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Pavel Durov afirma que Putin, da Rússia, restringiu o Telegram para forçar a mudança para aplicativos controlados pelo governo

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 2 minutos
Pavel Durov afirma que Putin, da Rússia, restringiu o Telegram para forçar a mudança para aplicativos controlados pelo governo
  • Pavel Durov afirma que a Rússia está restringindo o Telegram para forçar os usuários a usar um aplicativo estatal de vigilância.
  • A Roskomnadzor está adicionando novos limites e afirma que o Telegram não cumpriu as leis russas de proteção de dados.
  • Usuários em Moscou relatam desempenho mais lento do aplicativo e afirmam que a mudança de plataforma prejudicaria a comunicação.

Pavel Durov afirma que as autoridades russas estão bloqueando o acesso ao Telegram porque querem que as pessoas comecem a usar um aplicativo governamental que espiona os usuários. Ele disse que a mesma coisa aconteceu no Irã há oito anos.

Naquela época, o Irã proibiu o Telegram, inventou desculpas e forçou as pessoas a usarem sua própria ferramenta. Mas não funcionou. A maioria das pessoas continuou usando o Telegram mesmo assim. Durov disse que essa nova repressão na Rússia é apenas mais um caso do Estado tentando impor controle sobre a comunicação.

Durov escreveu: “A Rússia está restringindo o acesso ao Telegram numa tentativa de forçar seus cidadãos a migrarem para um aplicativo controlado pelo Estado, criado para vigilância e censura política”. Ele também afirmou: “Restringir a liberdade dos cidadãos nunca é a resposta certa”

A agência russa afirma que o Telegram violou as regras e será punido

A agência reguladora estatal russa, Roskomnadzor, afirmou na terça-feira que o Telegram enfrentará ainda mais restrições. A agência disse que o aplicativo não corrigiu os problemas sobre os quais já havia sido alertado anteriormente.

As autoridades começaram a limitar as chamadas de voz e vídeo em agosto. No mesmo mês, fizeram o mesmo com o WhatsApp. Depois, em dezembro, bloquearam o FaceTime da Apple.

A Roskomnadzor afirmou que o Telegram e outros aplicativos de mensagens não cumprem as leis russas. A agência reclamou que os aplicativos não protegem os dados dos usuários e não fazem o suficiente para impedir golpes ou terrorismo.

“A legislação russa não está sendo cumprida, os dados pessoais não estão sendo protegidos”, afirmou a agência. “Não existem medidas eficazes para combater fraudes e o uso do aplicativo de mensagens para fins criminosos e terroristas.” Por isso, novas restrições serão impostas.

Em Moscou, as pessoas começam a notar que o Telegram está mais lento. O aplicativo é usado pelo Kremlin, pelos tribunais, por veículos de notícias, por influenciadores e até mesmo por grupos que deixaram o país. Blogueiros militares afirmam que ele também é uma ferramenta essencial para os soldados na Ucrânia.

Um homem chamado Roman, que trabalha na área de mídia, disse aos repórteres: "Percebi isso claramente hoje. Meu negócio está muito ligado a isso, então é ruim." Ele afirmou que as empresas russas dependem mais do Telegram do que do e-mail para se comunicar com novos clientes.

Outra usuária, Anna, disse: "É muito ruim porque todos os meus amigos e familiares usam o Telegram. Eu não quero migrar para outras plataformas."

Além de tudo isso, a agência de notícias estatal RIA informou que o Telegram tem oito audiências judiciais agendadas. A empresa enfrenta multas de até 64 milhões de rublos, ou US$ 830 mil. Os oficiais de justiça também estão tentando cobrar outros 9 milhões de rublos referentes a multas antigas.

A Rússia também está promovendo seu próprio aplicativo, o MAX, enquanto tenta deixar o Telegram de lado. O MAX está sendo usado para mensagens e para acessar serviços governamentais. Os críticos dizem que ele foi desenvolvido para vigilância.

O governo afirma que isso não é verdade. A Rússia já tentou, sem sucesso, banir o Telegram em 2018. Desde então, bloqueou o Facebook e o Instagram e dificultou o acesso ao YouTube.

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Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid é uma escritora de finanças com seis anos de experiência cobrindo criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, cobrindo análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e já participou três vezes de programas em uma das principais redes de TV da África para compartilhar insights sobre o mercado de criptomoedas.

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