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Elon Musk entra em guerra com a Apple por causa de satélites

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
  • Elon Musk e a Apple estão disputando o espectro de satélite para viabilizar serviços de telefonia celular baseados no espaço.

  • A SpaceX pediu à FCC que bloqueasse a expansão dos satélites Globalstar da Apple, alegando ser um desperdício de frequências de rádio.

  • A Apple e a SpaceX chegaram a um acordo para permitir que o serviço Starlink-T-Mobile funcione em iPhones mais recentes neste verão.

Elon Musk agora está em conflito com a Apple pelo controle dos sinais de celular no espaço, e a situação já está ficando tensa. A disputa começou por causa do espectro — as ondas de rádio limitadas usadas para enviar dados — e se transformou em uma guerra declarada entre a SpaceX e a Apple, segundo o The Wall Street Journal.

A Apple está investindo bilhões para manter os iPhones conectados mesmo quando não há sinal. Elon Musk, por meio da Starlink, já lançou mais de 550 satélites com o mesmo propósito. Agora, ambos almejam o domínio dos céus.

O problema, porém, é que o espectro é finito, e ambas as empresas querem mais para transmitir seus serviços via satélite. Foi aí que a disputa começou. A Apple está apoiando uma grande expansão de sua rede de satélites pela Globalstar, uma operadora americana, mas a SpaceX pediu aos órgãos reguladores dos EUA que a interrompessem.

A empresa entrou com um pedido na FCC para bloquear a solicitação da Globalstar de acesso a mais espectro, alegando que as ondas de rádio usadas para enviar mensagens de emergência de iPhones são "subutilizadas"

Elon Musk entra em guerra com a Apple por causa de satélites
Elon Musk apresenta a espaçonave Dragon V2 da SpaceX na sede da SpaceX em Hawthorne, Califórnia. Fonte: Foto AP/Jae C. Hong, Arquivo

Apple e SpaceX entram em conflito sobre espectro e acesso

Mas não se trata de uma mera rivalidade tecnológica. É algo pessoal também. Fontes familiarizadas com a situação teriam dito ao Wall Street Journal que Elon Musk estava irritado com as investidas agressivas da Apple no setor espacial. O conflito atingiu novos patamares quando a SpaceX e a T-Mobile pediram à Apple permissão para disponibilizar o serviço Starlink para iPhones.

As negociações entre as empresas ficaram acaloradas, mas finalmente chegaram a um acordo. O resultado: neste verão (do hemisfério norte), a T-Mobile e a SpaceX lançarão seu serviço de satélite para iPhones mais recentes. Ele aparecerá como um sinal nativo, igual a qualquer outro sinal de operadora. Mas a Apple ainda controla o software do iPhone e não abrirá mão desse poder.

A Apple e a SpaceX já conversaram sobre conectar iPhones diretamente à Starlink, mas nada se concretizou. Enquanto isso, ambas as empresas precisam uma da outra. A Globalstar, parceira da Apple, utiliza a SpaceX para lançar os satélites que irão viabilizar o serviço de mensagens de texto via satélite da Apple. E a SpaceX, juntamente com a T-Mobile, precisa ter acesso aos iPhones para que sua rede de satélites funcione para os usuários.

Nos bastidores, porém, não há paz. Adrian Perica, vice-dent de desenvolvimento corporativo da Apple, tem estado no centro das negociações. Pessoas envolvidas disseram que ele tem sido o responsável por dialogar com a SpaceX para tentar apaziguar os ânimos. Mas a relação ainda é instável.

No ano passado, a Apple investiu mais de US$ 1 bilhão na Globalstar para construir uma rede de satélites de última geração. Essa atualização é fundamental para o novo recurso da Apple, que permite aos usuários do iPhone enviar mensagens de texto, ligar para o serviço de emergência ou solicitar assistência na estrada em locais sem sinal. "Esses recursos de satélite foram projetados para complementar as ofertas das operadoras", afirmou a Apple em um comunicado. "Essa tecnologia já ajudou a salvar vidas."

A Tesla e a Apple disputaram engenheiros quando ambas trabalhavam em carros autônomos. Mais recentemente, a Apple e o aplicativo X (antigo Twitter), de Elon Musk, entraram em conflito pelo controle da loja de aplicativos e pela verba publicitária. O X depende da Apple para distribuição no iOS e para publicidade. E Elon já se cansou disso.

Em um comício na Filadélfia, em outubro de 2024, durante a campanha para Donald Trump, Elon Musk disse: “A ideia de criar um telefone me dá vontade de morrer. Mas se tivermos que criar um telefone, criaremos”. Pessoas próximas a ele disseram que ele já pensou seriamente em criar seu próprio dispositivo. A questão é simples: ele não quer que a Apple decida como aplicativos como o X são usados ​​ou baixados.

Não será fácil. Entrar no mercado de smartphones significa enfrentar a Apple e a Samsung, que juntas controlam cerca de 40% do mercado. Analistas dizem que seria quase impossível quebrar esse nível de domínio sem gastar bilhões.

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