A Abu Dhabi Further Ventures lidera a rodada Série A em carteira de criptomoedas desenvolvida na França

- UAE Further Ventures lidera investimento em desenvolvedora de carteira de ativos digitais.
- A DFNS angariou um total de 16 milhões de dólares numa ronda de financiamento da Série A.
- A DFNS planeja desenvolver seus produtos para instituições financeiras.
A Further Ventures, um fundo de private equity de Abu Dhabi apoiado pelo fundo soberano ADQ, investiu na DFNS, uma empresa francesa desenvolvedora de soluções de carteira e custódia de ativos digitais que acaba de levantar US$ 16 milhões em uma rodada de financiamento Série A. A startup destaca que compete com empresas como Fireblocks e Ledger.
De acordo com o comunicado de imprensa, a startup, lançada em 2020 com escritórios em Paris e Nova York, utilizará os investimentos para acelerar seu desenvolvimento junto a importantes instituições financeiras.
O negócio foi liderado pela Abu Dhabi Further Ventures, com participação da White Star Capital, Hashed, Semantic, Techstars e Bpifrance. A avaliação da DFNS, que já havia captado € 13 milhões (US$ 12 milhões) em 2022, não foi divulgada.
“Este acordo valida tanto o nosso produto quanto o nosso foco em fintechs e empresas do setor financeiro”, explica Clarisse Hagège, cofundadora e CEO da DFNS, que afirma ter mais de 130 clientes, incluindo Fidelity, Zodia Custody (subsidiária de criptomoedas do Standard Chartered) e Stripe, que acaba de adquirir a Bridge.
Lançada em 2020, a DFNS desenvolveu uma solução para criação de carteiras digitais baseada na tecnologia MPC (Computação Multipartidária). A tecnologia divide as chaves de acesso à carteira digital em fragmentos, que são então distribuídos por diferentes universos seguros.
A DFNS é umatronconcorrente no mercado de carteiras de ativos digitais
A DFNS enjdiversas vantagens, incluindo a modularidade. Utilizando o sistema de API, a startup de 25tronpermite que os desenvolvedores peguem componentes e criem, em parceria com a DFNS, seu próprio sistema de carteira digital de acordo com suas necessidades.
“Permitimos que nossos clientes implementem suas próprias instâncias em nuvens públicas como a AWS, nuvens privadas e conectem seus HSMs Thales ou IBM ao nosso sistema de gerenciamento de transações blockchain”, explica Clarisse Hagège.
Outro ponto forte é o preço. Embora nem todas as ofertas sejam iguais, o sistema de faturamento da DFNS é baseado no uso e não no volume gerenciado. "A DFNS é claramente uma das empresas mais baratas do mercado", confirma uma empresa que nem sequer é cliente deles.
A Further Ventures investiu na Kemet Trading, que oferece o primeiro ponto de acesso institucional único ao ecossistema de derivativos de ativos digitais, na Tungsten, uma custodiante de ativos virtuais, e na Twinstake, que oferece serviços de staking, entre outras.
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Lara Abdul Malak
Lara Abdul Malak é jornalista de tecnologia há mais de 15 anos. Ela cobre notícias sobre blockchain, criptomoedas, tokenização e Web3 na região do Oriente Médio e Norte da África (MENA). Ela escreveu para o Cointelegraph Arabic Middle East. Estudou ciência política na Universidade Americana de Beirute. Seu interesse por blockchain surgiu após entrevistar Vitalik Buterin em 2014.
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