Cinco comissários votaram sobre a possibilidade de processar Musk. A ação decorre do processo movido pela SEC contra ele por supostamente não ter declarado corretamente a aquisição de ações do Twitter em 2022, antes de tentar comprar a empresa. Segundo relatos, quatro deles votaram a favor, e apenas o comissário da SEC, Mark Uyeda, votou contra.
O inesperado foi que a republicana Hester Peirce votou a favor. No entanto, nem Uyeda nem Peirce concordaram com o que a SEC queria que Musk fizesse: abrir mão de US$ 150 milhões em suposto enriquecimento ilícito, além de uma multa.
⚖️🐦 A SEC votou por 4 a 1 para processar Elon Musk pela divulgação de suas ações no Twitter antes da posse de Trump
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-PiQ (@PiQSuite) 24 de março de 2025
Segundo a legislação americana, investidores que acumulam uma participação superior a 5% das ações em circulação de uma empresa devem divulgar essa posição em até 10 dias. Quando Musk tornou isso público em abril de 2022, o preço das ações do Twitter subiu 27% em relação ao fechamento anterior.
A SEC afirma que Musk conseguiu economizar US$ 150 milhões na compra do Twitter porque anunciou a aquisição publicamente apenas 21 dias após a compra. Isso lhe permitiu comprar mais ações a preços mais baixos.
Segundo relatos, dias antes da votação, Uyeda pediu aos agentes da lei que trabalhavam no caso Musk que assinassem documentos afirmando que o caso não era político. De acordo com fontes que falaram à Reuters, os funcionários se recusaram a assinar a declaração porque isso não é comum na SEC.
Musk tem adiado o caso
A SEC processou Musk em 14 de janeiro, uma semana após a votação favorável de 4 a 1 naquela semana. Os acionistas do Twitter também processaram Musk por fraude.
Fontes afirmam que os investigadores da agência apuraram se seria possível comprovar algum motivo para o atraso na apresentação da denúncia, o que poderia ter resultado em acusações mais graves. Eles também investigaram o momento em que a denúncia foi feita.
Musk afirmou que informou rapidamente a SEC sobre a participação acionária após perceber que havia interpretado erroneamente a regra de divulgação, e que a SEC acabou não apresentando nenhuma acusação alegando intenção.
A investigação demorou mais porque Musk continuou adiando. Ele concordou em ser interrogado duas vezes em 2022, mas depois recusou um terceiro interrogatório. Por isso, a SEC pediu a um juiz que o obrigasse a apresentar mais provas. Ele compareceu em 3 de outubro de 2024, mas a disputa que se arrastou por um ano impediu que o problema fosse resolvido antes das eleições.
Será que isso seria algum tipo de estratégia? Howard Fischer, sócio do escritório de advocacia Moses & Singer, que trabalhou em duas administrações, disse: “Eles poderiam ter divulgado a informação mais perto do momento em que o ocorrido aconteceu […] Mas divulgá-la no último minuto – literalmente – tira a credibilidade. Isso é problemático matic qualquer agência, especialmente quando se trata de uma questão tão obviamente politizada.”
Portanto, a SEC tentou chegar a um acordo com Musk em dezembro, um mês antes de iniciar o processo. A SEC afirmou ter dado a Musk 48 horas para resolver a investigação pagando uma multa ou enfrentando acusações civis. As duas partes não conseguiram chegar a um acordo.
Claramente, o adiamento não funcionou, e a SEC, de alguma forma, reabriu o caso. Por quê? Segundo Robert Frenchman, do escritório de advocacia Dynamis, em Nova York: “Certamente não é a violação do século, mas se nos importamos com mercados justos e com a aplicação justa da lei, seria humilhante para a SEC, uma agência ferozmente independente dent dar a impressão de estar recuando.”
Há alguns dias, Elon Musk recebeu uma intimação judicial. O documento informava que a intimação civil foi entregue a Musk em 14 de março nos escritórios da SpaceX em Brownsville, Texas. O oficial de justiça relatou que, ao chegar ao prédio da SpaceX, três seguranças diferentes se recusaram a aceitar os documentos, e um deles chegou a dizer que ele estava infringindo a lei. Ele largou os documentos e foi embora enquanto os seguranças tiravam fotos dele e de seu carro.
Líderes de mercado voltam a investir em publicidade com a X
Um novo relatório afirma que a rede social de Musk, X (anteriormente conhecida como Twitter), conseguiu se recuperar de uma grande queda em seu valor. A empresa agora vale novamente US$ 44 bilhões. Essa é uma grande mudança para a plataforma, já que seu valor caiu após Musk pagar US$ 44 bilhões para comprar o Twitter em 2022. De fato, a Fidelity havia reduzido seu valor em 72% até dezembro.
Como se recuperou? O estudo afirma que o retorno dos principais anunciantes é um dos principais motivos para a valorização do X. Por exemplo, líderes de mercado como Apple e Amazon voltaram a investir no site, o que está ajudando a recuperar a receita após a queda.
Além disso, segundo a Bloomberg, investidores, incluindo Musk, injetaram cerca de US$ 1 bilhão em ações adicionais na rede social. De acordo com a reportagem, a Darsana Capital Partners participou da rodada de investimento e também adquiriu parte da dívida da X. Isso aconteceu recentemente.

