A polícia indiana prendeu um homem natural de Calcutá por aplicar um golpe em investidores inocentes, causando um prejuízo de 1,5 crore de rúpias (aproximadamente US$ 180.000). De acordo com a polícia de Bidhannagar, o homem de 26 anos, de Ahmedabad, foi preso por seu envolvimento em um esquema de fraude com criptomoedas ocorrido em 2023.
O réu, Harshik Mukeshbhai Patel, foi preso em Chandkheda, no distrito de Gandhinagar, em Gujarat. Segundo informações, por ordem judicial, ele foi transferido para Calcutá, onde ficará detido. A prisão ocorreu em conexão com um caso registrado em 15 de setembro de 2023 na Delegacia de Polícia de Crimes Cibernéticos de Bidhannagar, com base em uma denúncia feita por Aurobinda Maji, de 34 anos, residente dent Calcutá.
Polícia indiana prende suspeito por envolvimento em golpe de investimento em criptomoedas
Segundo a denúncia apresentada por Maji, ele foi enganado por uma plataforma falsa de investimento em criptomoedas que prometia ganhos exorbitantes. A plataforma fornecia aos seus usuários uma carteira onde podiam depositar fundos e acompanhar o rápido crescimento dos seus investimentos. Essa prática é típica da maioria dos golpistas, que prometem altos retornos a usuários desavisados como forma de convencê-los a investir em sua plataforma fraudulenta.
A polícia indiana informou que o golpe, realizado sob o pretexto de negociação de criptomoedas, envolveu o uso de múltiplas contas bancárias pelos criminosos para roubar fundos da plataforma. Os fraudadores operavam uma plataforma online bem elaborada e com aparência profissional, idêntica à interface da maioria das carteiras de criptomoedas e sites de negociação legítimos.
Os investidores foram aconselhados a investir em diversos ativos digitais, uma tática típica de criminosos para diversificar seus fundos. Dessa forma, mesmo que perdessem dinheiro negociando um ativo, ainda poderiam ser vinculados ao grupo criminoso por meio de outros investimentos em outros ativos digitais. Segundo relatos, os golpistas chegaram a oferecer lucros garantidos sobre os investimentos, que variavam de 10% a 25% em poucos dias.
Investigadores da polícia indiana disseram que tracparte do valor roubado pelas vítimas, cerca de 200 mil rúpias (aproximadamente US$ 2.400), até uma conta do IDFC First Bank em nome de Patel. O dinheiro foi transferido para a conta por meio de um sistema de pagamento eletrônico de segunda linha (Layer 2) e sacado em um caixa eletrônico logo após o depósito, informou a polícia indiana.
Durante a prisão, a polícia indiana apreendeu itens não divulgados que acreditava estarem ligados às transações financeiras. "Acreditamos que Patel possa fazer parte de uma rede maior envolvida em golpes semelhantes de investimento digital e continuamos a investigação para tracoutros beneficiários e cúmplices", disse um oficial sênior da Delegacia de Polícia de Bidhannagar.
O número de crimes relacionados a ativos digitais na Índia aumentou nos últimos dias. Um golpe fez com que um homem perdesse cerca de 1,67 crore de rúpias (aproximadamente US$ 200.000) pelo WhatsApp. A vítima entrou em contato com o golpista, que se passou por uma possível noiva em um site de encontros. O golpista começou a conversar com a vítima em 11 de abril, alegando trabalhar em uma empresa de negociação de criptomoedas com sede em Singapura.
A vítima teria inicialmente enviado cerca de US$ 583 para investir na plataforma, obtendo um lucro de US$ 100 nessa única transação. Esse lucro foi suficiente para convencê-la a transferir grandes quantias para o golpista na esperança de obter mais lucros. "Após a primeira transferência, o aplicativo mostrou um lucro instantâneo de 8.300 rúpias. Atraída pelos retornos, continuei a 'investir' mais dinheiro na plataforma por meio de múltiplas transferências bancárias e pagamentos via UPI", disse a vítima.

