A Indonésia convoca o TikTok e a Meta, exigindo que tomem medidas contra conteúdo prejudicial

- O governo convocou as duas plataformas de mídia social por desinformação.
- A Indonésia vivenciou protestos públicos devido à disseminação de informações falsas e desinformação.
- A Indonésia quer que as plataformas de redes sociais melhorem a moderação de conteúdo.
O governo da Indonésia solicitou às plataformas de redes sociais Meta e TikTok que intensifiquem a moderação de conteúdo prejudicial, incluindo desinformação, que geralmente se espalha por meio de suas plataformas.
O Ministério das Comunicações e Assuntos Digitais (Komdigi) revelou ter convocado representantes do TikTok, bem como da Meta Platforms (empresa controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram), para tratar da desinformação e das notícias falsas que circulam em suas plataformas. Essa medida surge em um contexto em que a crescente utilização das redes sociais como fonte de informação também tem alimentado a desinformação e a informação falsa, permitindo que elas se proliferem.
A desinformação desencadeou protestos públicos na Indonésia
Segundo relatos, a medida do governo indonésio surge na sequência de manifestações populares realizadas na segunda-feira. O vice-ministro da Komdigi, Angga Raka Prabowo, declarou à Reuters que a desinformação disseminada nas redes sociais irritou as comunidades, resultando em protestos públicos na segunda-feira, 25 de agosto.
Iniciativas de monitoramento da Komdigi mostram que a maior parte do conteúdo de desinformação é amplamente disseminado no TikTok e no Instagram.
Com a intimação, o governo instou as plataformas a melhorarem a moderação de conteúdo e a agirem de forma mais proativa. TikTok e Meta correm o risco de suspensão e multas pesadas caso não cumpram as exigências do governo.
“Eles devem cumprir as regras porque nosso objetivo é proteger este país. As penalidades previstas nas regras incluem advertências, multas, suspensão temporária, revogação de acesso ou até mesmo a exclusão da lista de plataformastronregistradas”, disse Angga.
“O impacto (da desinformação) é o caos… E as pessoas não recebem informações precisas e completas”, acrescentou.
Isso ocorre porque alguns estudos mostraram que o TikTok, em particular, inaugurou uma nova era de desinformação online, expondo seus usuários, principalmente os jovens, a informações imprecisas.
O jornal The Guardian realizou uma investigação e descobriu que, quando usuários do TikTok pesquisavam vídeos populares sobre saúde mental, mais da metade deles continha informações incorretas. Essas informações variavam de conselhos inofensivos, como consumir laranjas no chuveiro para aliviar a ansiedade, a informações perigosas e tratamentos duvidosos sobre saúde mental.
A Indonésia planeja convocar outras plataformas sociais
Segundo uma reportagem da Reuters, o governo indonésio também pedirá às plataformas que excluam esse tipo de conteúdo, incluindo tudo relacionado a pornografia e jogos de azar online.
Embora estejam agendadas reuniões separadas com a Meta e o TikTok para esta semana, Angga revelou que o governo também estenderá um convite à plataforma X de Elon Musk e ao YouTube.
Tanto o TikTok quanto o Meta contam com mais de 100 milhões de contas cada, sediadas na Indonésia, um dos maiores países do mundo.
Angga citou alguns casos de desinformação no país, incluindo um vídeo deepfake da Ministra das Finanças, Sri Mulyani Indrawati, dizendo que os professores eram um fardo para o país.
Ele acrescentou que alguns conteúdos rotularam erroneamente imagens antigas de tumultos na capital Jacarta como sendo recentes. Angga se referia aos protestos públicos de segunda-feira, quando centenas de pessoas entraram em confronto com a polícia e foram presas. Alguns dos manifestantes tinham menos de 18 anos e protestavam contra os salários e benefícios excessivos concedidos aos membros do parlamento.
Segundo Angga, a Comissão de Proteção à Criança revelou que alguns dos jovens detidos se juntaram às manifestações depois de assistirem a vídeos do TikTok que convocavam protestos.
A disseminação de desinformação nas redes sociais não é exclusiva da Indonésia. Pesquisadores do MIT descobriram que notícias falsas podem se espalhar até 10 vezes mais rápido do que notícias verdadeiras nas redes sociais.
Os pesquisadores também indicaram que, quando postagens explosivas e desinformativas se tornam virais, suas correções não são tão amplamente visualizadas ou acreditadas.
Em Taiwan, o governo acusou a China, no início deste ano, de usar inteligência artificial para disseminar desinformação e dividir a população taiwanesa, segundo o Departamento de Segurança Nacional da ilha.
As mentes mais brilhantes do mundo das criptomoedas já leem nossa newsletter. Quer participar? Junte-se a elas.
CURSO
- Quais criptomoedas podem te fazer ganhar dinheiro?
- Como aumentar a segurança da sua carteira digital (e quais realmente valem a pena usar)
- Estratégias de investimento pouco conhecidas que os profissionais utilizam
- Como começar a investir em criptomoedas (quais corretoras usar, as melhores criptomoedas para comprar etc.)














