O Bank of America superou as estimativas do terceiro trimestre com lucro de US$ 8,5 bilhões e forte receita de IB (tronde Investimento)

- O Bank of America reportou um lucro de US$ 8,5 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 23% em relação ao ano passado, superando as previsões tanto em lucros quanto em receita.
- As taxas de serviços bancários de investimento aumentaram 43%, atingindo US$ 2 bilhões, enquanto a receita com negociações cresceu tanto em ações quanto em renda fixa.
- As perdas com crédito caíram 13%, para US$ 1,3 bilhão, e a receita líquida de juros aumentou 9%, para US$ 15,39 bilhões.
O Bank of America anunciou nesta quarta-feira um lucro expressivo de US$ 8,5 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 23% em relação ao ano passado. Isso equivale a US$ 1,06 por ação, superando em muito a previsão dos analistas de US$ 0,95, segundo a LSEG.
A receita também não ficou para trás, saltando 10,8% em relação ao ano anterior, para US$ 28,24 bilhões, também acima da previsão de US$ 27,5 bilhões. Sem dúvidas: todas as projeções superaram as expectativas do mercado.
Os investidores não perderam tempo. As ações do Bank of America subiram 6,8% na abertura do mercado, segundo dados do Google Finance.
As ações já haviam subido 14% no acumulado do ano antes mesmo da divulgação do relatório. E o motivo é óbvio. O segundo maior banco dos EUA em ativos surfou na ondatrondo mercado financeiro de Wall Street.
Tanto o setor de banco de investimento quanto as mesas de operações impulsionaram os números significativamente; a mesma tendência foi observada no JPMorgan Chase e no Goldman Sachs, que também registraram grandes ganhos com negociações neste trimestre.
Tarifas bancárias disparam enquanto receita de negociação aumenta
O Bank of America informou que suas taxas de serviços bancários de investimento atingiram US$ 2 bilhões, um aumento de 43% em relação ao ano passado. Isso representa US$ 380 milhões a mais do que o esperado pelos analistas da StreetAccount. Os negócios e as captações de recursos ganharam ritmo, e o banco cashcom isso.
Enquanto isso, a negociação de ações movimentou US$ 2,3 bilhões, um aumento de 14%, superando as expectativas em cerca de US$ 200 milhões.
A negociação de renda fixa também não decepcionou. Essa linha atingiu US$ 3,1 bilhões, um aumento de 5% em relação ao ano anterior — exatamente em linha com a previsão. Toda a unidade de negociação teve um desempenho impecável neste trimestre, sem nenhuma área comprometendo o resultado.
O desempenho do crédito também contribuiu positivamente. A provisão para perdas com crédito caiu para US$ 1,3 bilhão, uma redução de 13% em relação ao trimestre anterior e US$ 280 milhões abaixo das previsões dos analistas. Essa mudança foi significativa para os resultados, pois significa que menos tomadores de empréstimo estão inadimplentes, o que reduz a necessidade de reservar cash para cobrir futuros empréstimos problemáticos.
Ao mesmo tempo, a receita líquida de juros atingiu US$ 15,39 bilhões, um aumento de 9% e cerca de US$ 150 milhões acima das expectativas. O CEO Brian Moynihan afirmou no comunicado de resultados:
“Com o crescimento orgânico contínuo, todas as linhas de negócio apresentaram melhorias tanto na receita quanto no lucro líquido. Otroncrescimento de empréstimos e depósitos, aliado a um posicionamento eficaz do balanço patrimonial, resultou em receita líquida de juros recorde.”
As alterações no balanço patrimonial e os índices de capital permanecem estáveis
Ao final do trimestre, o Bank of America possuía US$ 3,4 trilhões em ativos totais, uma leve queda em relação aos US$ 3,44 trilhões do segundo trimestre, mas ainda acima dos US$ 3,32 trilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
O total de empréstimos e arrendamentos subiu para US$ 1,17 trilhão, ante US$ 1,15 trilhão no segundo trimestre e US$ 1,08 trilhão no ano anterior. Desse montante, US$ 1,16 trilhão vieram apenas de segmentos de negócios, sem incluir outras unidades.
Os depósitos também se mantiveram estáveis, totalizando US$ 2,0 trilhões, uma leve queda em relação aos US$ 2,01 trilhões do segundo trimestre, mas um aumento em comparação aos US$ 1,93 trilhão do terceiro trimestre do ano passado. Em média, os ativos somaram US$ 3,44 trilhões, os empréstimos e arrendamentos US$ 1,15 trilhão e os depósitos US$ 1,99 trilhão.
O banco também reportou US$ 311,5 bilhões em dívida de longo prazo e US$ 961 bilhões em liquidez global média. O patrimônio líquido subiu para US$ 278,2 bilhões, enquanto o valor patrimonial por ação aumentou para US$ 37,95. O valor patrimonial tangível subiu para US$ 28,39 por ação.
Os níveis de capital regulatório permaneceram sólidos. O capital CET1 situou-se em US$ 202,9 bilhões, com um índice CET1 de 11,6% segundo a abordagem padronizada e de 13,1% segundo a abordagem avançada. O Índice de Alavancagem Suplementar ficou em 5,8%, um ligeiro aumento em relação aos 5,7% do trimestre anterior.
Em relação às ações, havia 7,33 bilhões de ações ordinárias em circulação no final do terceiro trimestre. Esse número representa uma queda em relação aos 7,44 bilhões do segundo trimestre e aos 7,69 bilhões do terceiro trimestre do ano passado.
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