Em um desenvolvimento recente, Jessica Rosenworcel, presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), propôs classificar como ilegais as chamadas com vozes geradas por inteligência artificial (IA). As regulamentações e penalidades pretendidas estariam sob a jurisdição da Lei de Proteção ao Consumidor Telefônico (TCPA). Essa iniciativa da presidente da FCC surge na sequência de um incidente alarmante dent que vozes geradas por IA foram usadas para disseminar uma mensagem falsa, imitando a voz do presidente dos EUA, dent Biden.
Presidente da FCC propõe proibição de vozes geradas por IA
As mensagens falsas aconselhavam osdentde New Hampshire a não participarem das eleições primárias do estado, com o objetivo aparente de interferir nas eleiçõesdentde 2024. As ligações automáticas, com uma imitação da voz dodent Biden, foram rapidamente sinalizadas como desinformação pelo gabinete do procurador-geral do estado.
Em resposta ao crescente problema das chamadas automáticas automatizadas por inteligência artificial, a proposta da presidente da FCC, Rosenworcel, busca invocar a TCPA (Lei de Proteção ao Consumidor Telefônico), uma lei de 1991 criada para regulamentar chamadas políticas e de marketing automatizadas feitas sem o consentimento do destinatário. O principal objetivo da TCPA é proteger os consumidores de comunicações indesejadas e intrusivas, incluindo chamadas de telemarketing não solicitadas e mensagens automatizadas.
A frequência dessas ligações aumentou significativamente nos últimos anos, à medida que os avanços tecnológicos permitem a imitação enganosa de vozes de celebridades, figuras políticas e até mesmo familiares. Se aprovada, a proposta da presidente da FCC, Rosenworcel, daria aos procuradores-gerais de todo o país ferramentas adicionais para processar os responsáveis por essas ligações automáticas maliciosas e aplicar as devidas consequências legais.
A iniciativa da presidente da FCC surge na sequência do Aviso de Inquérito publicado pela agência em novembro de 2023, que solicitou informações sobre como lidar com chamadas automáticas ilegais e o potencial envolvimento da IA. O inquérito aprofundou-se no papel da IA em golpes, imitação de voz e se esta deveria estar sujeita à regulamentação da TCPA (Lei de Proteção ao Consumidor Telefônico). Além disso, a presidente da FCC observou que a empresa pretende obter informações sobre como a IA pode ser utilizada de forma positiva, particularmente no reconhecimento e prevenção de chamadas automáticas ilegais.
Panorama da IA e respostas legislativas
Em uma escala mais ampla, a Casa Branca divulgou um documento informativo delineando as principais ações sobre IA em 29 de janeiro, três meses após a ordem executiva dodent Biden sobre IA. O documento reconheceu o “progresso substancial” em direção ao mandato dodentde “proteger os americanos dos riscos potenciais dos sistemas de IA”
O surgimento dos deepfakes, conteúdo gerado por IA que pode ser altamente enganoso, tem gerado preocupações. O Fórum Econômico Mundial, em seu 19º Relatório de Riscos Globais, destacou os resultados adversos associados às tecnologias de IA. As preocupações vão além dos Estados Unidos, já que o Serviço Canadense de Inteligência de Segurança (CSIS), principal agência de inteligência nacional do Canadá, expressou preocupação com campanhas de desinformação que utilizam deepfakes gerados por IA na internet.
Em resposta aos desafios mais amplos impostos pelo conteúdo gerado por IA, legisladores dos Estados Unidos têm defendido uma legislação que criminalize a produção de imagens deepfake. Esse apelo surge na sequência da ampla circulação de fotos falsas e explícitas de celebridades, como Taylor Swift. A interseção entre IA e tecnologias de comunicação levanta desafios complexos, que exigem um equilíbrio entre inovação e regulamentação.
À medida que a IA continua a evoluir, legisladores, reguladores e agências de aplicação da lei enfrentam o desafio de adaptar os marcos legais para lidar com o potencial uso indevido dessas tecnologias. A proposta de classificar por IA como ilegais sob a legislação existente representa um passo proativo para abordar as crescentes preocupações em torno das chamadas automáticas enganosas e as implicações mais amplas da IA na comunicação.

