"O Ocidente como o conhecíamos não existe mais", afirma a chefe da Comissão Europeia, enquanto as tarifas americanas aproximam Bruxelas e Pequim

- A UE deve desempenhar um papel ativo na definição da nova ordem mundial, insiste adent da Comissão Europeia.
- Todos querem negociar com a Europa, afirma Ursula von der Leyen em meio à guerra tarifária.
- A conversa com Pequim sinaliza um degelo nas relações, mas Bruxelas quer evitar um excesso de produtos chineses.
Com o mundo mergulhado em desordem por tensões, tarifas e guerras, o Ocidente não é mais o que era, observou adent da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, em declarações à imprensa alemã.
Embora esperasse a abolição das taxas americanas, a representante de Bruxelas insistiu que todos os outros países agora "pedem mais comércio com a Europa". Coincidindo com suas declarações, um novo relatório da OMC acaba de prever um aumento nas exportações chinesas para a UE.
O conflito entre EUA e China está mudando a ordem mundial, afirma von der Leyen
A história está de volta, cerca de 35 anos depois de ter sido dada como encerrada com a queda do Muro de Berlim, comentou o chefe do braço executivo da UE em uma extensa entrevista ao renomado semanário alemão Die Zeit, abordando uma série de temas em voga.
“O que percebíamos como uma ordem mundial está se tornando uma desordem mundial, desencadeada, sobretudo, pela luta pelo poder entre a China e os Estados Unidos, mas também, é claro, pelas ambições imperialistas de Putin”, explicou Ursula von der Leyen.
Ela está convencida de que a União Europeia deve estar preparada para "sair para o mundo lá fora" e "desempenhar um papel muito ativo" na construção da nova ordem global. "O Ocidente como o conhecíamos já não existe", enfatizou von der Leyen.
Insistindo que “a amizade entre americanos e europeus permanece”, apesar das tarifas comerciais e das manobras geopolíticas dodent dos EUA, Donald Trump, ela também destacou que, na nova realidade, “muitos outros países estão buscando se aproximar de nós”, citando nações que vão da Islândia à Nova Zelândia.
A Europa está pronta para negociar com os EUA.
Oferecemos tarifas zero para bens industriais.
Porque estamos sempre prontos para um bom negócio.
Mas também estamos preparados para responder com contramedidas.
E nos proteger contra os efeitos indiretos por meio do desvio de comércio. pic.twitter.com/hpZ77TXH4B
- Ursula von der Leyen (@vonderleyen) 7 de abril de 2025
Em meio às tarifas de Trump, todos querem negociar com a UE, dizdent da CE
“Todos estão pedindo mais comércio com a Europa – e não se trata apenas de laços econômicos”, afirmou von der Leyen, vangloriando-se de ter “inúmeras conversas” com líderes dos parceiros comerciais da UE. Sem mencionar explicitamente, ela também conversou recentemente com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.
Em uma conversa telefônica no início deste mês, os dois discutiram o estado das relações entre a UE e a China em um ano que marca o 50º aniversário dos laçosmatic . Odent da CE enfatizou a responsabilidade de ambos, como dois dos maiores mercados do mundo, de “apoiar um sistema comercial reformado etron”
Segundo o comunicado, Ursula von der Leyen enfatizou “o papel crucial da China em lidar com o possível desvio de comércio causado pelas tarifas”. A ligação alimenta especulações sobre um degelo iminente nas relações entre a UE e a China, após anos de tensões, observou a Euronews em um artigo.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que a separação econômica entre a China e os EUA resultará em um desvio significativo do comércio, podendo levar a um aumento de 6% nas exportações chinesas para a Europa. O relatório também prevê que parte das exportações europeias será desviada para outras economias.
Enquanto a UE enfrenta tarifas americanas de 20%, suspensas por 90 dias, a República Popular da China tem que lidar com novas tarifas de 245%. "Precisamos estar muito atentos para que os produtos chineses não inundem nosso mercado agora por causa da guerra comercial entre os EUA e a China", enfatizou von der Leyen em entrevista ao jornal Zeit.
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