Bolívar Digital: O Banco Central da Venezuela lançará uma CBDC (Moeda Digital do Banco Central)

Resumo resumido
• A Venezuela utilizou a tecnologia Blockchain para criar o Petro em 2018.
• O Bolívar digital será lançado em outubro e baseado em pagamentos eletrônicostronmensagem de texto.
As criptomoedas emitidas por bancos em todo o mundo ganharam popularidade, com diversos governos tomando a iniciativa. A Venezuela também optou por se juntar a esse grupo de países, e seu banco central anunciou o lançamento do Bolívar digital.
O banco planeja criar uma CBDC (Moeda Digital do Banco Central) para outubro de 2021, integrando-se aos novos sistemas financeiros globais. Todas essas informações foram divulgadas pelo vice-dent de Tecnologia e Comunicação da Venezuela, por meio do Twitter.
O comunicado acrescentou que o país sul-americano passará por uma nova reconversão monetária para equilibrar a economia nacional. Nesta ocasião, o governo venezuelano busca eliminar seis zeros do Bolívar, sua moeda nacional.
O bolívar digital chega à Venezuela e busca entrar como criptomoeda

A Venezuela anunciou que o Bolívar digital entrará em circulação. O banco central também emitirá notas de 5, 10, 20 e até 100 Bolívares.
O Bolívar Digital, no âmbito do regime de CBDC (Moeda Digital do Banco Central), será suportado por uma plataforma de câmbio que utiliza tecnologia baseada em mensagens de texto. Dessa forma, o cidadão do país poderá realizar transações e pagamentos em diversos serviços com rapidez.
A autoridade bancária esclarece que este novo modelo econômico não afetará o valor da moeda nacional. A CBDC busca criar uma faixa cambial simples para que as empresas possam utilizá-la sem problemas.
O caminho de outros países latino-americanos com as criptomoedas
Embora o anúncio da Venezuela sobre o Bolívar digital pareça uma novidade, não é a primeira vez que o país se aventura no mundo das criptomoedas. Em 2018, o governo nacional criou preços baseados em criptomoedas para um barril de petróleo chamado "Petro". A criptomoeda contornou as proibições impostas pelo governo dos Estados Unidos.
No entanto, o Petro foi um fracasso porque não possuía uma blockchain escalável, mas sim foi manipulado. Até hoje, o governo nacional continua insistindo que o Petro é uma criptomoeda com futuro, porém, na realidade, é considerado uma farsa.
O governo venezuelano está tentando desesperadamente reduzir a hiperinflação que enfrenta atualmente. O país latino-americano sofre uma crise econômica, com inflação superior a 2.500% em 2021.
Com os pontos esclarecidos, a introdução do novo Bolívar digital pode ser mais um fracasso na história da Venezuela. Isso poderia até mesmo fazer com que os cidadãos do país se afastassem ainda mais das criptomoedas.
O governo venezuelano não tentou regulamentar as criptomoedas, mas busca depender delas. Os cidadãos venezuelanos usam transações Bitcoin e USDT para evitar a inflação.
Por outro lado, o Uruguai criou um excelente plano de lei sobre criptomoedas que ajudará na circulação até setembro. O de El Salvador também aceita pagamentos em Bitcoin e intensificou seus esforços para criar um modelo financeiro único.
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Carisbel Guaramato
Carisbel é uma ávida criadora de conteúdo há mais de 4 anos, dedicando seu tempo a blogs e notícias de tecnologia. Ela aprimorou suas habilidades como comunicadora social e agora busca eventos de notícias sobre criptomoedas e blockchain em todo o mundo para transmiti-los de forma neutra e perspicaz no Cryptopolitan.
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