O Departamento do Tesouro dos EUA alerta contra o uso de todos os sistemas de pagamento transfronteiriços que não estejam em conformidade com seus padrões

- O Departamento do Tesouro dos EUA afirma que qualquer sistema de pagamentos que não siga suas regras pode desestabilizar os mercados globais, e eles claramente não estão satisfeitos com a tentativa dos BRICS de abandonar o dólar.
- O funcionário do Tesouro, Brent Neiman, defende regras mais rígidas para as stablecoins e sistemas de dólar mais ágeis para manter os Estados Unidos no controle dos pagamentos globais.
- Os países do BRICS, como a Rússia e a China, estão construindo suas próprias redes de pagamento para evitar as sanções dos EUA e romper laços com a SWIFT.
O Departamento do Tesouro dos EUA está adotando uma postura rigorosa em relação aos sistemas de pagamento transfronteiriços que não atendem aos seus padrões. Brent Neiman, Secretário Adjunto para Finanças Internacionais, deixou isso bem claro: qualquer sistema que não atenda às expectativas dos EUA pode desestabilizar os mercados globais e prejudicar a segurança econômica.
Esta declaração surge num momento em que os países, em particular os da aliança BRICS+, se mobilizam para criar os seus próprios sistemas de pagamento, concebidos para contornar plataformas ocidentais como a SWIFT.
“Os Estados Unidos devem liderar quando se trata de pagamentos transfronteiriços”, disse Neiman durante um discurso em uma conferência do Banco da Reserva Federal de Nova York.
Em seu discurso preparado, ele enfatizou que os Estados Unidos precisam garantir que qualquer sistema de pagamento global amplamente utilizado mantenha altos padrões, principalmente no combate a crimes financeiros. A mensagem é clara: sigam as regras ou corram o risco de serem rotulados como uma ameaça à estabilidade internacional.
Manual de domínio global do Tesouro
Os países do BRICS assinaram recentemente um comunicado para explorar sistemas de pagamento que contornem as redes controladas pelo Ocidente. O objetivo? Independência financeira. Isso não agrada a Washington, onde autoridades do Tesouro querem manter a dominância do dólar nas finanças globais.
Neiman argumentou que a liderança dos EUA na definição de padrões de pagamento beneficia a todos — os Estados Unidos, seus aliados e parceiros comerciais. "Aprimorar a conectividade com os EUA fomenta compromissos mais profundos e transparentes com objetivos políticos compartilhados", disse ele, apontando o financiamento ilícito como um excelente exemplo.
O Departamento do Tesouro quer apertar o cerco às stablecoins— ativos digitais atrelados a moedas tradicionais. Atualmente, a regulamentação é caótica, com regras que variam muito de estado para estado. Neiman acredita que os EUA precisam de uma estrutura federal clara para stablecoins e serviços de pagamento não bancários para evitar brechas e riscos.
A ameaça dos BRICS
Durante anos, os EUA têm usado seu controle sobre o sistema financeiro global como arma política. Sanções, congelamento do dólar e o bloqueio do acesso de países ao sistema SWIFT têm sido as medidas mais utilizadas.
Basta perguntar à Rússia, cujas reservas de US$ 300 bilhões foram congeladas após a invasão da Ucrânia. A mensagem para o mundo é inequívoca: se você sair da linha, seu dinheiro não estará seguro.
É por isso que a Rússia e a China estão pressionando por alternativas. Elas estão cansadas do domínio dos EUA e querem um sistema financeiro onde o dólar não dite as regras. Os líderes do BRICS estão liderando os esforços para negociar em moedas locais e construir redes de pagamento que não dependam do SWIFT.
Esses sistemas visam proteger suas economias de sanções e lhes dar mais autonomia financeira. Claro, Trump é o presidentedentdentdent dentdentdentdent dentdent e for um democrata?
Neiman alertou que “sistemas de pagamento mal concebidos” podem causar estragos nos mercados globais. Ele também criticou projetos que “buscam começar do zero” sem a devida supervisão, classificando-os como arriscados e irresponsáveis.
Por que o dólar ainda reina (por enquanto)
O dólar americano tem sido a espinha dorsal das finanças globais por décadas. A maior parte do comércio internacional, do petróleo aos eletrônicostroné cotada em dólares. Mas, à medida que os do BRICS paísestron, eles estão desafiando esse status quo.
Seus sistemas alternativos poderiam enfraquecer o domínio do dólar nos mercados globais, o que assusta o Tesouro. Neiman defende que os EUA modernizem suas próprias redes de pagamento para se manterem à frente.
Sistemas baseados no dólar mais rápidos, baratos e seguros ajudariam a manter os Estados Unidos no centro das finanças globais. "Tornar o sistema baseado no dólar mais rápido e eficiente fortaleceria nossa posição na defesa dos valores americanos", afirmou.
O fator cripto
Vamos falar sobre o elefante na sala: blockchain e criptomoedas. Essas tecnologias transformaram completamente a forma como o dinheiro circula internacionalmente. blockchain permitem que as pessoas enviem dinheiro sem bancos ou intermediários.
São mais rápidos, mais baratos e imunes à interferência do governo — tudo o que o Tesouro detesta.
As criptomoedas também desafiam o domínio do dólar. Imagine um mundo onde as empresas usam Bitcoin em vez de dólares para pagar por mercadorias. Isso já está acontecendo em alguns lugares do mundo. E ainda existem as stablecoins.
Neiman vê as stablecoins como um risco e uma oportunidade. Ele defendeu a criação de uma estrutura federal para controlar seu uso, garantindo que elas não contornem o sistema financeiro tradicional. No momento, a falta de regras consistentes é uma fragilidade evidente, e os funcionários do Tesouro estão cientes disso.
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