A China ameaça processar a Huawei devido às proibições americanas de fornecimento de chips

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A China ameaçou processar qualquer pessoa que faça cumprir as restrições impostas pelos EUA à Huawei no setor de semicondutores.
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Pequim afirma que essa aplicação da lei viola sua Lei Anti-Sanções Estrangeiras e prejudica seus interesses tecnológicos.
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As negociações entre os EUA e a China continuam apesar das crescentes tensões em relação à Huawei e aos controles de exportação.
A China acaba de traçar uma linha divisória legal. Na quarta-feira, o Ministério do Comércio anunciou que poderá tomar medidas legais contra qualquer indivíduo ou empresa que siga as restrições dos Estados Unidos aos chips da Huawei, alegando que tal aplicação viola a lei chinesa.
O alerta não partiu de algum comitê secreto, mas sim de uma declaração oficial divulgada pelo ministério, de acordo com informações fornecidas no relatório original.
A ameaça legal surge dias depois de o Departamento de Comércio dos EUA ter divulgado um documento afirmando que a utilização de semicondutores da Huawei "em qualquer lugar do mundo" poderia infringir as normas de exportação americanas. Essa redação já foi revista.
O documento atualizado, datado de 13 de maio, altera a redação para afirmar que o uso dos chips Huawei Ascend "representa o risco" de violar os controles de exportação dos EUA. Mas Pequim não aceitou a mudança de posição, e autoridades locais afirmam que o governo Trump já prejudicou as frágeis negociações entre os dois países.
Pequim adverte empresas sobre os perigos de seguir ordens dos EUA
Em comunicado, o Ministério do Comércio afirmou que qualquer pessoa ou grupo que ajude a implementar as restrições impostas pelos EUA à Huawei Technologies Co. será considerado como violador da Lei Anti-Sanções Estrangeiras da China.
O ministério não explicou quais punições os infratores enfrentarão, mas afirmou que eles “devem arcar com as responsabilidades legais correspondentes”. Essa lei, introduzida em 2021, permite que Pequim retaliar contra sanções que considere injustas ou politicamente motivadas.
“A China acredita que os EUA abusam dos controles de exportação para conter e reprimir a China, o que viola o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”, afirmou o ministério. Autoridades alegam que a proibição dos chips da Huawei prejudica o desenvolvimento do país e suas empresas de tecnologia.
Os chips Ascend da Huawei são usados em sistemas de inteligência artificial, e a proibição dos EUA não se trata apenas de bloquear as exportações. Trata-se de impedir seu uso globalmente. É por isso que a expressão original – “em qualquer lugar do mundo” – soou o alarme em Pequim.
Embora os EUA tenham alterado essa parte da orientação posteriormente, a China deixou claro que considera a mensagem inalterada. Essa crescente pressão legal surge justamente no meio do que se supunha ser um degelo nas tensões comerciais entre EUA e China.
No início deste mês, ambos os lados realizaram reuniões de alto nível em Genebra, concordando com uma pausa de 90 dias em algumas tarifas. Mas muitas barreiras comerciais ainda estão em vigor. Agora, a tecnológica ameaça colapsar esse acordo temporário.
As negociações continuam apesar do crescente conflito tecnológico
Apesar de todos os atritos, os dois países continuam dialogando. No mesmo dia da ameaça de processo judicial, o vice-ministro das Relações Exteriores, Ma Zhaoxu, reuniu-se com David Perdue, o recém-nomeado embaixador dos EUA na China, e afirmou que a China deseja reconstruir os laços bilaterais.
Essa reunião ocorreu um dia depois de outra, na qual o governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, se reuniu com Timothy Geithner, ex-secretário do Tesouro dos EUA e atual presidente da Warburg Pincus.
O Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, também se reuniu com Kyung-wha Kang, CEO da Asia Society, ocasião em que afirmou que a China e os EUA devem priorizar a cooperação na região da Ásia-Pacífico como forma de melhorar as relações em geral.
Ainda assim, a tensão está aumentando nos bastidores. Wu Xinbo, que dirige o Centro de Estudos Americanos da Universidade de Fudan, disse que a recente mudança na orientação dos EUA mostra que “os dois lados ainda estão se comunicando, pelo menos em nível técnico”. Mas ele alertou que “nada é garantido” quando se trata de futuras negociações de alto nível.
Os EUA não estão pressionando a China em relação à tecnologia. Também acusam Pequim de fomentar o tráfico de fentanil para os EUA e exigem maior cooperação nessa área. Ao mesmo tempo, a China mantém firme seu controle sobre minerais críticos, necessários para tudo, desde veículos elétricos a sistemas de defesa.
A China não está se limitando apenas a ameaças. Ela também está expandindo seu arsenal jurídico. Além da Lei de Sanções Anti-Estrangeiras, possui uma Lista de Entidades Não Confiáveis, que visa empresas estrangeiras que prejudicam os interesses chineses.
E sua Lei de Controle de Exportações permite que o país bloqueie a venda de certos bens e tecnologias para compradores estrangeiros. Essas regras fazem parte de uma estratégia mais ampla de Pequim para combater a pressão dos EUA e proteger sua posição na corrida tecnológica global.
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