Em meio ao impulso de avanços significativos em Washington em relação ao lockdown, o ouro se manteve firme perto de US$ 4.120 a onça no início da terça-feira, após registrar uma alta expressiva de 2,9%, seu maior salto em um único dia desde maio.
A lógica é que, com o governo dos EUA prestes a reabrir em poucos dias, os mercados estão de olho na divulgação de dados econômicos atrasados, que, segundo ampla expectativa, apresentarão um cenário econômico mais sombrio, o que provavelmente aumentará a pressão por novos cortes nas taxas de juros.
O ouro adora esse cenário. Taxas de juros mais baixas significam menor concorrência entre os rendimentos, e os investidores já estão reagindo a isso.
Globalmente, a Índia está a alimentar ainda mais a tendência. Os fluxos de investimento em ETFs de ouro no país dispararam, acumulando uns impressionantes 2,9 mil milhões de dólares nos primeiros 10 meses de 2025, o equivalente a 26 toneladas de ouro físico e quase igual ao total dos fluxos de investimento entre 2020 e 2024.

Somente em outubro, foram captados US$ 850 milhões, logo após o recorde de US$ 942 milhões em setembro. O total de ativos sob gestão em ETFs de ouro na Índia atingiu o recorde histórico de US$ 11 bilhões, representando 83,5 toneladas de ouro.
No mercado cambial, o euro se mantém estável em US$ 1,1558, enquanto a libra esterlina sobe para US$ 1,3177. O dólar australiano valorizou-se 0,7%, chegando a US$ 0,6536, e o iene caiu para 154,11 por dólar, com os mercados atentos a uma possível quebra do nível de 154,48, que representaria sua menor cotação em nove meses.
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