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Os preços do Xbox sobem nos EUA, e a Microsoft culpa as condições econômicas da era Trump

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
A Xbox, da Microsoft, demite membros de sua divisão de jogos.
  • A Microsoft aumentará os preços do Xbox nos EUA a partir de outubro devido às políticas econômicas da era Trump.

  • Todos os modelos do Xbox ficarão mais caros, com aumentos que variam de US$ 20 a US$ 70.

  • O CEO Satya Nadella abordou a reação negativa interna após 9.000 demissões e novas diretrizes para o escritório.

Os consoles Xbox ficarão mais caros nos EUA, e a Microsoft afirma que não é uma decisão aleatória. A partir de outubro, a empresa aumentará os preços de varejo de todos os principais modelos do Xbox.

E embora não estejam mencionando o nome de Donald Trump, estão deixando claro que as atuais condições econômicas — iniciadas durante seu primeiro mandato — estão por trás da medida.

A Microsoft fez o anúncio na sexta-feira, atribuindo a decisão a "mudanças no ambiente macroeconômico".

Jogadores fora dos EUA não sentirão nenhuma diferença. A empresa afirmou que os preços em outros países permanecerão os mesmos. Acessórios como controles e headsets também não sofrerão alterações.

Mas se você estiver nos EUA e planeja comprar um novo console, precisará pagar mais. O aumento afeta todos os modelos. E esta não é a primeira vez — a Microsoft já havia aumentado os preços do Xbox nos EUA no início deste ano.

A Microsoft aumenta os preços dos consoles pela segunda vez este ano

O Xbox Series S agora custa US$ 399, um aumento em relação aos US$ 379 anteriores. A versão de 1 TB custa US$ 449. O modelo Xbox Series X Digital passa a custar US$ 599, enquanto a versão com leitor de discos sai por US$ 649.

Se você optar pela versão de 2 TB, o preço é de US$ 799. Isso representa um aumento de US$ 70 em relação ao preço anterior de US$ 729. Essas alterações foram discretamente divulgadas em um PDF no site oficial da Microsoft.

A Sony e a Nintendo também aumentaram os preços nos EUA quase ao mesmo tempo, logo após a política tarifária de Trump entrar em vigor novamente. Não é coincidência.

Trump, que agora está de volta à Casa Branca, reimpos as tarifas este ano a vários países. O objetivo declarado: trazer a produção de volta para o solo americano. O resultado: consoles de jogos mais caros para os americanos.

Em seu site, a Microsoft afirmou: "Entendemos que essas mudanças são desafiadoras e foram feitas com muita cautela". Mesmo assim, para os compradores, isso significa gastar mais — novamente.

Funcionários da Microsoft questionam a liderança após demissões e ordens administrativas

Dentro da empresa, as coisas também não andam bem. Na quinta-feira, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, enfrentou seus próprios funcionários durante uma reunião virtual com a equipe.

Um funcionário questionou a cultura organizacional da empresa, apontando para o que considerava uma falta de empatia. Não se tratava apenas de uma reclamação vaga. A pergunta surgiu poucos meses depois de a Microsoft ter cortado 9.000 postos de trabalho em julho, após várias outras rodadas menores de demissões.

Nadella respondeu diretamente, dizendo: "Agradeço muito a pergunta e o sentimento por trás dela. Considero isso um feedback para mim e para todos na equipe de liderança, porque, no fim das contas, acho que podemos fazer melhor e faremos melhor."

A tensão interna também está ligada à nova exigência de trabalho presencial. Na terça-feira, a Microsoft informou aos funcionários próximos à sua sede em Redmond, Washington, que eles precisarão retornar ao escritório três dias por semana a partir de fevereiro. Essa regra será implementada de forma mais ampla posteriormente.

Amy Coleman, diretora de RH da empresa, disse que a recepção foi mista. Ela admitiu que alguns funcionários sentiram que estavam perdendo o controle sobre seu tempo. Mesmo assim, acrescentou que os trabalhadores próximos a Seattle já comparecem ao escritório em média 2,4 vezes por semana.

Durante a pandemia, a Microsoft apostou tudo no trabalho remoto. A empresa utilizou amplamente sua própria plataforma Teams para reuniões e tarefas diárias. Mas, mesmo agora, tem sido mais lenta que seus concorrentes em trazer todos de volta ao escritório. A Amazon, por exemplo, retomou o trabalho presencial de seus funcionários cinco dias por semana a partir de janeiro.

Fora dos muros do escritório, o cenário financeiro é completamente diferente. As ações da Microsoft subiram quase 20% este ano, superando o mercado em geral. Seu valor de mercado agora é de US$ 3,7 trilhões, tornando-a a segunda empresa mais valiosa do mundo, atrás apenas da Nvidia.

Em julho, a empresa reportou um lucro líquido de US$ 27 bilhões, um aumento de 24%. A margem bruta da empresa ficou pouco abaixo de 69%, ante 71% no final de 2023. Essa queda ocorre em um momento em que a Microsoft investe pesado em data centers, construindo e alugando infraestrutura para atender à enorme demanda por inteligência artificial.

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