Tribunal brasileiro autoriza intimações para obtenção de NFTs em carteiras Bitcoin em caso de fraude de grande repercussão

- O judiciário brasileiro aprova intimações baseadas em NFTs em um grande caso de fraude com criptomoedas envolvendo a BWA Brazil e 11.200 BTC, avaliados em US$ 900 milhões.
- A empresa brasileira BWA é acusada de operar um esquema de pirâmide com criptomoedas, deixando investidores com prejuízos de US$ 52,2 milhões; os fundadores continuam foragidos.
- O Brasil proíbe fundos de pensão de investirem em criptomoedas, o que contrasta com as tendências globais, já que Bitcoin continua sendo uma opção de investimento popular no país.
O judiciário brasileiro autorizou o uso de tokens não fungíveis (NFTs) para notificar pessoas nãodentem um caso de fraude com criptomoedas de grande repercussão. A decisão está ligada ao processo de falência da BWA Brazil, uma empresa de investimentos em moeda digital acusada de fraude envolvendo 11.200 bitcoin, atualmente avaliados em aproximadamente US$ 900 milhões.
A decisão surge em meio a um pedido judicial para suspender o prazo de prescrição de ações relacionadas a criptoativos supostamente adquiridos com recursos de credores. Um administrador judicial nomeado para supervisionar a massa falida da BWA Brasil solicitou autorização para emitir intimações digitais por meio de NFTs.
Os tokens, contendo documentos legais com o respaldo do Ministério Público do Brasil, seriam transmitidos para endereços de carteiras Bitcoin associados às transações contestadas.
Decisão judicial aceita o uso de intimações
Na decisão, o tribunal reiterou a necessidade de proteger os credores, declarando::
“Oscredores que sofreram perdas multimilionárias não podem ser ainda mais prejudicados por atrasos legislativos em acompanhar a inovação tecnológica. Portanto, autorizo o administrador judicial nomeado pelo tribunal a tomar todas as medidas necessárias para notificar este protesto interruptivo [que suspende os prazos para ações judiciais] por meio detronutilizando NFTs.”
A medida visa apenas pessoas cujas identidadesdentdesconhecidas, mas cujas Bitcoin atividades na blockchain trac. A massa falida afirma que os 11.200 BTC foram comprados com dinheiro de clientes da BWA Brasil antes da empresa falir. Isso significa que os clientes podem ser processados para reaver seu dinheiro.
Quatro corretoras de criptomoedas, incluindo Bit Blue, Mercado Bitcoin, Brasiliex e Bitcambio, foram instruídas a notificar os proprietários de carteiras envolvidos no caso, encaminhando cópias da decisão judicial e da petição inicial do processo.
BWA Brasil: O que aconteceu até agora
A BWA Brazil foi fundada em 2017 por Paulo Roberto Ramos Bilibio como uma empresa de investimentos que oferecia Bitcoin . Elatracclientes com a promessa de retornos mensais fixos de 5% sobre os depósitos, o que economistas consideraram uma garantia irrealista, dada Bitcoin.
A empresa entrou em colapso no início de 2020 após congelar saques e entrar com pedido de recuperação judicial (Chapter 15), deixando os investidores com um prejuízo estimado em R$ 300 milhões (aproximadamente US$ 52,2 milhões). Posteriormente, as autoridades identificaramdentBWA como um dos maiores esquemas de pirâmide financeira com criptomoedas do Brasil.
Em julho de 2020, um tribunal brasileiro autorizou a BWA a iniciar um processo de cobrança judicial. Esse processo auxilia empresas a quitarem suas dívidas. No entanto, menos de um ano depois, o tribunal mudou de ideia e declarou a empresa falida por falta de provas de que ela havia tentado pagar seus clientes.
Bilibio e sua sócia, Jessica da Silva Farias, estão sendo acusados deusarfundos de clientes para comprar Bitcoin antes do colapso da empresa. Ainda assim, ambos permanecem foragidos, e não houve relatos de prisões ou relevantes avistamentos
Brasil aperta restrições a investimentos em criptomoedas para fundos
Na segunda-feira, em uma decisão de política financeira separada, delineada na Resolução CMN 5.202/2025, a mais alta autoridade financeira do Brasil impôs novas restrições aos investimentos em criptomoedas por fundos de pensão.
Notícias locais informaram que o Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu que as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) invistam em Bitcoin ou outros ativos digitais. As EFPCs administram as reservas de aposentadoria de funcionários sindicalizados e de empresas, investindo tradicionalmente em títulos e ações.
“A resolução também proíbe investimentos em ativos virtuais, considerando suas características específicas de investimento e os riscos associados”, explicou um comunicado do Ministério das Finanças.
No entanto, os cidadãos brasileiros aparentemente não estão muito preocupados com a regulamentação das criptomoedas. Uma pesquisa realizada pela Datafolha e Paradigma Education, encomendada pela Hashdex e Coinbase, constatou que, entre mais de 2.000 participantes, as moedas virtuais figuraram como a quinta opção de investimento mais popular no Brasil, com 16% dos entrevistadosdentativos digitais.
Ficou atrás deopções tradicionais como dinheiro guardado em casa (24%) e fundos de investimento (19%) , mas superou ativos como moeda estrangeira, títulos, ouro e ações. As contas de poupança permaneceram a ferramenta de investimento preferida, seguidas por imóveis, que atraíramtrac% dosdent.
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Florença Muchai
Florence tem se dedicado à cobertura de notícias sobre criptomoedas, jogos, tecnologia e inteligência artificial nos últimos 6 anos. Seus estudos em Ciência da Computação pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru e em Gestão de Desastres e Diplomacia Internacional pela MMUST (Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru) lhe proporcionaram ampla experiência em idiomas, observação e habilidades técnicas. Florence trabalhou no VAP Group e como editora para diversos veículos de mídia especializados em criptomoedas.
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