Max, o concorrente russo de aplicativos de mensagens populares como Telegram e WhatsApp, apoiado pelo Estado, já conta com mais de 45 milhões de usuários.
Desde o seu lançamento, eles também enviaram alguns bilhões de mensagens na nova plataforma de mensagens fortemente impulsionada por Moscou, segundo afirma a equipe responsável por ela.
O alcance médio diário de Max ultrapassa 18 milhões de pessoas
Mais de 45 milhões de usuários se cadastraram no aplicativo de mensagens Max, informou a mídia russa, citando dados divulgados por sua assessoria de imprensa.
Um aumento de 5 milhões desde o início de outubro contribuiu para que o número de solicitações atingisse seu novo total, informou a RBC nesta quarta-feira.
O alcance médio diário também aumentou para 18,2 milhões de usuários neste mês, com um recorde diário de mais de 21 milhões, disse Max ao veículo de notícias de negócios, destacando ainda:
“Desde o lançamento do aplicativo de mensagens, os usuários enviaram mais de 3 bilhões de mensagens e fizeram mais de 700 milhões de chamadas. O número de conversas aumentou para 6,5 milhões em outubro.”
Desde o final de agosto, mais de 20 milhões de mensagens de vídeo também foram enviadas, sendo os usuários com menos de 17 anos os mais ativos.
Em 15 de outubro, o número de canais na Max ultrapassou 11.000, conforme detalhado no anúncio.
O Max Messenger adiciona o recurso de Identificação Digital
O aplicativo de mensagens russo, lançado em versão beta em março passado, é baseado na plataforma Max, desenvolvida pela VK, anteriormente conhecida como Vkontakte, que é a principal rede social no segmento de língua russa da internet.
A VK está expandindo o projeto com a ajuda do Ministério do Desenvolvimento Digital e das Comunicações em Moscou, e Max eventualmente facilitará a interação com agências governamentais.
Em meados de setembro, foi introduzido um recurso de "Identificação Digital" que permite aos usuários verificar suadent, status ou idade ao fazer compras em lojas russas.
Além de mensagens de texto, chamadas de áudio e vídeo, mensagens de voz e teleconferências, o serviço já oferece suporte também para compartilhamento de arquivos grandes e transferências de dinheiro.
Assim como outros produtos já consolidados nesse mercado, o Max oferece integração com serviços empresariais na forma de miniaplicativos e chatbots.
O Max está disponível nas lojas de aplicativos em versões para dispositivos móveis, computadores e web, e foi adicionado à lista de aplicativos obrigatórios que a Rússia exige que sejam pré-instalados em dispositivos vendidos no país.
Em agosto, fontes da indústria disseram à mídia russa que fabricantes chineses e sul-coreanos estavam "fazendo todos os esforços" para instalar o "mensageiro nacional" em seus smartphones antes do prazo final de setembro.
A resposta da Rússia aos mensageiros ocidentais se intensifica em meio a preocupações
As autoridades russas parecem determinadas a substituir aplicativos de mensagens populares entre os russos, como Telegram e WhatsApp, pelo Max.
Neste verão, o WhatsApp, que pertence à gigante americana de redes sociais Meta, acusou a Rússia de reprimir serviços criptografados depois que Moscou começou a restringir os recursos de chamadas tanto no WhatsApp quanto no Telegram por não cumprirem a lei russa.
Em julho, o proprietário do Telegram, Pavel Durov, negou as notícias veiculadas pela mídia russa de que o Telegram estaria abrindo um escritório na Rússia, conforme exigido pela chamada "lei de aterrissagem" do país, após ter rejeitado rumores anteriores de que o aplicativo de mensagens estaria deixando o mercado russo.
O empreendedor de tecnologia nascido na Rússia, também cofundador do VK, deixou seu país natal anos atrás, alegando que sua plataforma de mídia social havia sido tomada por aliados do Kremlin após sua recusa em censurar manifestantes tanto na Rússia quanto na Ucrânia.
Posteriormente, Durov recusou os pedidos do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) para compartilhar as chaves de criptografia das mensagens do Telegram trocadas entre pessoas de interesse para a aplicação da lei russa.
Entretanto, um alto funcionário do Kremlin, o vice-chefe da administração do presidente dent Putin, Maxim Oreshkin, insistiu que Moscou não está considerando proibir aplicativos de mensagens estrangeiros.
Autoridades russas vêm afirmando que o Max é, na verdade, mais seguro e solicita menos permissões de usuário do que as alternativas ocidentais com as quais pretende competir.
Ao mesmo tempo, o aplicativo apoiado pelo Estado tem sido motivo de preocupação por potencialmente facilitar a vigilância governamental, a coleta de dados pessoais sensíveis e a censura política.

