,2%, representando uma melhora de 240 e 300 pontos-base, respectivamente, em relação ao trimestre anterior.
A Invesco também quitou US$ 260 milhões em empréstimos bancários a prazo e encerrou o trimestre sem saldo em sua linha de crédito rotativo. Recomprou 1,2 milhão de ações por US$ 25 milhões. O lucro por ação diluído e ajustado sofreu um impacto negativo de US$ 0,08 devido a uma baixa contábil nãocash de US$ 35,9 milhões relacionada à venda da Intelliflo, prevista para ser concluída no quarto trimestre.
“Continuamos a ter um bom desempenho em relação às nossas prioridades estratégicas”, disse o CEO Andrew Schlossberg, afirmando que a Invesco atingiu um nível recorde de ativos sob gestão (AUM) e registrou um crescimento orgânico anualizado de 8% proveniente de entradas líquidas.
Ele afirmou que os fluxos de capital foram "amplos" e vieram de diversas áreas e regiões. Disse ainda que a Invesco fortaleceu seu balanço patrimonial durante o trimestre, ao mesmo tempo em que continuou a retornar capital aos acionistas.
Os fluxos líquidos crescem em todos os produtos e regiões
Os fluxos líquidos de longo prazo aumentaram para US$ 28,9 bilhões, ante US$ 15,6 bilhões no segundo trimestre. Os clientes de varejo contribuíram com US$ 19,7 bilhões e os clientes institucionais com US$ 9,2 bilhões.
A análise por tipo de investimento mostrou um fluxo de US$ 21,4 bilhões para ETFs e estratégias de índices, US$ 8,1 bilhões para parcerias com a China e a Índia e US$ 4,1 bilhões para..
Renda Fixa Fundamental e US$ 0,6 bilhão para Mercados Privados. Houve saídas de US$ 5 bilhões de Ações Fundamentais e de US$ 0,3 bilhão de Multiativos e Outros produtos.
Por região, a Ásia-Pacífico contribuiu com US$ 11,4 bilhões, as Américas com US$ 9,6 bilhões e a EMEA com US$ 7,9 bilhões. Os ganhos de mercado adicionaram US$ 99 bilhões aos ativos sob gestão (AUM), enquanto os efeitos cambiais reduziram os AUM em US$ 2,7 bilhões.
Houve entradas de US$ 2,6 bilhões em produtos sem taxa de administração e saídas de US$ 5,4 bilhões em fundos do mercado monetário. O patrimônio médio sob gestão (AUM) aumentou 8,6% durante o trimestre.
A receita operacional aumentou US$ 124,9 milhões em relação ao segundo trimestre. As taxas de gestão de investimentos cresceram US$ 83,8 milhões, e as taxas de serviços e distribuição aumentaram US$ 36,9 milhões, ambas impulsionadas por um maior patrimônio médio sob gestão (AUM). As taxas de performance totalizaram US$ 6,5 milhões, provenientes principalmente de estratégias de mercado privado. As variações cambiais aumentaram a receita em US$ 5,9 milhões.
As despesas operacionais aumentaram US$ 68,2 milhões. Os custos de distribuição e consultoria subiram US$ 57,6 milhões devido ao aumento do patrimônio médio sob gestão (AUM). A remuneração dos funcionários aumentou US$ 11,2 milhões, em função do aumento da remuneração variável e das despesas com pessoal de US$ 28,1 milhões, parcialmente compensadas por indenizações por rescisão de contrato no trimestre anterior, no valor de US$ 16,9 milhões. As despesas de marketing caíram US$ 3,0 milhões.
Os custos com imóveis, escritórios e tecnologia diminuíram US$ 9 milhões devido a uma baixa contábil de US$ 8 milhões em software registrada no segundo trimestre. As despesas gerais e administrativas aumentaram US$ 12,1 milhões, refletindo os gastos com novos produtos de investimento consolidados lançados. Os efeitos cambiais adicionaram US$ 5,4 milhões às despesas.
Resultados não operacionais, mudança tributária e ações de capital continuam
Os lucros de participações societárias em empresas afiliadas não consolidadas foram de US$ 34,8 milhões, provenientes principalmente da joint venture na China. As receitas de juros e dividendos totalizaram US$ 10,5 milhões.
As despesas com juros foram de US$ 25,7 milhões, referentes a empréstimos bancários a prazo concedidos no início do ano. Outras perdas líquidas totalizaram US$ 0,8 milhão, impulsionadas pela baixa contábil de US$ 35,9 milhões da Intelliflo, parcialmente compensada por ganhos com remuneração diferida e investimentos em capital semente.
A CIP gerou US$ 57 milhões em outras receitas provenientes de rendimentos líquidos de juros e ganhos de mercado em investimentos subjacentes.
A taxa efetiva de imposto para o trimestre foi de (2,8%), abaixo dos 28,1% no 2º trimestre, devido à resolução de uma questão tributária e à redução das taxas de imposto de renda diferido.
Cash e equivalentes cash totalizaram US$ 973,1 milhões ao final do trimestre. A dívida total ficou em US$ 1,6 bilhão, ante US$ 1,88 bilhão no segundo trimestre. Havia 445,1 milhões de ações ordinárias em circulação e 453,9 milhões de ações diluídas em circulação.
A Invesco pagou US$ 95 milhões em dividendos ordinários e US$ 44,4 milhões em dividendos preferenciais. Para o próximo ciclo de pagamentos, foi declarado um dividendo cash de US$ 0,21 para ações ordinárias e de US$ 14,75 para ações preferenciais.

