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Ouro pode chegar a US$ 5.000 se a independência do Fed for quebrada e os investidores se desfizerem de títulos do Tesouro

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
Ouro pode chegar a US$ 5.000 se a independência do Fed for quebrada e os investidores se desfizerem de títulos do Tesouro
  • O ouro poderia chegar a US$ 5.000 se a independência do Fed entrar em colapso e 1% das reservas do Tesouro migrarem para o metal precioso, afirmou o Goldman Sachs.
  • Os esforços de Trump para controlar o Fed, incluindo a tentativa de destituir Lisa Cook, estão causando alarme global.
  • O metal precioso deverá valorizar mais de 33% em 2025, impulsionado pelas compras dos bancos centrais, pelos receios de inflação e pelos cortes previstos nas taxas de juro.

O Goldman Sachs alerta que o ouro pode chegar a US$ 5.000 a onça se o Federal Reserve perder sua independência e os investidores transferirem apenas uma fração de seus recursos dos títulos do Tesouro americano para o ouro físico.

Segundo analistas do Goldman Sachs, incluindo Samantha Dart, esse cenário desencadearia uma disparada na inflação, o colapso de títulos e ações de longo prazo e enfraqueceria completamente a posição do dólar como moeda de reserva mundial.

“Mas, em contrapartida, o ouro é uma reserva de valor que não depende da confiança institucional”, disse Samantha.

Os analistas do Goldman Sachs executaram vários modelos e delinearam três caminhos potenciais.

Primeiro, temos um cenário base de US$ 4.000 por onça em meados de 2026; segundo, um cenário de "risco extremo" mais severo que coloca o preço perto de US$ 4.500; e terceiro (o cenário mais extremo) é aquele em que apenas 1% dos títulos do Tesouro dos EUA, aproximadamente US$ 850 bilhões, migram para o ouro, elevando o preço para perto de US$ 5.000.

No momento da publicação desta notícia, o preço à vista do ouro está em torno de US$ 3.540, ligeiramente abaixo do recorde recente de US$ 3.578, segundo dados da Bloomberg.

Trump toma medidas contra o Fed, investidores apostam em massa em metais

Nos bastidores, o Federal Reserve está sob fogo cruzado. O presidentedent Trump, agora de volta à Casa Branca, tem trabalhado para reforçar seu controle sobre o banco central. Sua mais recente ação é uma tentativa de destituir a governadora do Fed, Lisa Cook, o que gerou preocupação nos mercados financeiros sobre o futuro da política monetária.

O relatório do Goldman Sachs não detalhou esses acontecimentos, mas foi divulgado num momento em que a campanha de pressão de Trump está se intensificando.

Adent do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, também se manifestou, afirmando que a perda de independência do Fed representaria um "sério perigo" para a economia global. Suas declarações aumentaram os temores de que a interferência política possa distorcer a tomada de decisões dentro do banco central mais poderoso do mundo.

O ouro já valorizou mais de 33% este ano, superando quase todas as outras principais commodities. De acordo com o relatório intitulado "Diversifique em Commodities, Especialmente Ouro", o metal é a principal escolha do Goldman Sachs para exposição a longo prazo. "Estimamos que, se 1% do mercado de títulos do Tesouro dos EUA de propriedade privada fosse investido em ouro, o preço do ouro subiria para quase US$ 5.000 a onça, considerando que todas as outras variáveis ​​permaneçam constantes", escreveram os analistas.

A prata ainda está em desvantagem, mas o potencial de valorização permanece

Embora o ouro tenha dominado as manchetes, a prata valorizou 40% no acumulado do ano, mas ainda está sendo negociada bem abaixo de sua máxima de 2011, de US$ 50 por onça. A relação ouro/prata, que atualmente está em 86, é outro sinal de alerta. Quando a prata atingiu US$ 50 pela última vez, essa relação era próxima de 32. Essa diferença sugere que a prata ainda pode subir mais.

Os indicadores técnicos dão suporte a ambos os metais. O Índice de Força Relativa (IFR) do ouro está acima de 68, e o da prata também está alto, mas ambos ainda estão abaixo dos patamares de 83 e 88 atingidos durante ciclos de alta anteriores. A próxima decisão do Fed está sendo acompanhada de perto como o próximo grande gatilho que poderá impulsionar esses níveis ainda mais.

As tendências macroeconômicas também estão impulsionando esse movimento. A queda das taxas de juros, a desvalorização do dólar americano e a enorme dívida global estão levando os investidores a buscar ativos que não dependem de rendimento. Com a expectativa de que os bancos reduzam as taxas de juros, o capital está migrando de cash em espécie e títulos para o que os investidores consideram mais seguro e com maior potencial de valorização a longo prazo.

Outro fator é psicológico. Para a prata, ultrapassar a marca de US$ 50 pode atrair muitos compradores de varejo e investidores de curto prazo, já que esse nível tem funcionado como um teto por mais de uma década. Rompê-lo provavelmente desencadeará uma nova fase de interesse especulativo.

Até o momento, o relatório Bybit x FXStreet TradFi prevê uma meta de médio prazo de US$ 4.000 para o ouro até o final do ano, um ganho de 14% em relação aos preços atuais. A prata, caso ultrapasse o patamar de US$ 50, poderá rapidamente se tornar o centro das atenções.

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Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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