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O Irã alerta seus cidadãos para que excluam o WhatsApp, alegando que a Meta, empresa de Zuckerberg, compartilha dados com a inteligência israelense

Neste post:

  • O Irã orientou seus cidadãos a desinstalarem o WhatsApp, acusando a Meta de compartilhar dados de usuários com a inteligência israelense.
  • O WhatsApp negou as alegações, afirmando que todas as mensagens são criptografadas de ponta a ponta e nenhum dado é compartilhado.
  • O Irã está restringindo o acesso à internet, provavelmente para bloquear o fluxo de informações e prevenir ataques cibernéticos.

O Irã orientou seus cidadãos na terça-feira a desinstalarem o WhatsApp de seus celulares, alertando que a Meta — empresa de tecnologia americana dirigida por Mark Zuckerberg — está entregando informações pessoais aos serviços de inteligência israelenses. 

Este alerta veio diretamente da emissora estatal do Irã, em meio à intensificação dos ataques verbais e militares contra Israel no país.

A reportagem alegou que aplicativos da Meta, incluindo WhatsApp e Instagram, estão coletando dados de usuários, como localização e informações de contato, marcando nomes e repassando tudo para Israel. A emissora chamou Israel de "inimigo sionista". Não apresentaram provas.

A Meta reagiu rapidamente. O WhatsApp divulgou um comunicado chamando as alegações de "falsas" e afirmando que nada daquilo era verdade. "Tememos que esses relatos falsos sejam usados ​​como desculpa para bloquear nossos serviços em um momento em que as pessoas mais precisam deles", disse a empresa.

O WhatsApp explicou que todas as conversas são protegidas com criptografia de ponta a ponta, o que significa que nem mesmo a empresa consegue ler as mensagens. "Todas as mensagens que você envia para familiares e amigos no WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que ninguém, exceto o remetente e o destinatário, tem acesso a essas mensagens, nem mesmo o WhatsApp."

Autoridades interrompem a internet em meio a crescentes temores de ataques cibernéticos

O acesso à internet em todo o Irã entrou em colapso. Páginas travam, chamadas caem e mensagens não são entregues. Comentaristas dentro e fora do país afirmaram que não é coincidência. O governo está restringindo a internet novamente, e a população iraniana está percebendo. A lentidão é generalizada, não aleatória.

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Analistas afirmaram que essa provavelmente é a maneira que o governo encontrou para controlar a disseminação de informações durante um período tenso de atividade militar. O Irã também está preocupado com possíveis ciberataques vindos de Israel, e alguns acreditam que o Estado está restringindo o acesso para reduzir o risco de infiltração.

A Meta não se limitou a negar as acusações de espionagem. A empresa afirmou que sequer traclocalizações precisas. O WhatsApp também declarou que não escaneia nem armazena mensagens e que não possui nenhum acordo para enviar “informações em massa a qualquer governo” 

O sistema de criptografia, que protege todas as mensagens entre o remetente e o destinatário, foi projetado para impedir que até mesmo agências de espionagem acessem as conversas. A resposta da Meta veio poucas horas após a acusação do Irã, mas a emissora continuou repetindo as alegações em diversos programas naquele dia.

A verdadeira questão não se resume ao WhatsApp. Trata-se de como o Irã está tentando controlar narrativas e suprimir a comunicação. Os alertas da emissora estatal surgiram em um momento em que o Irã enfrenta um risco real de escalada com Israel e os Estados Unidos. 

O WhatsApp e o Instagram são os aplicativos mais populares do país. Apesar dos bloqueios constantes e da lentidão, os iranianos ainda os utilizam para enviar mensagens, publicar atualizações e divulgar notícias. O governo sabe disso. É por isso que o alerta foi emitido agora, e não antes.

Khamenei ameaça os EUA enquanto Trump pede rendição incondicional

O Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, levou o conflito para além das plataformas tecnológicas. Na quarta-feira, ele advertiu os Estados Unidos de que qualquer ação militar teria consequências severas. 

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“Qualquer entrada militar americana resultará, sem dúvida, em danos irreparáveis”, disse ele, em declarações confirmadas pela NBC News. Khamenei acrescentou que o Irã jamais cederá à pressão. “O povo iraniano se oporá firmemente a uma guerra imposta, assim como se oporá firmemente a qualquer paz imposta. Esta nação jamais se renderá à imposição de quem quer que seja.”

Khamenei afirmou que os iranianos não podem ser forçados a se render. Odent Donald Trump escreveu na terça-feira no Truth Social que a paciência dos EUA está "se esgotando". Ele chamou Khamenei de "alvo fácil" e acrescentou: "Não vamos eliminá-lo (matá-lo!), pelo menos não por enquanto."

Trump disse que não quer mísseis sendo lançados contra civis ou tropas americanas, mas deixou claro o que o governo quer de Teerã: “RENDIÇÃO INCONDICIONAL!”

Quanto à situação do WhatsApp, o governo ainda não proibiu o aplicativo oficialmente. Mas o aviso transmitido pela TV estatal pode ser o primeiro passo. O Irã já proibiu o Instagram no passado.

E tem havido discussões dentro do parlamento sobre a possibilidade de tornar o bloqueio do WhatsApp permanente, a menos que a Meta compartilhe dados internos com autoridades iranianas. A Meta afirmou que não fará isso. A empresa não comentou se espera uma proibição total, mas a tensão não está diminuindo.

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