O gigante bancário belga KBC lançará negociação de criptomoedas para investidores de varejo

- A KBC agora oferecerá aos seus clientes acesso a investimentos em criptomoedas.
- O banco belga planeja lançar a negociação de criptoativos em sua plataforma Bolero.
- O KBC Group junta-se a outras instituições bancárias europeias que estão a entrar no mercado das criptomoedas.
O KBC Group está se preparando para oferecer aos clientes de varejo na Bélgica a oportunidade de investir nas principais criptomoedas neste outono, conforme divulgado pela mídia local.
Com essa iniciativa, a grande empresa de serviços financeiros assume a liderança entre os bancos belgas, que até então vinham evitando os ativos digitais descentralizados.
KBC permitirá negociação de criptomoedas através do Bolero
O banco belga KBC permitirá que clientes de varejo negociem Bitcoin (BTC) e Ether (ETH) por meio de sua plataforma de investimentos Bolero nos próximos meses, informou a agência de notícias Belga nesta quarta-feira.
A iniciativa é inédita na Bélgica, onde os bancos tradicionais têm se mostrado relutantes em entrar no mercado de criptomoedas, com os investidores belgas recorrendo a plataformas de negociação globais como Coinbase e Binance ou utilizando os serviços de neobancos como Revolut e Bunq.
Outros grandes bancos na Bélgica, como o Belfius, o ING e o BNP Paribas Fortis, permanecem cautelosos, observa o relatório, salientando que apenas o Belfius, estatal, demonstrou até agora interesse em explorar as criptomoedas através da sua plataforma Rebel.
De acordo com um artigo publicado pelo jornal flamengo De Tijd, a KBC está atualmente em processo de obtenção de aprovação regulatória para operar como provedora de serviços de criptoativos.
O banco indicou que sua oferta se concentrará na educação do investidor, segurança e conformidade regulatória. Espera-se que as autoridades financeiras aprovem o projeto até o outono, acrescentou o jornal em língua holandesa.
O grupo está a explorar o mercado das criptomoedas em meio à implementação da lei da União Europeia sobre Mercados de Criptoativos (MiCA), que visa estabelecer regras uniformes para o setor em todo o bloco, ao mesmo tempo que melhora a supervisão, incluindo o cumprimento dos requisitos de combate ao branqueamento de capitais.
A decisão da KBC de facilitar a negociação de criptomoedas para seus clientes de varejo visa atender ao crescente interesse dos investidores em criptomoedas no país do Benelux, particularmente entre os jovens belgas, conforme noticiado pela mídia.
Uma pesquisa realizada pela Autoridade de Serviços e Mercados Financeiros da Bélgica (FSMA) mostrou que 43% dos investidores belgas com menos de 29 anos já compraram criptomoedas. A participação desses investidores sobe para 45% na faixa etária abaixo de 30 anos.
Bancos europeus entram em massa no mercado de criptomoedas
Ao optar por entrar no mercado de criptomoedas, o KBC se junta a outras instituições bancárias europeias que estão preparando movimentos semelhantes.
o Deutsche Bank está finalizando seu projeto para lançar um serviço de custódia de criptomoedas em 2026. Em outra reportagem desta semana, a agência de notícias revelou que o gigante alemão Sparkassen-Finanzgruppe permitirá que os usuários de seu aplicativo bancário negociem criptomoedas dentro de um ano.
Enquanto isso, um dos principais bancos da Itália, o UniCredit, está lançando um certificado de investimento em dólares com prazo de cinco anos, atrelado ao ETF iShares Bitcoin Trust da BlackRock. O produto é voltado para clientes profissionais e oferece proteção de capital no vencimento.
O Grupo KBC, o segundo maior banco-seguradora belga, concentra-se na prestação de serviços a clientes privados e pequenas e médias empresas na Bélgica, mas também em vários mercados em desenvolvimento na Europa Central e Oriental, incluindo Bulgária, República Checa, Hungria e Eslováquia.
Os participantes do setor financeiro na região da Europa Central e Oriental também têm testemunhado um interesse crescente em oportunidades de investimento em criptomoedas. Em resposta, a maior seguradora da Polônia, a PZU, anunciou em maio a oferta de um Bitcoin que dará aos investidores poloneses exposição à principal criptomoeda, de acordo com as normas da UE.
A iniciativa da PZU surge apesar dos desafios decorrentes da implementação tardia das regulamentações europeias mais recentes no país. Um esforço renovado em Varsóvia para transpor a legislação da UE para a lei nacional agitou a comunidade cripto local.
Membros do setor temem que os padrões que o governo polonês está elaborando sejam, na verdade, mais rigorosos do que o MiCA, indo além do que Bruxelas prescreve. Representantes do setor de criptomoedas alertam que as futuras regulamentações polonesas favorecem grandes empresas estrangeiras, enquanto forçam as pequenas empresas nacionais de criptomoedas a buscar condições mais favoráveis no exterior.
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