Suíça se prepara para divulgar conclusões sobre o colapso do Credit Suisse

- A Suíça está prestes a divulgar um importante relatório sobre as causas do colapso do Credit Suisse em 2023, e espera-se que as conclusões apontem para a culpa de figuras-chave e dos órgãos reguladores.
- A Comissão Parlamentar de Investigação (PUK) passou 18 meses interrogando mais de 60 pessoas, incluindo altos funcionários e executivos de bancos, além de ter acesso a registros secretos.
- O UBS, que assumiu o controle do Credit Suisse, pode enfrentar regras de capital mais rígidas, exigindo um adicional de US$ 25 bilhões, o que gera preocupações sobre a competitividade global.
A Suíça está prestes a divulgar um de seus relatórios mais aguardados: as conclusões de sua investigação sobre o chocante colapso do Credit Suisse em 2023.
O relatório, elaborado pela Comissão Parlamentar de Investigação (PUK), analisará em detalhes a sequência de eventos que levaram à queda de um dos gigantes bancários do país.
Aparentemente, o objetivo é responsabilizar as pessoas e reformular o funcionamento do sistema bancário suíço daqui para frente. O governo suíço já elaborou propostas para regulamentações financeiras mais rigorosas, incluindo exigências de capital massivas para o UBS, que absorveu o Credit Suisse em uma transação apressada.
Mas eis a questão: enquanto os demais centros bancários mundiais estão flexibilizando as regulamentações, a Suíça está se empenhando ao máximo.
O poder semdentda PUK
A PUK é a opção nuclear da Suíça em matéria de investigações. Esta comissão pode convocar testemunhas, exigir documentosdente chegar à raiz dos problemas de uma forma que poucas outras ferramentas políticas conseguem.
Nos 18 meses desde a sua formação, a PUK interrogou mais de 60 figuras-chave. Até agora, conversou com funcionários do Banco Nacional Suíço, reguladores da Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro Suíço (FINMA) e altos executivos do Credit Suisse e do UBS.
A questão central? Como os reguladores e o governo permitiram que o Credit Suisse perdesse o controle? A comissão não está perdendo tempo analisando cada erro de gestão; em vez disso, está investigando como o próprio sistema falhou.
A venda forçada para o UBS foi realmente a melhor opção, ou foi uma medida desesperada do governo para salvar as aparências? Que medidas os reguladores tomaram — ou deixaram de tomar — antes que o banco fosse entregue ao UBS?
Segundo fontes internas, a FINMA, reguladora financeira suíça, pode ser a que sairá dessa situação em pior situação. Há muito tempo que os críticos afirmam que a agência não agiu com rapidez ou firmeza suficiente.
A FINMA, naturalmente, alega que estava de mãos atadas por limitações legais. Mas esse argumento pode não se sustentar se o relatório revelar oportunidades perdidas de intervir antes que a situação saísse do controle.
Suportes UBS para impacto
Para o UBS, este relatório pode ser um pesadelo. O pior cenário possível envolve a exigência de que os reguladores garantam 100% do capital das subsidiárias estrangeiras do UBS. Traduzindo: o UBS pode precisar levantar US$ 25 bilhões adicionais em capital.
Isso colocaria o banco em grave desvantagem em relação aos seus concorrentes globais, reduzindo os lucros e possivelmente fazendo com que os investidores repensassem sua confiança. O presidente do conselho da UBS, Colm Kelleher, e o CEO, Sergio Ermotti, têm se manifestado veementemente contra esse nível de intervenção regulatória excessiva.
Eles argumentaram que as regras financeiras da Suíça já estão entre as mais rígidas do mundo e que mais regulamentação poderia prejudicar a competitividade do setor bancário do país. Também deixaram claro que estão prontos para acatar a maioria das mudanças propostas pelo governo — exceto aquelas que os afetam mais diretamente.
O UBS não está esperando que os legisladores decidam seu destino. O banco já está reformulando seus protocolos de emergência, garantindo que não acabará em um colapso semelhante ao do Credit Suisse. O ministro das Finanças suíço insinuou que os planos do UBS podem influenciar a quantidade de capital extra que o banco precisará manter.
Acusações mútuas e consequências
Espera-se que o relatório PUK revele nomes, e alguns dos mais importantes já estão sob os holofotes. Adent da FINMA, Marlene Amstad, está sendo investigada pela falha da agência em agir com firmeza quando os sinais de alerta no Credit Suisse eram impossíveis de ignorar.
O jornal suíço Blick insinuou que a FINMA (Autoridade Monetária da Suíça) será a principal responsável pelas consequências.
E depois há Ueli Maurer, o ex-ministro das Finanças. Apenas três meses antes do colapso do Credit Suisse, ele disse comdentao público que o banco "se reorganizaria"
Agora, a União Patriótica do Reino Unido (PUK) estendeu o período da investigação até 2015 — todo o mandato de Maurer. Isso não é um bom sinal para ele. Sua sucessora, Karin Keller-Sutter, pode sair ilesa, já que assumiu o cargo apenas em 2023.
Mas não nos esqueçamos: ela desempenhou um papel fundamental na negociação da aquisição do UBS, portanto, não está completamente livre de problemas. O Banco Nacional Suíço (SNB) também não está isento de responsabilidades. O ex-presidente Thomas Jordan pode ser responsabilizado pela forma como o banco central lidou com as necessidades de liquidez do Credit Suisse durante a crise.
Os críticos afirmam que as exigências rígidas de garantias do BNS (Banco Nacional Suíço) adicionaram pressão desnecessária ao banco. O BNS, por sua vez, nega isso e afirma que já está expandindo seu regime de liquidez para evitar que o desastre se repita.
Investigações anteriores da UPK (União Patriótica do Curdistão) já causaram o fim de carreiras. Uma investigação de 1996 sobre um escândalo envolvendo um fundo de pensões acusou o ministro das Finanças de "engano deliberado". Não se surpreenda se este relatório levar a baixas políticas semelhantes.
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