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Os EUA não gostarão da última decisão do Brasil sobre a responsabilidade das plataformas digitais

PorHannah CollymoreHannah Collymore 2 min de leitura
  • O Supremo Tribunal do Brasil decidiu que as plataformas de mídia social são legalmente responsáveis pelas publicações dos usuários. 
  • Agora, permite a remoção imediata de conteúdo prejudicial sem ordens judiciais prévias.
  • A decisão surge em meio ao aumento das preocupações com o conteúdo digital prejudicial, especialmente após os distúrbios de janeiro de 2023 em Brasília, destacando a necessidade de regulamentações mais rigorosas na internet.

O Supremo Tribunal do Brasil acaba de tomar uma medida que endurece a regulamentação das plataformas de mídia social. A decisão obrigará essas plataformas a assumir responsabilidade legal pelas postagens feitas pelos usuários. 

Graças à nova decisão do Supremo Tribunal do Brasil, plataformas de mídia social como Facebook, TikTok e X terão que tomar medidas imediatas para remover materiais como discurso de ódio, incitação à violência ou “atos antidemocráticos”, sem necessidade de autorização judicial prévia.

O Brasil tornou-se cada vez mais sensível em relação a conteúdo digital prejudicial, especialmente seu impacto nos jovens, e esta decisão é um efeito colateral disso.

https://twitter.com/bolsonarosp/status/1938714862739501299?s=46

A decisão do Supremo Tribunal do Brasil exige ação preventiva

Desde que a notícia da decisão foi divulgada, críticos emitiram avaliações contundentes, alguns alertando que isso poderia levar à censura prévia por parte dos grupos de tecnologia alvo da medida.

Há também a possibilidade de que a decisão alimente tensões com a administração do presidente Donald Trump, que já ameaçou impor restrições de visto a qualquer cidadão estrangeiro que se prove envolvido na censura de empresas e cidadãos americanos.

No mês passado, o Secretário de Estado Marco Rubio disse que Washington estava considerando sancionar um juiz do Supremo Tribunal do Brasil sob a Lei Magnitsky, que visa funcionários estrangeiros por corrupção ou abusos dos direitos humanos.

O juiz, Alexandre de Moraes, foi alvo de proibir temporariamente o X, anteriormente Twitter, no ano passado, após o proprietário bilionário se recusar a cumprir ordens judiciais que exigiam que ele suspendesse certas contas.

A decisão de quinta-feira abre oficialmente o caminho para que indivíduos brasileiros possam processar plataformas digitais se se recusarem a excluir conteúdo ilegal que lhes tenha sido comunicado.

No passado, aplicativos e sites assumiam apenas responsabilidade civil por danos causados por postagens de terceiros quando se recusavam a cumprir ordens judiciais para remover o conteúdo ofensivo.

Oito dos onze juízes já decidiram que a regra anterior “já não é suficiente para proteger os direitos fundamentais e a democracia”, daí a nova decisão.

Conservadores preocupados com a demanda do Brasil por regulamentação mais rigorosa da internet

Nos últimos tempos, tem havido chamados por uma regulamentação de internet mais rigorosa em O Brasil, especialmente após os distúrbios em Brasília em 8 de janeiro de 2023, que viram apoiadores do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro invadirem prédios do governo, exigindo um golpe militar.

Isso preocupa os conservadores na nação sul-americana, que afirmaram que a decisão, que entrará em vigor após a publicação oficial, terá um efeito considerável sobre a liberdade de expressão.

O deputado de direita Coronel Chrisóstomo disse à emissora local Jovem Pan que o Congresso terá que intervir se quiserem resistir à censura.

Os grupos de tecnologia também responderam friamente, com a Meta, empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp, expressando preocupação com as implicações que a decisão terá sobre a expressão, bem como sobre os milhões de empresas que dependem de seus aplicativos para crescimento e criação de empregos no Brasil.

“[Isso] traz incertezas jurídicas e terá consequências significativas para a livre expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil”, disse a Meta.

O Google expressou sentimentos semelhantes, afirmando que já havia manifestado “preocupações com mudanças que poderiam impactar a liberdade de expressão e a economia digital”, antes de acrescentar que estava analisando a decisão.

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Hannah Collymore

Hannah Collymore

Hannah é escritora e editora com quase uma década de experiência em redação de blogs e cobertura de eventos no espaço cripto. Na Cryptopolitan, Hannah contribui para a página de notícias, relatando e analisando os últimos desenvolvimentos nos setores DeFi, RWA, regulação cripto, IA e tecnologias de fronteira. Ela se formou na Universidade Arcadia com graduação em Administração de Empresas.

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