O Serviço Secreto dos Estados Unidos anunciou a criação da Força-Tarefa de Combate à Fraude Cibernética (CFTF, na sigla em inglês) para conter a crescente onda de crimes cibernéticos e digitais relacionados a questões financeiras nos EUA.
A nova divisão foi lançada após a fusão das Forças-Tarefa de Crimes Financeiros (FCTFs) e das Forças-Tarefa de Crimestron(ECTFs) dos EUA em uma única rede unificada.
Segundo o anúncio do Serviço Secreto dos EUA, uma divisão do Departamento de Segurança Interna se concentraria em impedir atividades criminosas relacionadas à pandemia e em recuperar fundos roubados de cidadãos americanos.
Devido ao aumento de crimes financeiros facilitados pela internet, o Serviço Secreto uniu suas forças-tarefa de "Crimes Financeiros" e " tron " em uma única "Força-Tarefa de Fraudes Cibernéticas" para garantir a segurança da infraestrutura financeira dos Estados Unidos. https://t.co/veKXiqcAZR pic.twitter.com/VrvW1gO0jF
— Serviço Secreto dos EUA (@SecretService) 9 de julho de 2020
Além disso, a CFTF investigaria e defenderia indivíduos e empresas americanas contra todas as formas de fraude cibernética, incluindo golpes de comprometimento de e-mail comercial (BEC), ataques de ransomware, violações de dados, entre outros. A CFTF também protegeria os americanos da venda ilegal de informações pessoais e cartões de crédito roubados na internet e na dark web.
Michael D'Ambrosio, diretor assistente do Serviço Secreto dos EUA, afirmou: "A criação da nova à Fraude Cibernética oferecerá um quadro especializado de agentes e analistas, treinados nas técnicas analíticas mais recentes e equipados com as tecnologias de ponta."
Além disso, ao fundir as duas agências, o Serviço Secreto dos EUA quer garantir que seus investigadores possam defender com sucesso o sistema financeiro americano contra a crescente ameaça do cibercrime financeiro transnacional.
Repressão às transações fraudulentas de criptomoedas
A nova iniciativa também visa reprimir as transações com criptomoedas, visto que o Serviço Secreto dos EUA também demonstrou preocupação com o papel que as criptomoedas desempenham em transações digitais fraudulentas, já que estas se tornaram "um dos principais meios pelos quais os criminosos lavam seus fundos ilícitos".
Segundo uma estimativa do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, as atividades cibernéticas maliciosas custaram à economia dos EUA entre 57 bilhões e 109 bilhões de dólares somente em 2016.
Além disso, o Serviço Secreto dos EUA revelou que as FCTFs e as ECTFs evitaram mais de US$ 7,1 bilhões em potenciais perdas por fraude no ano fiscal de 2019, observando que a CFTF estaria equipada para desmantelar mais transações fraudulentas.
Desde março, o Serviço Secreto afirmou que seus esforços interromperam com sucesso centenas de golpes online relacionados à COVID-19, impediram a venda ilícita de kits de teste de COVID-19 roubados online e evitaram fraudes no valor de dezenas de milhões de dólares.
Escritórios do Serviço Secreto dos EUA CFTF 42
Vale destacar que o Serviço Secreto dos EUA possui atualmente 42 escritórios operacionais da Força-Tarefa de Combate à Corrupção (CFTF) no país e dois escritórios internacionais, localizados em Londres e Roma, respectivamente.
D'Ambrosio observou que o Serviço Secreto dos EUA, por meio de nossas CFTFs (Forças-Tarefa de Combate à Criptomoedas), está pronto para iniciar uma campanha para conter a crescente tendência de crimes com criptomoedas.
Além disso, o Departamento de Segurança Interna, agência federal de aplicação da lei, também insinuou planos para aumentar o número de locais da CFTF em sua rede para mais de 160 escritórios nos EUA e também globalmente.

