Espera-se que o 6G mude a forma como os cidadãos globais interagem – O que isso implica?

- A tecnologia 6G está prestes a revolucionar a conectividade global, oferecendo velocidades ultrarrápidas, menor latência e aplicações aprimoradas com inteligência artificial em diversos setores.
- Entidades internacionais como a UIT e o 3GPP estão trabalhando em padrões globais, enquanto empresas como Ericsson, NVIDIA e SoftBank impulsionam a pesquisa e o desenvolvimento.
- Especialistas preveem que, até o final da década, o 6G possibilitará inovações como hologramas de alta fidelidade, cidades inteligentes e integração perfeita entre o digital e o físico.
A próxima geração da tecnologia sem fio, o 6G, promete mudar a forma como as pessoas interagem com a tecnologia e o mundo, agregando melhorias em relação ao seu antecessor, o 5G. Empresas de tecnologia já estão trabalhando em seu desenvolvimento e discussões internacionais sobre os padrões regulatórios para sua implantação comercial estão em andamento.
Desde o lançamento do 5G em 2019, as redes móveis têm apresentado melhorias em velocidade, eficiência e suporte para tecnologias avançadas como realidade aumentada (RA), inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT).
Ainda assim, o 6G visa levar a conectividade ainda mais longe e poderá conectar os mundos digital e físico para criar sistemas inteligentes que melhorarão a eficiência e a funcionalidade de vários setores.
Como o 6G vai melhorar a internet?
O 6G poderá expandir as capacidades do 5G, oferecendo menor latência, maior confiabilidade e melhor eficiência energética. Isso beneficiará aplicações em telemedicina, gerenciamento de redes elétricas e navegação, entre outras.
A infraestrutura aprimorada também acelerará a adoção de tecnologias baseadas em IA, expandindo o uso da IoT em cidades inteligentes, transporte inteligente e até mesmo no monitoramento da saúde e da agricultura.
Especialistas preveem que o 6G atingirá taxas de dados máximas de até 1 terabyte por segundo, um salto significativo em relação às velocidades do 5G. Esse avanço acelerará o desenvolvimento de tecnologias que exigem grande volume de dados e de novas aplicações. Com os recursos do 6G, inovações como hologramas móveis de alta fidelidade e realidade estendida imersiva poderão se tornar realidade.
Segundo uma reportagem publicada pelo portal de notícias de tecnologia RCR News, a União Internacional de Telecomunicações (UIT), uma agência das Nações Unidas, identificoudentconectividade ubíqua como um requisito fundamental para o 6G. Essa funcionalidade poderá incorporar redes não terrestres e melhorar a cobertura sem fio em ambientes internos.
Dean Bubley, analista da Disruptive Analysis e da Disruptive 6G, comentou à RCR sobre o crescente reconhecimento, por parte de governos e órgãos reguladores, da importância da conectividade sem fio em ambientes internos.
Ele destacou que, como a maior parte do tráfego sem fio ocorre em ambientes internos, o Wi-Fi é a "parte mais importante" do desenvolvimento do 6G.
Países que trabalham em padrões globais para o 6G
Diversas fontes de notícias confirmaram que países e empresas estão conduzindo suas próprias pesquisas, mas um “padrão global unificado para o 6G” é necessário para sua implantação efetiva. A UIT está liderando os esforços para definir esses padrões, com planos de finalizá-los até 2030 para facilitar o lançamento comercial do 6G.
A UIT é responsável por estabelecer padrões internacionais de telecomunicações, incluindo serviços de satélite, rádio e internet. Instituições de pesquisa e líderes do setor estão atualmente estudando a arquitetura de rede 6G e espera-se que submetam suas conclusões à agência como parte do processo de padronização.
Outro órgão global envolvido na padronização da tecnologia de comunicações é o Third Generation Partnership Project (3GPP), que inclui organizações da China, Japão, Estados Unidos, Índia, Coreia do Sul e Europa.
Quem está trabalhando no 6G até o momento?
Resumos de notícias mostram que várias empresas de telecomunicações e tecnologia em todo o mundo supostamente estão trabalhando ativamente em pesquisa e desenvolvimento do 6G.
A gigante sueca de telecomunicações Ericsson firmou uma parceria com o SoftBank para desenvolver tecnologias de próxima geração até 2030. A colaboração, sob a iniciativa 'NextWave Tech', focará em inovações como Inteligência Artificial (IA), Cloud RAN (Rede de Acesso por Rádio), Realidade Estendida (XR) e 6G.
Entretanto, na Espanha, a IMDEA Networks uniu forças com a UC3M, a UAM e a UPM no projeto DISCO6G, financiado pelo Governo Regional de Madrid. A iniciativa visa integrar sensoriamento e comunicação às redes móveis, permitindo que as infraestruturas funcionem como sensores distribuídos em tempo real, além de transmitirem dados.
Em 18 de março, a NVIDIA e a MITRE anunciaram uma parceria com as empresas de tecnologia T-Mobile, Cisco, ODC e Booz Allen Hamilton para explorar redes 6G com inteligência artificial.
“As redes sem fio de próxima geração serão revolucionárias, e temos uma oportunidade sem precedentesdentgarantir que a IA seja integrada desde o início”, disse o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, em um comunicado à imprensa.
As mentes mais brilhantes do mundo das criptomoedas já leem nossa newsletter. Quer participar? Junte-se a elas.
Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Florença Muchai
Florence tem se dedicado à cobertura de notícias sobre criptomoedas, jogos, tecnologia e inteligência artificial nos últimos 6 anos. Seus estudos em Ciência da Computação pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru e em Gestão de Desastres e Diplomacia Internacional pela MMUST (Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru) lhe proporcionaram ampla experiência em idiomas, observação e habilidades técnicas. Florence trabalhou no VAP Group e como editora para diversos veículos de mídia especializados em criptomoedas.
CURSO
- Quais criptomoedas podem te fazer ganhar dinheiro?
- Como aumentar a segurança da sua carteira digital (e quais realmente valem a pena usar)
- Estratégias de investimento pouco conhecidas que os profissionais utilizam
- Como começar a investir em criptomoedas (quais corretoras usar, as melhores criptomoedas para comprar etc.)















