Os crescentes laços econômicos da Rússia com a China estão defi a economia global, demonstrando uma parceria tron
Vamos analisar essa aliança em detalhes para entender suas interações e movimentos estratégicos, e o que eles significam.
Resiliência russa em Wenzhou
Um gerente de fábrica chinês observava seus clientes russos comemorando em um bar de karaokê em Wenzhou. Eles festejaram muito, cantando e dançando até depois da meia-noite, eufóricos com os negócios que haviam fechado.
Esses russos haviam mudado para as válvulas industriais da Chen — mais baratas do que as que costumavam comprar na Europa —, importantes para os setores de petróleo e mineração.
Com as opções europeias bloqueadas devido às sanções impostas pela invasão da Ucrânia por Putin em 2022, essa mudança para produtos chineses simboliza uma transformação econômica mais ampla.
Encontros estratégicos e comércio em ascensão
Esta semana, a camaradagem entre Putin e Xi Jinping ficará evidente em Pequim. Este não é um encontro qualquer; é o 43º, o que demonstra a profundidade da relação entre os dois.
Apesar das sanções ocidentais, seus laços econômicos permanecemtron, com o comércio bilateral atingindo US$ 240 bilhões — um aumento de 26% em relação ao ano anterior.
A China tornou-se um ator fundamental, enviando mercadorias como carros e smartphones para a Rússia e importando grandes quantidades de energia russa.
Apesar das garantias da China de que não fornecerá armas letais, o país tornou-se um canal essencial para o fornecimento de bens vitais para o setor de defesa da Rússia.
Esse desenvolvimento chamou a atenção dos EUA, com autoridades como Antony Blinkin e Janet Yellen alertando a China contra o auxílio aos esforços militares da Rússia.
Os laços econômicos são movimentos estratégicos da China para reposicionar a dinâmica do poder global a seu favor, desafiando a ordem liderada pelos EUA.
Laços tecnológicos e alinhamentos globais
Em 2023, uma grande parte das importações de tecnologia da Rússia, especialmente de bens de alta tecnologia de dupla utilização, veio da China, representando 60% do total de suas importações de tecnologia.
Isso inclui US$ 3,9 bilhões em equipamentos de telecomunicações e compras substanciais de microprocessadores e equipamentos de laboratório.
Curiosamente, a maior parte dessa tecnologia tem origem no Ocidente, mas chega à Rússia por meio de intermediários chineses, explorando brechas nas normas de conformidade ocidentais.
A colaboração vai além da economia, abrangendo também estratégias geopolíticas. A próxima visita de Putin à China, a segunda em menos de um ano, sinaliza a inimizade comum entre os dois países contra o Ocidente.
Os líderes estão usando a posição de seus países para contrabalançar a influência americana, especialmente porque os EUA enfrentam críticas por suas ações em Gaza e por sua política externa em geral.
A coordenação entre eles édent à medida que lidam com as pressões internacionais e se alinham com outras nações, como o Irã e a Coreia do Norte, que também se opõem às políticas americanas.
Essa aliança é fortalecida pela cooperação econômica, militar e tecnológica, visando criar um eixo de poder alternativo.
Então, sim, com a chegada de Putin à China, após garantir mais um mandato que estende seu governo até 2030, as discussões provavelmente se concentrarão no fortalecimento da soberania conjunta, da integridade territorial e da segurança.
Espera-se que as conversas abordem avanços em indústrias de alta tecnologia, exploração espacial, energia nuclear e recursos renováveis, refletindo seu compromisso em estreitar laços em áreas inovadoras.

