A Apple (AAPL) superou as expectativas de Wall Street para o segundo trimestre fiscal, com receita de US$ 111,18 bilhões e lucro diluído por ação de US$ 2,01, enquanto as vendas do iPhone atingiram US$ 56,99 bilhões, ficando ligeiramente abaixo da previsão dos analistas.
Analistas consultados pela LSEG previam receita de US$ 109,66 bilhões e lucro por ação de US$ 1,95. As ações praticamente não se alteraram no pregão estendido após a divulgação do relatório, pois os números foramtron, mas não perfeitos.
A parte mais lucrativa do trimestre veio dos Serviços, não do hardware. A receita de Serviços subiu para US$ 30,98 bilhões, ante US$ 26,65 bilhões no ano anterior.
A receita do iPhone subiu de US$ 46,84 bilhões para US$ 56,99 bilhões, mas os analistas esperavam US$ 57,21 bilhões. Essa foi a única linha importante do relatório que ficou abaixo da meta, e foi a segunda vez em três trimestres que o iPhone não atingiu as expectativas.
A Apple supera as metas de lucro e receita, com a receita de Serviços atingindo um novo recorde
Tim Cook, CEO da Apple, afirmou: "Hoje, a Apple tem orgulho de anunciar o nosso melhor trimestre de março de todos os tempos, com receita de US$ 111,2 bilhões e crescimento de dois dígitos em todos os segmentos geográficos." Tim também disse que o iPhone alcançou um recorde de receita para o trimestre de março devido à demanda pela linha iPhone 17.
Ele afirmou que a área de Serviços alcançou um novo recorde histórico durante o trimestre. Tim também mencionou os novos produtos adicionados à linha da Apple, incluindo o iPhone 17e, o iPad Air com processador M4 e o MacBook Neo.
Kevan Parekh, diretor financeiro da Apple, afirmou: "Nossotrondesempenho comercial durante o trimestre de março gerou mais de US$ 28 bilhões em fluxo cash operacional e impulsionou novos recordes para o trimestre de março, tanto em fluxo cash operacional quanto em lucro por ação."
Kevan afirmou que a demanda por produtos e serviços da Apple ajudou a impulsionar a base de dispositivos ativos da empresa a um novo recorde histórico em todas as principais categorias de produtos e regiões.
Nos três meses encerrados em 28 de março, a Apple registrou receita de produtos de US$ 80,21 bilhões, em comparação com US$ 68,71 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior. Os serviços geraram US$ 30,98 bilhões, um aumento em relação aos US$ 26,65 bilhões do ano anterior. O faturamento líquido total foi de US$ 111,18 bilhões, em comparação com US$ 95,36 bilhões no ano anterior.
Os custos com produtos da Apple totalizaram US$ 49,18 bilhões, um aumento em relação aos US$ 44,03 bilhões do ano anterior. Os custos com serviços atingiram US$ 7,22 bilhões, comparados a US$ 6,46 bilhões. O custo total das vendas foi de US$ 56,40 bilhões, enquanto a margem bruta alcançou US$ 54,78 bilhões.
Os custos de pesquisa e desenvolvimento da Apple subiram para US$ 11,42 bilhões, ante US$ 8,55 bilhões. As despesas com vendas, gerais e administrativas atingiram US$ 7,48 bilhões, contra US$ 6,73 bilhões. As despesas operacionais totais ficaram em US$ 18,90 bilhões.
A Apple reporta vendas regionaistronfortes e aprova um programa de recompra de ações de US$ 100 bilhões
O lucro operacional da Apple atingiu US$ 35,89 bilhões, um aumento em relação aos US$ 29,59 bilhões do ano anterior. Outras despesas foram de US$ 52 milhões, contra US$ 279 milhões. O lucro antes dos impostos foi de US$ 35,83 bilhões. A Apple pagou US$ 6,26 bilhões em impostos, resultando em um lucro líquido de US$ 29,58 bilhões, comparado a US$ 24,78 bilhões no ano anterior.
Nos primeiros seis meses do ano fiscal, a Apple reportou vendas líquidas totais de US$ 254,94 bilhões, um aumento em relação aos US$ 219,66 bilhões do ano anterior. Os produtos geraram US$ 193,95 bilhões, enquanto os serviços renderam US$ 60,99 bilhões. O custo total das vendas no período de seis meses foi de US$ 130,93 bilhões. A margem bruta atingiu US$ 124,01 bilhões.
As despesas operacionais do primeiro semestre foram de US$ 37,28 bilhões, sendo US$ 22,31 bilhões destinados a pesquisa e desenvolvimento e US$ 14,97 bilhões a despesas gerais e administrativas. O lucro operacional atingiu US$ 86,74 bilhões. O lucro antes dos impostos foi de US$ 86,84 bilhões. O lucro líquido da Apple foi de US$ 71,68 bilhões, um aumento em relação aos US$ 61,11 bilhões do mesmo período do ano anterior.
As vendas regionais aumentaram em todos os setores. A receita das Américas atingiu US$ 45,09 bilhões, contra US$ 40,32 bilhões no mesmo período do ano anterior. A Europa registrou US$ 28,06 bilhões, em comparação com US$ 24,45 bilhões. A Grande China gerou US$ 20,50 bilhões, contra US$ 16,00 bilhões. O Japão registrou US$ 8,40 bilhões, enquanto o restante da região Ásia-Pacífico alcançou US$ 9,14 bilhões.
Por linha de produtos, a receita da Apple com o Mac foi de US$ 8,40 bilhões, em comparação com US$ 7,95 bilhões. A receita com o iPad atingiu US$ 6,91 bilhões, contra US$ 6,40 bilhões. Os segmentos de wearables, casa e acessórios renderam US$ 7,90 bilhões, em comparação com US$ 7,52 bilhões.
O lucro básico por ação foi de US$ 2,02, um aumento em relação aos US$ 1,65 do ano anterior. O lucro diluído por ação foi de US$ 2,01, também acima dos US$ 1,65 do ano passado. O número de ações ordinárias utilizadas no cálculo do lucro por ação caiu de 14,99 bilhões para 14,67 bilhões. O número de ações diluídas caiu de 15,06 bilhões para 14,73 bilhões.

