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Banco Central do Brasil proíbe Banco Topázio de negociações de forex vinculadas a criptomoedas e aplica multa de R$ 16,2 milhões

PorHannah CollymoreHannah Collymore 2 min de leitura
Banco Central do Brasil proíbe o Banco Topázio de realizar operações de câmbio vinculadas a criptomoedas e aplica multa de R$ 16,2 milhões
  • O Banco Topazio foi proibido por dois anos de executar transações de criptomoedas no mercado de câmbio, além de ser multado em R$ 16,2 milhões.
  • Após a penalidade, três executivos da empresa foram punidos e suas violações foram classificadas como graves sob a legislação financeira brasileira.
  • Este anúncio ocorre enquanto o Banco Central do Brasil introduz a Resolução BCB nº 561.

O Banco Central do Brasil enfatizou que a conformidade com criptomoedas não é apenas uma formalidade. De acordo com o supervisor do regulador, a ação tomada contra o Banco Topazio serve como modelo para casos futuros de aplicação da lei, e não como uma punição isolada.

A decisão veio após a Copas identificar várias irregularidades nas operações do banco de outubro de 2020 a setembro de 2021. Durante esses anos, o banco executou transações de criptomoedas no mercado de balcão (OTC) sem implementar verificações adequadas para garantir as identidades e qualificações dos beneficiários de terceiros. 

As transações sinalizadas representaram 63% das transferências de câmbio de saída do banco nesse período e 47% de sua atividade de mercado primário. Devido a isso, o comitê concluiu que a escala do problema prejudicou a credibilidade da instituição no mercado de câmbio do país.

Reguladores chamam as violações do Banco Topazio de graves

De acordo com o Artigo 4, inciso IV da Lei 13.506, a Copas considerou que as ações cometidas pelo Banco Topazio foram graves, e a seguinte punição serve como modelo para casos futuros de aplicação da lei que possam surgir, e não como uma punição especial para o banco.

O comitê mencionou que as violações são divididas em três áreas principais: pouca ou nenhuma verificação da capacidade financeira dos clientes, procedimentos fracos de registro de clientes e controles inadequados para prevenir lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. 

Após a punição,  três executivos também foram punidos. Ademir Julio Schenatto foi multado em R$ 732.000 e proibido de ocupar qualquer cargo em instituições financeiras reguladas por cinco anos. Allison Forgiarini Ferreira foi multada em R$ 471.000, enquanto Haroldo Pimentel Stumpf foi multado em R$ 358.000.

Banco Central do Brasil dispara aviso para o setor mais amplo

Enquanto as multas ganham destaque, a mensagem subjacente de Ailton Aquino que serve como diretor do Banco Central e presidente do comitê Copas é simples: a restrição comercial imposta ao Topazio “pode e deve também ser usada, conforme necessário, como medida cautelar, sem exigir inicialmente a abertura de um processo sancionador administrativo, sempre que avaliarmos que os fundamentos para a aplicação da Lei 13.506 estão presentes.”

Aquino também confirmou que o governo pretende usar as sanções contra outras empresas do setor que não implementarem sistemas adequados de registro ou supervisão de clientes, sinalizando uma abordagem muito mais rigorosa para gerenciar e controlar a indústria de criptomoedas e financeira.

A maior repressão regulatória no Brasil 

Em 30 de abril, o Banco Central do Brasil publicou a Resolução BCB nº 561, que proibiu todos os provedores eletrônicos de câmbio de usar stablecoins e outros tokens de criptomoedas, como Bitcoin, para realizar transações no exterior. A instituição ordenou que todas as rotas de pagamento de câmbio seguissem sistemas tradicionais de câmbio ou contas reais não residentes.

Este novo desenvolvimento visa remover os ativos digitais do quadro regulado do país, em vez de proibir totalmente as transferências de criptomoedas no país. Com isso, o Banco Central consegue manter as transferências internacionais dentro dos canais de câmbio que pode monitorar.

Essas novas leis introduzem termos e regulamentações mais rigorosos ao ecossistema, pois os provedores de eFX agora devem proteger os fundos dos clientes em contas separadas, enviar relatórios mensais por meio do sistema de câmbio do Banco Central e armazenar registros de transações na instituição pelos próximos dez anos.

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Perguntas Frequentes

O que o Banco Topázio fez de errado?

Entre outubro de 2020 e setembro de 2021, o Topázio processou compras de criptomoedas no mercado de balcão (OTC) totalizando US$ 1,7 bilhão para 15 clientes corporativos, sem realizar a devida diligência adequada e sem reportar transações suspeitas à unidade de inteligência financeira do Brasil.

As pessoas no Brasil ainda podem comprar e negociar criptomoedas?

Sim. A proibição aplica-se apenas às operações institucionais de câmbio do Topázio vinculadas a criptomoedas, e a proibição mais ampla de liquidação estabelecida pela Resolução 561 direciona-se a fintechs e empresas de pagamento. Investidores individuais ainda podem comprar, vender e manter criptomoedas por meio de provedores autorizados de serviços de ativos virtuais.

Quando entra em vigor a proibição do Brasil contra a liquidação de stablecoins em pagamentos transfronteiriços?

A Resolução BCB nº 561, que proíbe provedores de câmbio eletrônico de liquidarem remessas no exterior com stablecoins ou outras criptomoedas, entra em vigor em 1º de outubro de 2026, com prazos de conformidade estendidos até 2027.

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Aviso. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de negociação. Cryptopolitan.com não assume responsabilidade por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamos fortemente a realização de pesquisa independente e/ou consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Hannah Collymore

Hannah Collymore

Hannah é escritora e editora com quase uma década de experiência em redação de blogs e cobertura de eventos no espaço cripto. Na Cryptopolitan, Hannah contribui para a página de notícias, relatando e analisando os últimos desenvolvimentos nos setores DeFi, RWA, regulação cripto, IA e tecnologias de fronteira. Ela se formou na Universidade Arcadia com graduação em Administração de Empresas.

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