O Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes do Senado dos EUA exigiu que o Projeto Libra obrigasse o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, a depor antes de janeiro de 2020.
Por muito tempo, o Comitê de Serviços Financeiros ouviu depoimentos sobre a stablecoin proposta pelo Facebook e seu potencial impacto no sistema monetário americano, seus investidores e usuários. Com preocupações em torno da natureza do negócio, da estratégia comercial, do grau de soberania e, sobretudo, da visão que o Facebook tem para o setor de serviços financeiros, a criptomoeda se mostrou muito mais controversa do que o previsto.
O Projeto Libra precisa do depoimento de Zuckerberg, afirma o Comitê da Câmara dos Representantes dos EUA
Por essa razão, o Comitê da Câmara dos Representantes dos EUA está deixando clara sua animosidade em relação ao tão comentado Projeto Libra, ainda mais em relação ao idealizador do ambicioso projeto e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, já que o comitê exigiu seu depoimento antes do início do próximo ano, informou em 3 de outubro.
Apesar de Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook Inc., ter manifestado sua disposição em depor perante o Comitê da Câmara dos Representantes dos EUA antes de 29 de outubro, o comitê insiste em que o depoimento de Zuckerberg ocorra antes do próximo ano e exige que todas as outras audiências só aconteçam depois do depoimento dele, disse uma fonte anônima do Congresso.
Entretanto, David Marcus, que dirige a Calibra do Facebook, tentou enfatizar que o Facebook, como empresa, não terá qualquer influência no Projeto Libra e que este funcionará de formadent, sem muita participação do próprio CEO.
Libra tem implicações globais
Infelizmente para ele, a comissão do Congresso ignorou sua justificativa, afirmando que a tão estimada stablecoin do Facebook representa uma grave ameaça à economia e à segurança nacional. Não se trata apenas de seus dois bilhões de usuários. A Libra, quando lançada, terá sérias implicações para os consumidores em todo o mundo, impactando assim a economia global, afirmou a presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, Maxine Waters, em julho.
Citando a extensa responsabilidade de Zuckerberg e os riscos potenciais decorrentes de suas decisões, o Congresso não está disposto a aceitar nada menos do que o depoimento do próprio empresário e bilionário americano.
O Projeto Libra recebe críticas, mais uma vez
Enquanto isso, o Projeto Libra continua a receber críticas em seu país de origem. A gigante da tecnologia Apple declarou recentemente sua oposição ao projeto, afirmando que as moedas devem, idealmente, estar nas mãos do governo de um país e não serem controladas por algum grupo privado de empresas.
Além disso, os membros do consórcio Libra, que haviam declarado apoio incondicional ao Facebook Libra, agora estão repensando seu endosso após os constantes conflitos do projeto com os legisladores americanos. Mais detalhes virão à tona quando a gigante da tecnologia se reunir com os membros de seu conselho administrativo ainda este mês.
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