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Brasil escolhe Visa e Santander para a próxima fase piloto de CBDC

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 2 minutos
Brasil escolhe Visa e Santander para a próxima fase piloto de CBDC
  • O Banco Central do Brasil selecionou a Visa, o Santander e outras 11 empresas para a próxima fase do seu projeto piloto de moeda digital (Real Digital).
  • Suas regulamentações sobre criptomoedas já são rigorosas, com novas medidas de conformidade tributária em vigor para monitorar as transações.
  • As carteiras digitais estão em plena expansão no Brasil, com quase metade dos consumidores utilizando-as, e fintechs como Binance e Mercado Bitcoin estão ampliando seus serviços.

O Banco Central do Brasil (BCB) selecionou 13 participantes para a próxima fase do seu programa piloto de CBDC, o Real Digital.

Em conjunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BCB divulgou os nomes dos projetos e empresas que participarão desta fase crítica de testes. 

Das 42 propostas de casos de uso submetidas, apenas 13 foram selecionadas. Esta fase tem como objetivo testar a infraestrutura, com foco especial em como os serviços financeiros funcionarão na plataforma piloto da Drex.

Esses serviços serão implementados por meio detracinteligentes gerenciados por terceiros. É aí que a verdadeira ação começa.

Em poucas semanas, o BCB informou que o desenvolvimento desses projetos selecionados terá início e todos os participantes se reunirão para definir as melhores maneiras de governar, implementar e testar soluções de privacidade nos serviços propostos.

O projeto piloto Drex agora conta com a participação direta de 16 grandes empresas no desenvolvimento e teste da plataforma. Desde a Visa até o Santander, todos estão envolvidos.

Além disso, há uma série de outros grandes nomes, incluindo o Banco de Crédito Brasileiro, o Banco Inter, o Itaú Unibanco e o Bradesco. Até mesmo gigantes da tecnologia como a Microsoft e o Google estão na disputa.

Alguns dos temas desta fase incluem crédito com garantia em CDBs (Certificados de Depósito Bancário), otimização do mercado cambial e financiamento de operações de comércio internacional.

O Banco Inter está investindo em financiamento comercial, enquanto a XP e a Visa estão focando na otimização do mercado cambial. Transações no agronegócio e negócios imobiliários também serão avaliados nesta fase.

Brasil reforça regulamentação de criptomoedas

Enquanto isso, a regulamentação de criptomoedas no Brasil também tem avançado de forma constante. Em junho de 2023, o governo promulgou uma nova lei chamada Marco Legal dos Ativos Virtuais. O Banco Central do Brasil (BCB) agora é responsável por garantir que as empresas de criptomoedas a cumpram.

O governo também tem acompanhado de perto o cumprimento das obrigações tributárias. Em junho, a Receita Federal brasileira solicitou que corretoras de criptomoedas estrangeiras esclarecessem suas operações no país.

Em 2023, os brasileiros possuíam mais de US$ 246 bilhões em criptoativos, um aumento acentuado em relação a 2022 e até mesmo ao otimista ano de 2021.

As carteiras digitais também estão se tornando cada vez mais populares no Brasil. Relatórios recentes mostram que quase metade dos consumidores brasileiros agora utiliza carteiras digitais para suas transações.

Essa tendência é particularmente surpreendente entre as gerações mais velhas. Cerca de 31% dos baby boomers relataram usar carteiras digitais para compras online, superando as gerações mais jovens em alguns casos.

Empresas locais como Binance e Mercado Bitcoin estão expandindo seus serviços, graças àtrondemanda por soluções de pagamento relacionadas a criptomoedas. 

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Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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