ADAPT para transformar o comércio africano usando blockchain e stablecoins.

- A iniciativa ADAPT visa transformar o comércio africano utilizando blockchain e stablecoins.
- Isso poderia gerar US$ 70 bilhões em comércio anual, acelerar o desembaraço aduaneiro e reduzir as taxas de pagamento transfronteiriço.
- O projeto começará no Quênia, se expandirá para Gana e outro país, e alcançará todas as 55 nações africanas até 2035.
Uma nova e abrangente iniciativa chamada ADAPT (Acesso Digital e Infraestrutura Pública para o Comércio na África) tem como foco reformular o fluxo comercial em todo o continente africano, tendo a tecnologia blockchain e as stablecoins como elementos centrais.
Lançado pelo Secretariado da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), em parceria com a Fundação IOTA, o Instituto Tony Blair e o Fórum Econômico Mundial (WEF), o ADAPT promete proporcionar um comércio transfronteiriço mais rápido, mais barato e mais transparente.
O anúncio desta iniciativa estimulou debates entre indivíduos. Para abordar essas controvérsias, a Fundação Iota explicou que esta rede pública digital de código aberto é importante para promover o comércio sem entraves, pois permite pagamentos internacionais utilizando stablecoins. Este projeto também protegerá documentos comerciais digitais e garantirá a compatibilidade de identidades digitaisdentacrescentou a organização.
O projeto ADAPT visa promover um comércio facilitado na África.
Dominik Schiener, empresário italiano, cofundador e presidente da Fundação IOTA, compartilhou uma publicação no LinkedIn afirmando que o projeto ADAPT está previsto para ser implementado em todas as 55 nações africanas até 2035. Segundo Schiener, essa iniciativa visa aprimorar as operações comerciais no continente.
Entretanto, relatos de fontes confiáveis indicam que o ADAPT também visa gerar um adicional de US$ 70 bilhões em comércio anual, reduzir o tempo de desembaraço aduaneiro de até 14 dias para menos de três dias e diminuir as taxas para pagamentos transfronteiriços de 9% para 6%.
Em comunicado, Schiener mencionou que os procedimentos de desembaraço aduaneiro e de fronteira, que antes levavam várias semanas, passarão a consumir apenas algumas horas. Ele explicou ainda que os pagamentos internacionais cairão drasticamente para menos de 3%, enquanto os exportadores terão acesso a recursos globais de financiamento do comércio.
Vale destacar que a Fundação IOTA é uma entidade global sem fins lucrativos que desenvolve tecnologia de registro distribuído (DLT) de código aberto para a "Internet das Coisas" (IoT). A organização indicou que o projeto ADAPT será inicialmente implementado no Quênia no primeiro trimestre do próximo ano, antes de expandir seu alcance para Gana e outro país, ainda não divulgado.
Segundo informações, a implementação completa está prevista para começar em 2027 e deve continuar até 2035.
Assim como no lançamento de outras iniciativas, Schiener reconheceu que essa jornada será longa e desafiadora. No entanto, o empresário italiano destacou que, com o apoio da AfCFTA e o comprometimento de seus parceiros, acredita que podem alcançar seu objetivo de conectar a África à infraestrutura de comércio digital de ponta do mundo.
Chido Munyati descreve um obstáculo significativo ao comércio em África
Chido Munyati, chefe da área da África e membro do programa de Liderança Global do Fórum Econômico Mundial, observou que as ineficiências no comércio se tornaram um obstáculo significativo para as nações africanas. Ele expressou otimismo de que a digitalização e a tecnologia blockchain ajudarão a superar esses desafios.
Em comunicado, Munyati reconheceu que, embora as ineficiências comerciais continuem sendo uma barreira substancial à expansão dos negócios, a digitalização dos processos comerciais poderia melhorar consideravelmente a forma como as economias africanas interagem e colaboram.
Quando os repórteres entraram em contato com a Fundação Iota para comentar o assunto, a organização destacou problemas como a lentidão nos pagamentos na fronteira, que podem levar semanas, e o uso de documentação em papel como ineficiências significativas.
Entretanto, relatórios da Statista, uma plataforma de dados online, destacaram que mais de 75 milhões de pessoas na África devem usar criptomoedas até 2026, com uma taxa de utilização de 5,9%. A receita total do continente também deve atingir um recorde histórico de US$ 5,1 bilhões até o mesmo ano.
Essas previsões surgiram após relatórios da Chainalysis datados de 2 de outubro, que mencionaram que as stablecoins representam cerca de 43% do volume total de transações na África Subsaariana. Os países que ocupam os cinco primeiros lugares nessa tendência incluem Nigéria, África do Sul, Gana, Quênia e Zâmbia.
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Nélio Irene
Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.
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