O mercado de criptomoedas está em baixa há quase um ano, mas mesmo nessa tendência de queda, sempre surgem notícias que garantem o potencial futuro desse mercado digital. Uma dessas notícias foi revelada em uma conferência realizada pelo site brasileiro Poder360 ontem, 12 de dezembro de 2022. Foi anunciado que o Banco Central do Brasil terá sua própria moeda digital, chamada CBDC, até 2024.
A notícia chamou a atenção do mundo todo, e como um dos maiores países da América do Sul está bem perto de aceitar transações com criptomoedas por meio de bancos nacionais, essa medida não só aumentará o número total de usuários de criptomoedas, como também o número de países com moedas digitais nacionais.
Brasil e CBDC
O Banco Central do Brasil apresentou a moeda digital em uma conferência na qual o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que, antes de iniciar o uso mais amplo da CBDC (moeda digital criada por um banco central), o Banco Central realizará um programa piloto em colaboração com algumas instituições financeiras. Além disso, ele acredita que essa iniciativa aumentará a inclusão de um público mais amplo no setor financeiro.
Ele acrescentou ainda que maior inclusão, custos mais baixos, intermediação, concorrência com menores barreiras de entrada, eficiência no controle de riscos, monetização de dados e tokenização completa de ativos de capital etrac: é isso que eles enxergam nessa economia digital no Brasil.
Muitas pessoas dentro da administração brasileira temem que o sistema tokenizado prejudique o balanço do Banco Central, mas odent garantiu que isso não afetará as políticas monetárias do sistema, pois adota todas as leis vigentes relacionadas a depósitos como herança.
Além disso, segundo Campos Neto, representantes do FMI entraram em contato com o banco central e deixaram comentários afirmando que essa estratégia parece ser a mais simples de adotar e que outros bancos centrais deveriam examiná-la mais a fundo.
Antes disso, um projeto de lei que regulamenta o uso de criptomoedas como forma de pagamento no Brasil foi promulgado pelo Congresso Nacional em 30 de novembro de 2022, o que poderá contribuir para o avanço da adoção de ativos digitais no país sul-americano.
No entanto, a lei, que ainda precisa da aprovação dodent, concederia legalidade aos pagamentos com criptomoedas para bens e serviços, mas não o status de moeda corrente. Isso implica que as instituições financeiras poderiam em breve começar a fornecer serviços de pagamento com criptomoedas, facilitando assim a compra e venda de produtos comuns por meio de criptomoedas, de forma semelhante ao uso atual de cartões de crédito ou outros serviços similares.
Países que emitiram suas próprias CBDCs
O Brasil não é o único país a emitir sua própria CBDC. Com essa emissão, o Brasil se junta à lista de Bahamas, Nigéria, Caribe Oriental e Jamaica, que também emitiram suas próprias moedas digitais. Diversas nações estão investigando a tecnologia, e algumas estão ainda mais determinadas a começar a utilizá-la como uma alternativa segura às criptomoedas, após a crise causada pelo colapso da corretora de criptomoedas FTX.
Considerações finais
O Brasil avançou significativamente em termos de adoção e regulamentação de criptomoedas por investidores. A maioria dos principais bancos e corretoras do país oferece atualmente alguma forma de exposição a investimentos em criptomoedas ou serviços similares, como custódia ou ofertas de tokens, e o país possui atualmente o maior número de ETFs de criptomoedas na América Latina.
que mais de 10 milhões de pessoas, ou 4,9% da população total do Brasil , possuam algum tipo de criptomoeda atualmente. Com sua própria CDBC, o país verá um aumento no número de usuários de criptomoedas nos próximos anos, o que impactará positivamente o mercado como um todo.
criptomoeda do rio brasil