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Criador do BRICS considera 'absurda' a ideia de criar uma moeda comum

PorYvonne KiambiYvonne Kiambi
Tempo de leitura: 3 minutos
O criador do BRICS considera absurda a ideia de criar uma moeda comum

O criador do BRICS considera absurda a ideia de criar uma moeda comum

  • Jim O'Neill rejeitou a ideia de as nações emergentes dentro do grupo estabelecerem sua própria moeda, chamando-a de "absurda".
  • O'Neill expressou seu ceticismo quanto à viabilidade de criar uma moeda unificada para as cinco nações com economias muito diferentes.

Jim O'Neill, criador da sigla BRICS quando era economista do Goldman Sachs, rejeitou a ideia de que as nações emergentes dentro do grupo estabeleçam sua própria moeda. Enquanto Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul consideram expandir o bloco, ele classificou o conceito de uma moedadent como "absurdo" 

Ao relembrar os oito anos desde que cunhou o termo em uma nota de pesquisa de 2001, quando era economista-chefe do banco, O'Neill expressou sua opinião de que a coalizão BRICS ainda não alcançou marcos significativos em suas reuniões. À medida que a 15ª cúpula do grupo se aproxima, a perspectiva de O'Neill permanece cética quanto às possíveis conquistas das nações do BRICS.

Os membros do BRICS sugerem a criação de sua própria moeda

Países membros do BRICS, como China e Rússia, têm defendido que o bloco desafie a hegemonia do dólar americano como moeda de reserva mundial. No entanto, como anfitriã da cúpula deste ano, a África do Sul esclareceu que a criação de uma moeda do BRICS não será tema de discussão durante o próximo encontro em Joanesburgo.

O'Neill expressou seu ceticismo quanto à viabilidade de criar uma moeda unificada para as cinco nações com economias tão distintas. Ele descartou a ideia como "absurda", respondendo às propostas de uma "moeda de troca" feitas pelodent brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e outros políticos do grupo. O'Neill questionou a viabilidade de se estabelecer um banco central do BRICS, destacando os desafios associados a tal empreendimento, e chegou a descrever a ideia como um tanto constrangedora.

Com diversos países manifestando interesse em se associarem, formal ou informalmente, ao bloco, como afirmou um diplomata sul-africano, a próxima cúpula poderá representar um avanço significativo em termos de adesão, semelhante à expansão ocorrida quando a África do Sul ingressou em 2010. No entanto, os critérios de admissão ainda não foram definidos, e a questão do alargamento tornou-se outro ponto de discórdia entre os cinco países membros.

No início deste ano, a Arábia Saudita participou de discussões para se tornar parte do Novo Banco de Desenvolvimento, criado pelos membros do BRICS em 2014 como uma alternativa ao Banco Mundial. Egito, Bangladesh e Emirados Árabes Unidos aderiram posteriormente a essa iniciativa.

O'Neill expressou incerteza quanto aos objetivos reais além de gestos simbólicos e questionou o impacto mais amplo de tais iniciativas. Ele também destacou sua opinião de que a dominância do dólar americano no sistema financeiro global não é favorável às economias emergentes. Criticou o estado atual em que diversas economias estão sujeitas às decisões cíclicas do Federal Reserve dos EUA, que servem principalmente aos interesses dos Estados Unidos. Segundo O'Neill, o papel do dólar precisa ser melhor adaptado à dinâmica mundial em constante evolução.

A crescente adesão dos BRICS 

Com uma população combinada superior a 3 bilhões, a coalizão BRICS tem interesse em impulsionar a utilização de moedas locais para o comércio entre seus países membros. No entanto, segundo Leslie Maasdorp, diretor financeiro do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o estabelecimento de uma moeda unificada dentro do bloco BRICS permanece distante. 

Refletindo sobre previsões anteriores de que moedas como o iene, o euro ou o yuan poderiam eventualmente superar o domínio do dólar americano, O'Neill afirmou que tais mudanças só ocorreriam se esses países buscassem ativamente adotar suas moedas para transações internacionais.

A África do Sul teve que reorganizar os preparativos da cúpula devido à decisão dodent russo, Vladimir Putin, de não comparecer em virtude de sua acusação pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Como a África do Sul é membro do TPI, seria legalmente obrigada a deter Putin assim que ele chegasse ao país. Consequentemente, Putin participará remotamente, enquanto seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, estará presente fisicamente no evento.

Enquanto a China e a África do Sul defendem aliançapara outros países do Sul Global, há relatos de que a Índia se opõe a essa proposta. O'Neill comentou sobre essa dinâmica, mencionando que as divergências entre China e Índia beneficiam as nações ocidentais. Ele explicou que, se China e Índia alinhassem suas posições, a dominância do dólar americano poderia se tornar mais vulnerável.

O'Neill compartilhou ainda sua perspectiva com os formuladores de políticas chineses, aconselhando-os a superar os conflitos históricos e a considerar o envolvimento da Índia na liderança colaborativa em questões globais significativas. Ele insinuou que tal cooperação poderia levar a uma maior credibilidade global para a China.

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Yvonne Kiambi

Yvonne Kiambi

Yvonne é uma entusiasta de blockchain e criptomoedas. Ela é apaixonada por escrever e busca guiar os leitores, sem esforço, pelo fascinante mundo das criptomoedas. Quando não está escrevendo, você a encontrará imersa em um bom livro.

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