China adia fusão de US$ 35 bilhões com os EUA no setor de semicondutores, apesar da trégua

- O órgão regulador antitruste da China suspendeu a aprovação da fusão entre a Ansys e a Synopsys, avaliada em 35 bilhões de dólares.
- A pausa ocorre após o endurecimento das regras americanas para exportação de chips, o que tensionou as relações comerciais no setor de tecnologia.
- A complexidade do negócio e as preocupações regulatórias fizeram com que o processo ultrapassasse o prazo de 180 dias.
Uma fusão de semicondutores nos EUA, avaliada em US$ 35 bilhões, enfrenta atrasos depois que o órgão regulador antitruste da China suspendeu sua aprovação, dias após Washington endurecer as regras de exportação de chips, o que agravou as tensões comerciais.
Segundo o Financial Times, a Administração Estatal de Regulação do Mercado da China (SAMR) suspendeu a aprovação do acordo entre a Ansys, desenvolvedora de ferramentas de simulação de engenharia, e a Synopsys.
O acordo já havia sido aprovado nos Estados Unidos e na Europa e estava na fase final de análise da SAMR. Esperava-se que superasse o último obstáculo até o final de junho, acrescentaram as fontes.
Os atrasos decorrem de uma decisão do governo dos EUA, no final de maio, de proibir empresas americanas, incluindo a Synopsys, de vender determinados softwares de design de chips para a China. Essa medida tornou as aprovações na China mais difíceis, segundo uma fonte interna do Financial Times. Ainda assim, se a Synopsys conseguir sanar as preocupações do órgão regulador, a aprovação poderá ser concedida, observou a mesma fonte.
A complexidade do acordo pode estar contribuindo para o atraso
Uma segunda fonte alertou que a lentidão se deve mais à complexidade do acordo do que à disputa comercial mais ampla entre os EUA e a China. Originalmente, o cronograma da SAMR previa 180 dias para a revisão, mas esse processo já ultrapassou esse prazo.
Na teleconferência de resultados da Synopsys em 28 de maio, a diretora executiva Sassine Ghazi afirmou que a empresa estava "trabalhando em cooperação e negociando ativamente com a SAMR para obter a aprovação regulatória da China" e esperava concluir o negócio "no primeiro semestre deste ano"
Documentos da empresa revelam que o acordo de fusão tem uma data limite de 15 de janeiro de 2026. Se o negócio não for concluído até essa data, qualquer uma das partes poderá desistir sem penalidades.
O anúncio surge num momento em que autoridades americanas e chinesas tentam amenizar o impasse comercial.
Esta semana, o presidentedent Trump afirmou que ambos os lados concordaram em Londres em retomar a trégua tarifária inicialmente acordada em Genebra, em maio. Um alto funcionário da Casa Branca também sugeriu que Washington poderia flexibilizar algumas restrições à exportação de tecnologia caso Pequim acelere os embarques de minerais de terras raras.
Já existem indícios de que a proibição dos EUA pode ser atenuada. A Synopsys, que havia suspendido todas as vendas para clientes chineses, retomou recentemente os envios de propriedade intelectual e hardware. No entanto, as chamadastronde projeto de automação continuam proibidas.
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Noor Bazmi
Noor Bazmi contribui para a equipe de notícias Cryptopolitan e possui formação em Estudos de Mídia. Noor cobre notícias sobre blockchain, criptomoedas, inteligência artificial, grandes empresas de tecnologia, mercado de veículos elétricos, economia global e mudanças nas políticas governamentais. Ela está cursando Marketing para se conectar com o público global.
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