Um enviado econômico dodent russo Vladimir Putin apresentou a ideia de construir um túnel subaquático para ligar a Rússia ao Alasca.
Com a tecnologia de Elon Musk, a construção não deverá demorar muito nem ser muito cara, e abrirá portas para projetos conjuntos, afirma o funcionário do Kremlin.
O túnel EUA-Rússia pode ser construído em menos de 8 anos
Um túnel que atravessará o Estreito de Bering, ligando a Rússia ao Alasca, poderá ser concluído em menos de oito anos e custar no máximo 8 bilhões de dólares.
Essa é a opinião de Kirill Dmitriev, enviado especial do chefe de Estado russo responsável pela cooperação econômica com outras nações.
Na sexta-feira, ele usou o X para compartilhar sua proposta com seus seguidores. Começando com a palavra "imagine", o oficial russo insistiu que o "Túnel Putin-Trump", como ele o chamou, se tornará um símbolo de união. "Vamos construir um futuro juntos!", ele exortou.
,@elonmuskimagine conectar os EUA e a Rússia, as Américas e a Afro-Eurásia com o Túnel Putin-Trump – uma ligação de 112 quilômetros simbolizando a união. Os custos tradicionais ultrapassam US$ 65 bilhões, mas @boringcompanya tecnologia da https://t.co/boCVb8xqjl pic.twitter.com/QXmTYAduqm
-Kirill Dmitriev (@kadmitriev) 16 de outubro de 2025
Dmitriev marcou o bilionário americano Elon Musk em sua publicação. Ele está convencido de que a Boring Company de Musk pode reduzir os custos estimados em US$ 65 bilhões, caso fossem utilizados métodos de construção tradicionais, graças à tecnologia moderna empregada pela empresa de construção de túneis de Musk.
“O túnel Putin-Trump poderá ser concluído em menos de 8 anos, demonstrando globalmente a tecnologia de ponta da Boring Company, incluindo o revolucionário conceito de ‘Zero Pessoas no Túnel’. Este megaprojeto conectará continentes e fará da Boring Company a empresa de infraestrutura mais inovadora de todos os tempos!”, explicou Dmitriev.
Assessor de Putin se refere à proposta da "Ponte da Paz" da época da Guerra Fria
O representante de Vladimir Putin, que também está envolvido nas negociações de paz na Ucrânia, mencionou uma proposta da Guerra Fria para a construção de uma "Ponte da Paz" entre o estado americano do Alasca e Chukotka, no Extremo Oriente russo.
Dmitriev anexou uma fotocópia de um esboço daquela época, parte de documentos do Congresso divulgados sobre odent dos EUA, John F. Kennedy, destacando a anotação: “Ponte da Paz Mundial Kennedy-Khrushchev – poderia e deveria ser construída entre o Alasca e a Rússia. Imediatamente.”
A infraestrutura, que deverá servir como ligação ferroviária e de carga entre os Estados Unidos e a Federação Russa, desbloqueará a exploração conjunta de recursos naturais, acrescentou Kirill Dmitriev.
Segundo uma reportagem da agência de notícias oficial russa TASS, ele enfatizou que os projetos russo-americanos criarão novos empregos e impulsionarão as economias.
Dmitriev, que preside o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), também foi citado dizendo:
“O RDIF já investiu e construiu a primeira ponte ferroviária entre a Rússia e a China. Chegou a hora de fazer mais e conectar os continentes pela primeira vez na história da humanidade. Chegou a hora de conectar a Rússia e os EUA.”
O RDIF é o fundo soberano da Rússia. Criado em 2011, seu principal objetivo é investir em setores da economia russa com alto potencial de crescimento.
Dmitriev não revelou se discutiu sua ideia com autoridades russas e americanas, ou se entrou em contato com Musk e sua empresa Boring Company, conforme relatado pelo Moscow Times.
Sua sugestão surge após uma recente conversa telefônica entre Vladimir Putin e o presidente dos EUA,dent Trump, durante a qual os dois líderes concordaram em se encontrar na capital húngara, Budapeste, para novas negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia, após a cúpula realizada no Alasca em agosto passado.
Ainda não há data marcada para esse encontro, mas, enquanto isso, Trump receberá ucraniano presidentedent Volodymyr Zelensky na Casa Branca nesta sexta-feira.
Espera-se que discutam possíveis entregas de mísseis Tomahawk de longo alcance dos EUA para o país invadido, o que permitirá a Kiev atingir alvos em profundidade no território russo.

