Os Estados Unidos confirmaram planos para anunciar algumas questões comerciais nas próximas 48 horas, conforme confirmado pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent. Bessent disse à CNBC que o prazo final para a assinatura dos acordos comerciais antes de quarta-feira foi bastante curto, devido ao grande número de ofertas de última hora. Ele destacou o renovado interesse de seus parceiros internacionais em retomar as negociações.
Odent Donald Trump afirmou que as cartas oficiais sobre as tarifas seriam enviadas a partir das 12h (horário do leste dos EUA) de segunda-feira. Por meio dessas cartas, os países serão notificados sobre as taxas tarifárias sugeridas, e não receberão ultimatos. Em vez disso, serão propostas de renegociação, conforme sugerido por Bessent.
Bessent explicou que os EUA não estão ameaçando, mas estabelecendo novos termos. "É uma mensagem simples: 'Esta é a tarifa, a menos que vocês prefiram negociar'", disse ele. As cartas são apresentadas como uma mensagem oficial sobre as posições tarifárias, ao mesmo tempo que deixam espaço para novas negociações. Os EUA não querem impor rupturas repentinas, mas buscam melhores condições comerciais.
Coreia do Sul e Japão lideram o recebimento das cartas tarifárias
Em uma publicação nas redes sociais, Trump anunciou que, a partir de 1º de agosto, o Japão e a Coreia do Sul enfrentarão uma tarifa de 25%. A taxa para o Japão é um ponto percentual superior à proposta em abril. A tarifa para a Coreia do Sul permanece inalterada. Trump observou ainda que, sempre que algum país aumentar suas tarifas, os EUA adicionarão o percentual aos 25% já existentes.
Até o momento, apenas dois acordos foram fechados, com o Reino Unido e o Vietnã. As negociações restantes continuam intensas, com Washington exigindo acordos universais ou tarifas elevadas.
A disputa tributária sobre serviços digitais entre Biden e o Canadá parece ter chegado ao fim, com o Canadá optando por retirar o imposto. As negociações comerciais entre os dois países estão agora a todo vapor e com foco preciso, tendo como meta meados de julho a finalização de um novo acordo.
Na União Europeia, está em discussão a proposta de aceitação de uma tarifa fixa de 10% sobre a maioria das exportações, com exceções para alguns setores. A UE ainda não confirmou os termos finais.
O Vietnã já assinou um acordo revisado. Isso sujeitará o país a uma tarifa de 20%, em comparação com os 46% inicialmente propostos. No entanto, os EUA adicionarão uma tarifa de 40% sobre as mercadorias em trânsito pelo Vietnã com destino a terceiros países, como a China.
A Malásia, que enfrentava uma tarifa de 24% em abril, agora terá uma taxa de 25%. O Cazaquistão teve suas tarifas reduzidas de 27% para 25%, e Laos e Mianmar também tiveram suas tarifas reduzidas, passando a pagar 40%. A taxa da África do Sul foi fixada em 30%. Trump reiterou a imposição de uma tarifa adicional de 10% sobre os países que apoiam políticas do BRICS que se opõem aos interesses americanos. "Não haverá exceções", escreveu ele.
A China lança uma sombra sobre as negociações
As tensões com a China também parecem estar diminuindo. Os EUA também suspenderam alguns controles de exportação, como software de design de chips e etano. Bessent disse que planeja se reunir com seu homólogo chinês nas próximas semanas.
Howard Lutnick, Secretário de Comércio, ao lado de Trump em um evento recente, garantiu à imprensa que, embora os acordos tarifários devam ser finalizados até 9 de julho, as taxas não entrarão em vigor antes de 1º de agosto. O governo está aproveitando esse intervalo para finalizar ou enviar os avisos finais.
A Casa Branca apresenta as medidas tarifárias como essenciais para reequilibrar as relações comerciais e restaurar a influência americana. Trump afirmou no domingo que a maioria dos países receberia “uma carta ou um acordo” até 9 de julho.

